sábado, 23 de setembro de 2017

A PARTEIRA 1

Acorda.
Tá na hora... você vai se atrasar de novo.

Revirou-se na cama, puxou o lençol e cobriu a cabeça.

Hoje é feriado, meu feriado.

Feriado? de que? Deixe de preguiça e cuide

Ah, não me amole... eu matei uma pessoa ontem.


Virou-se e fez cara de espanto...

É isso mesmo... depois que ele saiu do quarto... eu a mandei pro inferno... seu filho ainda amamentava.


A velha rua continuava suja. Latas de tintas velhas, móveis velhos, restos de comida, ratos, esgoto e água escorrendo pelos aceiro da calçada. Os meninos corriam de um lado para o outro. Nada mudou por ali. Nada. Cheguei em frente ao antigo barracão onde costumávamos jogar futebol de salão. A ruína tem seus herdeiros, é verdade, e aquelas crianças estavam herdando todo aquele luxo. O sol daquele dia estava se despedindo. Ouvi gritos de mulheres velhas, negras, chamando seus meninos afortunados para o banho. Alguns meninos atendiam ao chamado... outros sentavam nas calçadas molhando os pés na lama. Soltei minha maleta na calçada perto de um desses meninos. Um deles veio por trás de mim, sorrateiro, eu me virei e fiz cara de espantada. Ele sorriu, baixou a cabeça e perguntou quem eu era. Respondi sorrindo... me diga garoto, aonde estão as pessoas que moravam ali na casa verde? A senhora é a dona? Não. Ela deve ser a louca que fugiu do abrigo. Não diga isso. Meninos, eu sou a louca que fugiu do abrigo... Todos se levantaram e correram até dobrar a esquina.

A noite chegou. Fria e suja. Lixo pra todo lado. Poucas luzes restavam. Um quadro estranho e familiar ainda respirava naquele ambiente. As janelas fechadas deixavam a rua mais solitária. Apenas alguns meninos e eu. Sentados com os pés na lama, mais rala agora, escorrendo pra um ralo na esquina. Alguns ratos zonzeiam a calçada a procura de restos. O frio foi aumentando e a molecada da rua foi desaparecendo entre as sombras e esquinas. Fiquei só. Meu primeiro dia como fugitiva. De volta a cena de onde tudo havia começado. Tudo que plantaram contra mim. Tudo que me fizeram acreditar. Lembrei de uma canção que minha mãe cantarolava antes de sua agonia para a morte. A voz dela roía minha cabeça como um serrote na madeira verde, infinito, tosco, doía, doía. Eu a calei. Ela me olhou pela última vez agradecida, sua lágrima era de felicidade, eu sei, ela parou com aquela música infeliz... Jesus vem nos salvar, o cordeiro de deus vem nos salvar, - Encontrei um menino deitado embaixo de uma choupana ele respirava calmamente. Me aproximei e deitei ao seu lado.


Quantos policiais na frente da casa da dona França. Três viaturas. Uma samu. um rabecão. Tem muita gente ao redor. Disseram que a dona França foi assassinada. Estão levando Deise para dentro do camburão. Ela sabe de alguma coisa. A mais velha não apareceu, dizem que durante a noite, ela pegou um táxi e sumiu. Com certeza vão encontrá-la. Raquel, a mais velha, será?


Acordei antes do sol clarear. Minhas mãos estavam congeladas. A criança ao meu lado parou de respirar. Soltei um suspiro e me sentei, acendi um cigarro... vi um garoto de longe que me olhava assustado. Eu o chamei ofereci um cigarro ele se aproximou. Conhece esse infeliz? Sim senhora. Quem era ele? O tintin era filho do açougueiro. Hum, sei. e agora o que farão com ele? Eles chamam a polícia e levam pra universidade. A gente sempre recebe uma grana quando um de nós morre de frio. A senhora viu que ele morreu de frio, né? Claro. Claro, eu não toquei nele a noite inteira. A barra do dia despontava por trás das casas velhas, úmidas de sereno, pichadas, sem rebocos, cheias de mofo, algumas luzes se apagavam e um cheiro desgraçado de café começava a fazer raiva. Era preciso sair dali, logo os policiais estariam para recolher o corpo do menino... fui indo em direção da praça da estação aonde eu havia chegado. O bar ao lado do barracão abriu. O velho barrigudo colocou a garrafa de café sobre o balcão bem na hora que eu entrei... Um café senhora? Sim, dos grandes. Uma sombra branca passou diante dos meus olhos. olhei pro alto e não vi nada. Essas coisas de novo. Não sou de crer em vida depois da morte. Morreu acabou. Lembro bem de quando fui socorrer a prima de minha tia, sua casa velha, sem iluminação, de barro, coisa muito ruim. Ela estava com três dias que chorava e sangrava sem deixar o menino sair. Eu fui ver aquilo de perto. Tinha só doze anos. Mas eu estava curiosa. O café senhora. Sim, obrigado. Quando cheguei lá tinha umas duas mulheres segurando suas pernas ela gritava, gritava, gritava... teve um momento em que ela diminuiu a voz e eu aproveitei para me encostar na cama... ela me olhou triste e feliz... eu entendi o que ela queria, o que ela me pedia, com os olhos, olhos vermelhos e secos de dor, ACABE COM ISSO DE UMA VEZ,  era isso que ela me pedia. As mulheres continuaram lá fora, rezando, cantando... eu sai correndo bem no meio delas... elas pararam de cantar e começaram a rezar e a rezar... uma delas se levantou e entrou no quarto, a criança estava deitada sob o corpo da mãe de olhos arregalados e sem vida. A polícia foi chegando. Eu estava olhando o menino falando com uma moça policial. Ele apontou para a esquina e depois para a praça. A policial nem se virou. Tomou nota e entrou no carro. Alguns minutos depois uma camionete com um adesivo da Universidade Campinas do Sul, chegou e levou o corpo do moleque.


 


quarta-feira, 20 de setembro de 2017

FODER É VIDA






NO INÍCIO...
Bem no início, mas bem no início mesmo... onde nenhuma merda havia sido feita ainda...
fez-se.
E passamos a existir.
gente de toda cor, forma, cheiro, tamanho e gente muito feia, puta merda, como tem gente feia nessa bagaça...
Se não fosse as trepadinhas que ocasionalmente vamos descolando por aí, essa história ia ser foda de encarar.
Acordar e olhar o mundo do jeito que desenharam, pronto, sem poder dar nenhum pitaco, nem mexer na tinta, puta merda... 
A merda toda é que vamos trepando e logo, logo, essa porra tá cheia de gente que também quer trepar, trepar e trepar.
A porra da concorrência só aumenta.
Mas tem coisa melhor?
Vamos foder gente
Vamos foder sem medo
vamos foder com todo mundo

ALHO - O BOM SENSO RECOMENDA - A CIÊNCIA VALIDA

O consumo de alho é um hábito milenar. 
Consta na literatura que civilizações antes
 do suposto Cristo 
já o consumiam. 
Enumerei alguns benefícios, segundo o senso comum, que o consumo de alho cru ou cozido em forma de chá trás para nossa vida.   
Vamos lá:
1. Faz um bem danado ao coração. 
2. Diminui a porra da pressão arterial.
3. Emagrece, por que controla o maldito colesterol ruim. Mas esse papo de colesterol é cheio de picuinha, tipo o consumo de ovo, ora é bom outra ora é um inferno. 
Vamos ao que interessa...
4. Reduz a inflamação. 
5. Fortalece o nosso sistema de defesa natural do corpo, aquele que combate as doenças... vixe! vamos viver eternamente.😋
6. Combate a tosse, deve ser bom pra quem fuma, fica a dica.
7. Acelera a recuperação de gripes e resfriados, aqui é hora de beber aquele chazinho de ALHO COM LIMÃO. Mas tem gente que gosta de beber conhaque de alcatrão com mel... a dica é fazer do alho o tira-gosto.
8. Combate as lombrigas e melhora a respiração.
9. MAIS IMPORTANTE  melhora, previne, faz reagir e dá mais desempenho na hora do "vamo ver" da "trepadinha" - o lance é comer bem o ALHO  e a patroa. Ou o patrão. 🙌🙌

O BARATO MESMO É CONCILIAR ESSA PORRA DO ALHO COM HÁBITOS SAUDÁVEIS
NÃO FUME
CAMINHE
COMA MENOS AÇÚCAR
EVITE O CONSUMO DA CARNE VERMELHA(MENOS A CARNE MIJADA)
COMA AVEIA
E FAÇA SEXO.
COM A PATROA, A VIZINHA, A TIA, A MÃE, A VÓ, A GALINHA... IMPORTANTE É FAZER.

Fonte que me ajudou nessa lista: 
https://melhorcomsaude.com/7-beneficios-alho-mel-em-jejum/
http://www.saudedica.com.br/3-beneficios-do-alho-para-homens/
OBRIGADO. 

Blog do Renatão: A resenha-prêmio

Blog do Renatão: A resenha-prêmio: Com considerável atraso, pela dificuldade em encontrar o livro, segue aqui a resenha com que foi premiada, na promoção do blog, a seguidora ...

domingo, 17 de setembro de 2017

FOUCAULT - A HERMENÊUTICA DO SUJEITO

Os prefácios:
Nota: A palavra "hermenêutica" trás o significado de "arte ou técnica de interpretar e explicar um texto ou discurso", entretanto, em uma analogia superficial, podemos inquirir que o autor pretende interpretar e explicar o objeto de sua investigação, que é o homem, de uma maneira historicista. 

  • Apresentam-se de forma bastante clara e de fácil compreensão a metodologia e o procedimento da maneira como foi escrito o livro. 
  • Proporcionado pelo uso dos gravadores enquanto as aulas foram proferidas, assim foi produzido o livro, do uso das gravações do seu discurso.
  • Michel Foucault ensinou no "College de France" e onde teve seus últimos dias de vida.
  • A disciplina ministrada por Foucault era a "história dos sistemas de pensamento".
  • Foucault passou suas aulas falando para "ouvintes" em vez de "alunos registrados", e nem por isso, seus discípulos eram em menor número.
  • O jornalista Gerard Petitjean descreve o professor como um homem "dinâmico, decidido, como alguém que se lança nas águas, salta algumas pessoas para chegar à sua cadeira, afasta os gravadores para colocar os papéis, tira o paletó, acende uma lâmpada e sai a cem por hora".
  •  Foucault sente falta das perguntas durante as suas aulas, mas o tempo é pouco para suas tantas informações. 
  • Para Foucault a arte de ensinar é ser e estar sendo sempre um pesquisador. Assim conduzia seus ensinamentos.
  • Página 4 - Foucaut se refere à uma reflexão realizada sobre o tema das "relações entre subjetividade e verdade" em que usou o "regime de comportamentos e prazeres sexuais na antiguidade": O regime dos Aphrodísia. 
  • Era realmente no regime dos Aphrodísia e de modo algum na moral chamada cristã, ou pior ainda, chamada judaico-cristã, que se encontrava o arcabouço fundamental da moral sexual europeia moderna.
  • O que vamos tratar é em que forma de história foram tramadas, no Ocidente, as relações, que não estão suscitadas pela prática ou pela análise histórica habitual, entre estes dois elementos, o "sujeito" e a "verdade".
  • A noção do "cuidado de si mesmo" - noção grega muito complexa "Epimeléia heautoû" para os Latinos "cura sui".
  • Epimeléia heautoû é o cuidado de si mesmo, o fato de ocupar-se consigo, de preocupar-se consigo.
  • Para estudar as relações entre "sujeito e verdade" usando o Epimeléia heautoû, que a comunidade filosófica não deu tanto crédito, é no mínimo paradoxal e sofisticado.
  • Por que a questão do conhecimento, do conhecimento por ele mesmo, o sujeito, foi originariamente formada da prescrição Délfica "Gnôth seautón" - conhece-te a ti mesmo. 

fonte:


  • https://www.significados.com.br/hermeneutica/ (18/09/2017) 12:59
  • http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1809-68672008000200008 (17/09/2017) 10:33




sexta-feira, 15 de setembro de 2017

A Invenção do Trabalhismo - Sinais da Modernidade na Era Vargas - O Estado Novo, o que trouxe de novo?


A INVENÇÃO DO TRABALHISMO
Ângela da Castro


  • É justificável falar da República Velha - A Questão Social  vista como caso de polícia - o Governo era controlado pelos burgos agrários - violência contra todos os movimentos Sociais e Sindicatos - Os sindicatos cooperativistas.
  • Grupo político apoiador dos Sindicatos eram Socialistas - Franceses e Alemães - Defesa dos Operários nas Eleições.
  • Os Anarquistas inicialmente e depois os Comunistas vistos como inimigos do País.
  • A repressão aos movimentos operários não estava surtindo efeito - Cria-se a necessidade de repensar o modelo de Governo em relação ao Movimento Operário.
  • A revolução (Golpe) de 30 - A mudança no tratamento das Questões Sociais - O reconhecimento por parte do Governo dos "Direitos Trabalhistas e Sociais (Previdenciários)"
  • O controle ao Movimento Operário: Criação do MTIC, Os Sindicatos controlados pelo Governo, os Benefícios Sociais atrelados ao ingresso no sindicato, expulsão de líderes sindicais "comunistas", o imposto sindical.
  • O "Pacto trabalhista" estava criado e sendo satisfatoriamente posto em prática. 
  • A lógica e o contexto político do Estado trabalhista - o pacto da classe trabalhadora com o estado.
  • A ideia central: A adesão da Classe trabalhadora - Através de uma política Social de Produção - Implementação de Leis no Mercado de Trabalho.
  • A ideologia do Estado Novo: Novo  +  Nacional - Modernização + tradição - Uma cultura política na qual os intelectuais se destacaram (o Estado como Pai e Orientador) 


SINAIS DA MODERNIDADE NA ERA VARGAS:
VIDA LITERÁRIA, CINEMA E RÁDIO 
Lúcia Lippi


  • Os três campos de atividade cultural: 
  • 1930 até 1940 um sinal dessa modernidade durante todo o processo político foi a ampliação do público aderindo ao percurso.
  • O povo agora era compreendido como "massa de manobra".
  • A VIDA LITERÁRIA: 
  • Os Intelectuais aproveitaram o momento político para contribuir COM SUAS OBRAS com diagnósticos e projetos de salvação da nação.
  • Os livros Nacionais ganham competitividade com os estrangeiros.
  • José Lins do Rêgo - Ciclo da cana de açúcar - A decadência da velha aristocracia rural.
  • As editoras florescem - Com a revolução (golpe) e a nova classe média preocupada com o país e seus problemas criaram um mercado novo.
  • O pagamento antecipado dos direitos autorais visto com ousadia pela editora José Olimpyo, superou a crise que se abatia.
  • A obra de Getúlio Vargas - A nova Política do Brasil - onze volumes - 1938/1947
  • A censura - os livros comunistas - A comissão nacional de repressão ao comunismo.
  • Pós-30 - O jogo de disputa sobre qual o regionalismo daria base a melhor sociedade brasileira.
  • Os livros de Jorge Amado, bahiano - regionalista que valoriza o homem mestiço.
  • As obras de Érico Veríssimo, gaúcho; Carlos Drumond de Andrade, mineiro; Cândido Portinari, paulista; seguiam na disputa.  
  • CINEMA:
  • Foi bem recebido no Brasil.
  • Os filmes mudos eram acompanhados por música ao vivo.
  • 1920 o filme falado. Fundada a Cinédia companhia de cinema.
  • Carta de Monteiro Lobato para Anísio Teixeira relatando o cinema falado, sua esposa comenta: "somos tão atrasados, que pena não termos a inteligência do povo de lá" (o povo rejeitava a língua inglesa)
  • O Estado ainda não interferia.
  • Pós-30 o governo reconhece a atividade e nacionaliza a CENSURA - antes praticada somente nos municípios.
  • Os filmes brasileiros agora teriam uma metragem de filmes obrigados a estar na programação.
  • Roquete Pinto - Decreto de curtas - direito a dois filmes.
  • 1934 a Comissão de Censura passa para o Ministério da Justiça e negócios Interiores - É criado o Departamento de Política e Difusão Cultural DPDC - O DPDC vira o DIP ligado exclusivamente ao Presidente da República. 
  • Getúlio e a importância do Cinema:"É um fator de instrução, elemento de cultura, o livro das imagens luminosas, onde o povo aprenderá a amar o Brasil, para os analfabetos disciplina pedagógica perfeita, para os letrados admirável escola de aprendizagem".
  • Após 1934 as duas linhas de propor o cinema se separam - A educativa e a Propaganda.
  • RÁDIO:
  • 1922 - O rádio - Transmissão do discurso do Presidente Epitácio Pessoa e a ópera O Guarani.
  • Os proprietários dos primeiros rádios deveriam registrar os aparelhos e o Estado deveria controlar as transmissões.
  • 1923 - Primeira emissora - A rádio Sociedade do Rio de Janeiro.
  • 1930 - As pessoas eram tidas como sócias das emissoras
  • Racionamento de energia - 1930, 1940, 1950.
  • Primeira mobilização Politica - 1932 - Revolução constitucionalista em São Paulo.
  • 1931/1932 - O Governo profissionalizou o rádio.
  • O rádio como meio sistemático de vendas.
  • As pessoas tiveram seus hábitos alterados.
  • As partidas de futebol transmitidas pelo rádio Educativa.
  • A novidade se deu sem permissão prévia do governo para as propagandas comercial no rádio.
  •  O rádio muda sua programação: Música, programas de utilidade pública e humor.
  • Transmissão dos comícios de primeiro de Maio. 
  • O rádio realizava um trabalho fundamental de propaganda do Governo criando uma identidade nacional simbólica.
  • O programa de rádio repórter ESSO,  transmitido pela rádio Nacional, "o primeiro a dar as últimas" e "testemunha ocular da história"
COMO NOS TORNAMOS AMERICANOS
  • As transformações na sociedade brasileira do governo Vargas e o impacto da segunda guerra mundial foram significativos para alterar a noção que tínhamos de nação
  • Havia uma rejeição ao modelo norte-americano de ser - França x EUA. Disputavam-se entre si e entre os brasileiros. Artistas sofreram com isso.
  • A POLÍTICA DE BOA VIZINHANÇA - Aproximação com os EUA - No governo Roosevelt.
  •  O americanismo, ideologia para combater o fascismo (Italiano) e o Germanismo (Alemão)
  • Foi o cinema que impulsionou o progresso do Americanismo nas Américas e no mundo.
  • Foi preciso mudar a maneira de pensar sobre os vizinhos - para os EUA nós éramos "bandoleiros" - para os latinos os EUA  eram arrogantes. 
  • A criação do Office of the cordinator of inter-American affair marca esse momento da cultura EUA no continente Latino.
O ESTADO NOVO - O QUE TROUXE DE NOVO?
Maria Helena Capellato


FONTE:

http://blogln.ning.com/forum/topics/o-governo-vargas-e-a-invencao
SINAIS DA MODERNIDADE NA ERA VARGAS:VIDA LITERÁRIA, CINEMA E RÁDIO 
Lúcia Lippi pdf SIGAA UFRN 2017.1

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

SOCIAL 2 - os porcos invasores da América Latina

Frutos de um colonialismo selvagem ainda hoje somos desmerecidos, desrespeitados, humilhados, escravizados pelo resto do mundo. 
Somos em vinte países.
Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, El Salvador, Equador, Guatemala, Haiti, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana, Uruguai e  Venezuela.
Temos por nossos colonizadores:
 Portugal, Espanha e França.
Essa colonização selvagem desencadeou a língua materna que cada País possui.
Mesmo que você questione sobre as pessoas em regime de escravidão, estas e suas culturas foram suprimidas, banidas da vida social, prevalecendo a cultura colonialista predominantemente selvagem.
O que enxergamos nos dias de hoje que possamos remeter aos dias do passado? 
Poucos avanços sociais são percebidos, ainda sofremos uma invasão colonial cultural selvagem que dificulta nosso povo, mestiço, de desenvolver a cultura "nativa" em nosso meio. Somos ainda uma geração subserviente, capaz de adotar as mazelas e maus costumes do branco europeu, do branco estadunidense como sendo costumes super desenvolvidos, evoluídos, sagrados e generalizadamente aceitos e praticados. Um mal exemplo são as roupas, digo, o estilo das roupas, veste-se como o outro, um tempo atrás vestia-se como um moderno francês, atualmente vestimos jeans, camisetas, e tênis. Um modelo estadunidense clássico e medíocre. A evolução do Latinos parou de vez com os arranjados políticos, as medidas de desenvolvimento e de urbanização; as investidas sagradas com os missionários cristãos; os grandes golpes políticos, os engôdos que até hoje sofremos com o bombardeio midiático nos enlouquecendo e nos aprisionando. Uma hora somos a sétima nação em desenvolvimento no mundo, ou quase isso, depois despencamos para trigésima quinta ou mais que isso, em um momento somos a nação do povo do futebol, atualmente sentimos vergonha de afirmar isso, nossa arte nunca foi tão destacada assim, é fato, salvo os copiadores europeus dos clássicos e ou os copiadores estadunidenses com seus estilos musicais. Nisso eu sou chato, temos coisa bem melhor por aqui. Mas fomos literalmente castrados em nossos desejos e criatividades. 

Fontes: http://www.suapesquisa.com/geografia/america_latina.htm 

O GRANDE IDIOTA - O X-9 DA VEZ

Vamos ser fortes! 
O denunciante está de brincadeira, só pode. 
Vamos entender o espírito dessa delação, digamos, oportunista. 
O nobre denunciante Antonio Palloci, antes um estimado líder do partido dos trabalhadores, agora um mero boneco de totó na bancada dos tucanos, está muito equivocado em suas palavras recentes em depoimento ao senhor Juiz Moro. Mas isso é apenas a minha opinião. 
E como eu não sou ninguém no jogo das opiniões formadas 
- nem vou ser -
 apenas manifesto a minha indignação.
Pois bem, em resumo, estamos pondo a roupa suja para lavar em casa. Toda a "sujeira" está sendo retirada debaixo dos tapetes, louvável, mas o que me "Encuca" é se não estamos deixando de investigar com maior rigor, mais profundidade, mais minunciosamente, os fatos que estão acontecendo agora.Hoje. 
Bem, vejamos, imaginem que sou o denunciante e que bem antes da minha primeira delação eu sabia de coisas que me livrariam de uma pena mais complicada, por que, então, eu não as usei para me ver livre de todo esse tempo preso?  
Parece que houve um sugestivo acordo entre as partes interessadas para favorecer ao lado "negro" da força. 
Eu não quero ser o porta-voz de teorias da conspiração, não, não quero, mas que é muito estranho que o Senhor denunciante só venha querer revelar seus conhecimentos agora, ah! isso é.
 Concordam?  

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

"the old Nick" - O Pateta

INSPIRADO EM "O PRÍNCIPE" DE MAQUIAVEL

Conta a minha doce mãe a história de um caboclo matuto e preguiçoso que de tanto azar que tinha um dia a peste da sorte lhe sorriu descaradamente. Pois casou com a filha de um Rei 
e viveu os restos dos dias na bonança. 
Mas como mesmo em uma história assim, fantasiosa e cheia de lições, este matuto teve que fazer uma aventura para poder chegar aos portões do castelo, 
aonde a filha do Rei, adoecida, esperava por um príncipe que a tornasse a saúde e a vida. 
Pois bem, esse foi o matuto que se deu bem, e a história dele, 
que vou ter que introduzir aqui 
será o pretexto para introduzir também a patética 
história do "The old Nick". 
Saí de casa com massa e Pita. Pita matou sete. Dos sete escolhi o melhor. Atirei no que vi e matei o que não vi. 
Com as palavras santas, assei e comi. 
Esta é a aventura do matuto, resumida, é claro. 
O que chamo a atenção dos senhores (as) como introdução ao que pretendo vos dizer está no trecho 
"Atirei no que vi e matei o que não vi." 
Faço uma ponte com a biografia do florentino Pateta. Somente no período em que ele esteve preso e exilado, justamente no tempo que resolveu escrever o seu livro suborno "O Príncipe". (continua)




fontes:
http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2013/02/130215_maquiavel_prisao_pai.shtml (08:15) 31/08/2017
https://passeiosnatoscana.com/2013/12/08/maquiavel-e-seu-livro-o-principe/ (08:39) 31/08/2017
http://biomania.com.br/artigo/nicolau-maquiavel (08:48) 31/082017
http://heiime.blogspot.com.br/2013/11/a-obra-de-nicolau-maquiavel.html#.WagEKciGPIU ( 09:43) 31/08/2017

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

RAÇA E PROGRESSO - FRANZ BOAS - UM SEMINÁRIO

UFRN, 2017.1 - 2º SEMESTRE


       A antropologia de Franz Boas é considerada uma antropologia histórica. Mas a antropologia, em seu início, viveu por um longo período pregando o evolucionismo cultural, baseando sua doutrina na classificação biológica. Os séculos 19 e 20 são o berço dessa doutrina. O problema com a biologia está em determinar sua exclusividade para as investigações e experiências. 
       No texto que vamos tratar aqui, Raça e progresso, o professor Franz Boas tece críticas à esta doutrina.  Primeiro o professor Boas aponta três aspectos fundamentais como problemas doutrinais. São eles as implicações sociais e econômicas; os aspectos biológicos e psicológicos; e ainda uma terceira questão que é a motivação social daquilo que está acontecendo.
       O professor abaliza o fato social norte americano ocorrido entre os negros africanos que foram submetidos a trabalhos escravos em plantações de tabaco, café, os chamados produtos tropicais como causa exemplar de sua pesquisa desmistificando a doutrina biológica do evolucionismo. O ocorrido se dava pela mistura entre senhores brancos e as mulheres negras escravas ocasionando uma diminuição no número de negros puros. (cont) 

sábado, 26 de agosto de 2017

NO MAIS, NADA.

Nada, talvez, me alegre hoje. E você, meu amigo leitor, o que lhe alegra hoje? Uma chuvinha na hora da caminhada na beira da praia seria ótimo, mas nem isso acontece. O sol resolveu sair da caixa de pandora. Feito a esperança, eu me escondi debaixo dos cobertores nesse Motel barato. Nada me alegra hoje, talvez. Se eu continuo na areia esperando a chuva ou se me privo do sol nessa barraca bebendo uma cerveja gelada, nem isso me ajudaria na hora de socorrer a minha angústia. Você pode estar se perguntando o que eu quero escrever ou ainda se eu não tenho nada para escrever o que eu estou fazendo aqui e pior, tomando seu tempo com uma pá de encheção de linguiça que não tem mais tamanho? Qual seria a sua resposta, meu amigo, que numa manhã de tédio, resolveu ou por infelicidade encontrou este texto miserável de ruim e não conseguiu se desprender dele por achar que em algum momento ele vai dar uma guinada de 180 graus e melhorar em algum aspecto. Impossível, sabe por que? Não me aconteceu nada de bom nesses últimos dias. Nem de ruim. Bem, a floresta incendiou, mas os bichos, ah! esses ainda estão sendo bancados pelos bicheiros. Tô te dizendo, é melhor você desistir dessa leitura. No mais, nada. 

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

SOCIAL 1

Os deuses, a filosofia, a ciência, os céus, os mares, a esfera terrestre... As pessoas.

Finco a pedra fundamental de um tratado sobre a vida contemporânea, sobre a civilização Latina, sobre a nação de muitas culturas, sobre o Brasil. Mas um Brasil que vem misturado. Um Brasil que vem ao longo dos anos, mal tratado pelos governantes, eu me refiro ao Brasil das pessoas que realmente sentem na pele o desserviço do seu governo. Sim, finco hoje a pedra fundamental de uma odisseia de contos e artigos onde espero ter condições de contemplar um fio ou parte desse fio no emaranhado complexo de uma sociedade em ebulição. 
A época é compreendida entre os anos 80 e 2017. Em plena década de 80 eu consegui abrir os olhos para uma parcela da vida além do muro da minha casa. Uma libertação masculina. Algo impensável para o universo feminino. Com os meus olhos se abrindo vi o mundo crescendo a minha frente, pra cima, pra baixo, pros lados e vi também os horizontes. Cada avenida me levava a uma ilha. Para chegar a estas ilhas eu precisava vencer os obstáculos. A vida se apresentava para mim com seus tentáculos destruidores confundindo meus sonhos, mas me fazendo crescer. 
As ruas de um interior do nordeste em 1980 ainda causavam poeira no sapato. As festas eram chamadas de domingueiras e as sessões mais cedo eram chamadas de matinês. As festas sempre começavam com as músicas da discoteca internacional, em seguida as discotecas nacionais, e por fim as clássicas músicas lentas internacionais, onde no meio do salão, os grupos que dançavam soltos, enamoravam-se e passavam a dançar juntos, coladinhos, cheirando o cangote um do outro. Havia um bar dentro do ambiente que facilitava a embriaguez dos mocinhos e das mocinhas. (continua)  

sábado, 19 de agosto de 2017

VEM CÁ FICAR COMIGO

O ralo é escuro. É mentira, uma luz quase azul me deu a direção. Vamos caminhar esta manhã na beira da praia, chuva, saia, e ambos descalços...
A imensa cortina escura que cobria o sol se abriu e as brechas antes cintilantes invadiram meus neurônios com a força de uma explosão...
Agora eu me descuido um pouco e nem percebo se a terra conspira mesmo para uma catástrofe ou simplesmente isso ainda é a guerra fria...
Acordei de um sono em que um sonho se fez meu labuto em consequência de uma piada, piadas sempre denunciam quem é o humilhado...

BASEADO NUMA SEDA REAL

NORDESTE BRASILEIRO - 1969

          Quase meio dia. A torre de controle de voo no Aeroporto Augusto Severo identifica o voo 325VASP Rio-Natal, o sinal é claro, a altitude e a velocidade para a aproximação de pouso perfeitas, mas um comunicado urgente do Sistema Meteorológico identifica uma corrente de ar, um vento forte,  contrária, em direção da pista de pouso, o que imediatamente o controlador repassa essa informação ao co-piloto que a transmite para o piloto. 
          Uma turbina explode violentamente ao meu lado e eu sou arremessado contra a outra poltrona. Abro os olhos e vejo a cabine do piloto se separando do resto aonde eu estava. Estamos caindo de bico. A ventania é muito forte. Vou desmaiar...
           Adormeci na metade do voo. Havia bebido uma garrafa de Gin na noite anterior com a Susana, uma portuguesa que conheci no supermercado, ficamos embriagados ouvindo Cazuza e Bob dilan. Fumamos um baseado e depois transamos no sofá. Quando amanheceu ela ainda dormia no tapete branquinho de artesanato que ficava sempre reservado para ocasiões especiais. Deixei um recado e fui embora. Meu voo sairia em poucos minutos.  
          Mas agora sinto que deveria ter ficado com ela mais um pouco. Nem tempo de fumar um cigarro vou ter. E o que consigo lembrar de toda a minha vida de 48 anos é dessa trepada com uma portuguesa. Porra.
           Estou me aproximando do impacto, vejo o chão chegando, o horizonte se alinha com o resto dos destroços do avião. Não consigo ver mais ninguém... é o fim. Infelizmente não terei tempo de terminar meu livro. Não plantarei mais nenhuma árvore, nem tão pouco verei meu filho se formar, bem... resumindo... ei, espere um pouco... o que é aquilo...
            Uma bacia enorme com água se abria embaixo de mim e eu não estava entendendo mais nada, seria uma última lombra do baseado, uma aparição do Demônio, ou a volta do super star jesus? Fechei meus olhos... o impacto ia ser o mesmo, a morte também estava a me abraçar.
                 Soltei-me da cadeira. O corredor do avião estava limpo, sem sangue, sem objetos, ou pedaços do avião. Caminhei até o local aonde não havia a cabine. De fato, não havia a cabine. Um vento frio invadiu aquele pedaço do avião. Ouvi vozes. Pensei estar ficando louco, acho que morri e que essa voz deve ser algum anjo do inferno me chamando pra alguma festinha... mas a voz silenciou. Eu estava vivo. Vivo? 


  

ATOS DOS APÓSTOLOS CAPÍTULO 29 - o movimento contemporâneo do Espírito Santo

A MANIFESTAÇÃO DOS TÍTULOS

1. Por aqueles dias viu-se a multiplicação dos títulos como forma de alienar mais ainda os pensamentos.
2. O pensamento libertino foi consagrado ao altar dos caixas eletrônicos sem o véu da incorruptibilidade e os anjos, eufóricos, tocaram suas trombetas de ouro ao fim da tarde na companhia dos anciãos e dos jovens bebericando seu chá de flores.
3. A mensagem universal que eclodia da basílica do santo Pedro, tal como a fumaça branca, sorria aos pobres e trabalhava em prol dos ricos. Os ricos governavam o mundo e como sempre aos pobres era delegado o fardo de contribuir com as regalias, o luxo,  para o todo poderoso e sagrado ministério do sucessor do salvador.
4. A promessa do salvador, de voltar um dia, ainda não havia se cumprido. Muitos por essa época tramavam sua volta e anunciavam nas mídias comunicativas, mas logo eram desmascarados.
5. O louco Paulo - o Saulo, engenhoso articulador Romano - não deixou evidências de sua morte, supõe-se que morreu decapitado em uma ilha da Grécia, local que adorou mais que a sua própria vida.
6. Já não havia mais motivos para enganar o povo naqueles tempos, a internet desmascarou o engodo da falácia promessa de vida eterna e salvação, então algumas pessoas muito desconfiadas resolveram parar de ofertar, dizimar e voltaram-se para as academias.
7. Logo alguns países começaram a fechar seus templos. Prédios obsoletos.  Pessoas voltaram aos bancos escolares e suas vidas tiveram um salto considerável na qualidade.
8. O avanço das ciências naturais e a inclusão da ciência social - a sociologia - transformaram de uma vez por todas a maneira de pensar e de preparar o mundo.
9. Alguns templos ainda permaneciam, principalmente na América Latina, mas era uma questão de tempo para que a realidade contemporânea ofuscasse suas visões e vos abrissem os olhos definitivamente.

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

DAS MASMORRAS ACADÊMICAS - PRIMEIRAS PROVAS

Praga, 19/08/1817

Madrugada de estudos... solidão tremenda.

       Querida e amada Anne Belle, os dias estão transformando-se em grilhões diante tanta saudade de ti, meu amor. Não recebi vossa resposta quanto à nossa semana de folga se vamos nos ver aqui ou se terei o prazer de viajar até os teus braços carinhosos e protetores. Mas não vamos nos deter aos pormenores do nosso duelo entre o desejo de estarmos juntos e a distância que nos separa, não, e nem vamos nos deter minha querida à explicações sem sentido causadas pelos trens de carga que transportam nossas aventuras e segredos escritos e declamados. Nossos pecados, minha querida, são só nossos. Ninguém pode opor-se ou questioná-los. 
           Quero que saibas de minhas primeiras provas relativas as disciplinas que pago neste semestre, isso tem mais importância, e é para isto que nutro tanta euforia em vos revelar todos os detalhes do antes, durante e após das avaliações. Primeiro que estudei todas as noites que cheguei, jantava, fumava um caretinha, e me martirizava madrugada a dentro. Exceto quando o sono - vilão - me vencia, aí eu me transformava no roncador de sonhos. (risos). 
          Algumas tardes fui ter com colegas na Biblioteca da escola para estudarmos ou discutirmos algum seminário, nome dado as apresentações (provas) em grupo, sempre ficávamos para as aulas. Bons momentos eu confesso que passamos. Afinal tudo era novidade. 
          A primeira prova quase que eu desmaio... foi de Antropologia e foi sem consulta, claro, e me saí muito bem, minha nota foi um sete e meio. Nada mal. Em filosofia tirei um oito e meio e fui bem elogiado pelo professor. Continua...   

AS TRANSFORMAÇÕES SOCIAIS - COMTE, MARX, WEBBER e DURKHEIM.

TEORIA SOCIOLÓGICA I - Um toque de clássicos - Como nasceu a sociologia


          As revoluções francesas e Britânicas são o grande divisor de águas na história da sociologia, na história das ciências sociais. Primeiro pelas transformações que causaram e ainda causam. Segundo por que remetem sempre aos homens, digo melhor, à humanidade, condições de investigações e análises capazes de nos auto-avaliarmos constantemente sempre que recorremos a estes fatos, estas ações de características sociais.
       A sociologia data do século 19 na Europa. Um processo que irrompeu com os pensamentos clássicos do século 16, o Racionalismo que atribuiu particular confiança a razão humana; o Empirismo afirmando que só a experiência preenche o espírito com ideias e finalmente o Iluminismo buscando entender a noção crítica a todos os campos do saber; gerando enorme crise nos âmbitos da vida material, cultural e moral. 
       As mudanças ocorridas no seio da sociedade, resultantes da Industrialização, não ocorreram de maneira súbita. O monstro Capitalismo avançou sobre a Europa Ocidental destruindo a vida material como as crenças, os princípios morais, religiosos, jurídicos e filosóficos. Causando o desaparecimento dos estamentos tradicionais: Aristocracia, campesinato e as instituições feudais.
       A segunda metade do Século 18 é o palco da Primeira Revolução Industrial  na França. Nasce o proletariado, avanços e maior participação política, urbanização que transforma a paisagem. A capitalização e a modernização da Agricultura provocaram o Êxodo de milhares de famílias - que agora vagavam procurando trabalho. As cidades cresciam desordenadamente. Surgiram as feiras livres e periódicas.
       A falsa proposta das cidades: Maior liberdade, proteção, ocupação, melhores ganhos... não abraçava a todos. No carregado ambiente urbano as mazelas sociais também vieram à tona. A aglomeração, as condições sanitárias, a fome, a falta de esgotos, a falta de água, o lixo acumulado, regras precárias de higiene, essas coisas gerando altas taxas de mortalidade na população em geral, mas na maior parte nos pobres, nas crianças e nas parturientes. O banho diário era coisa de nobres e ou libertinos (pensadores literatos europeus que se abstraiam dos princípios morais do seu período) 
       Ainda no século 18 temos a Revolução na Inglaterra de proporções industriais e agrícolas. (continua) 
          

TRABALHISMO - ERA VARGAS - Ângela Castro cap. IV

      O que se apresenta  a partir deste capítulo me parece ser o desenrolar das atitudes do governo de Getúlio Vargas em se consolidar como popular. Mesmo com a autoridade em cheque, o projeto de governo ganha popularidade entre as pessoas. Estratégias muito bem articuladas como por exemplo a doutrinação de uma população pelas mídias da época merecem realmente todo o destaque e profunda reflexão.

O TRABALHISMO - INVENÇÃO

Por Ângela castro - 1988

          A autora se refere aos protagonistas do campo social, o Estado e a Classe trabalhadora, abordando a manifestação pueril sobre a conquista dos direitos sociais. Falo pueril por considerar cedo o suficiente para a consciência de problema social que temos hoje.  O movimento Operário que se inicia da "Primeira República até a "República Velha" é o palco de desenvolvimento da autora que nos mostra que as reivindicações/questões sociais eram vistas como caso de polícia. É nesse período que nasce a "Sindicato cooperativista" de característica bem assistencialista. Aqui eu "linquo" a história do Brasil com uma história pessoal, quando por causa de uma perseguição trabalhista, meu pai foi incorporado ao sindicato da categoria, Motorista, para não perder todo o tempo de trabalho que já havia dedicado a então empresa ESSO, distribuidora de combustível. Foram dias difíceis. 
            Os operários recebiam o apoio dos grupos socialistas, sob influência Alemã e Francesa que manifestavam como direitos aos trabalhadores o de votar nas eleições. 
               O Brasil ganha uma Constituição.  

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

DAS MASMORRAS ACADÊMICAS - INSTINTOS CONTRADITÓRIOS

Pelos corredores... até a Ágora.

Praga, 17/08/1817

Querida e estimada Anne Belle, chego a sonhar com a possibilidade dos nossos encontros. Entretanto, querida, sinta-se livre para vir ver-me nessa semana de folga e caso haja algum imprevisto de vossa parte, queira a sorte, a fortuna, costumeiramente pensado por Maquiavel, que tudo se dê por direito e eu possa ir ter contigo. As coisas melhoraram por aqui. Refiro-me aos meus medos. Nesta última semana tomamos a liberdade de em liberdade ambientados à Ágora, um espaço com árvores e mesas de cimento e bancos como os de uma praça, que na verdade eu me refiro a este espaço como A praça. Pois bem, tomamos a liberdade de bebericarmos algumas doses de sicuta com salgados e um papo que foi progressivamente descontraindo-se e onde os poucos e ainda distantes colegas puderam interagir seus planos, sonhos e aventuras já vividas. Essa eufórica celebração aconteceu após a aula de filosofia. O professor Saulo de Tarso, nosso mestre, foi até convidado, mas declinou por motivos pessoais. Na verdade esta carta que vos tem em mãos está recheada de boas expectativas acadêmicas. Assim espero que as próximas estejam também radiantes. 
        Aqui me despeço com a certeza de que breve estaremos matando a nossa saudade...



quarta-feira, 16 de agosto de 2017

CALDO DE CANA COM PASTEL FOI O NOSSO JANTAR ROMÂNTICO - baseado em um trecho de uma canção.


Beleza... 
Plástico, papel, latinhas de sardinha, garrafas, pets, mais papel e mais plástico. Desse tipo nem pra reciclar serve. O sol está calmo hoje. Muito papel riscado, sujo, olhe isso, papel higiênico, absorventes, "tudo
solto", puta merda. Olha aqui, tem uma caixa dessas de sanduíche... vazia. Tem uma gaveta cheia de saco ali em cima, vem, vamos mexer nela. O casal subiu a montanha de lixo e foi remexer mais lixo. Nenhum alimento até então. Três caminhões já despejaram o material no campo, mas até agora nenhuma latinha, nenhuma fruta, nem sequer uma sobra de quentinha. Nada. A fome vem rondando como quem espreita pra roubar. vamos embora, hoje já deu. Vamos passar em Carlinhos e chutar uma pedra, essa careta já tá me incomodando. O sol bondoso logo nos deixou molhados de suor e com sede. Nem sei se a fome veio primeiro, mas nada estava bem, a não ser aquele sol maneiro. Carlinhos estava sentado embaixo daquele pé enorme de jambo, que na safra nos livrara da fome, mas hoje é só folha seca. E aí Carlinhos qual é o bicho de hoje? Carlinhos é cambista, tem uma banca de jogo de bicho e vende um bagulho pros "noiados" assim como nós, eu e a Janne. Tenho um serviço pra vocês dois. Demorou menino, pra onde vamos dessa vez? Esfrie a cuca aí com esse cachimbo... entrem ali no beco e voltem aqui  depois que a gente conversa. Peguei o cachimbo em cima do muro e um saquinho com três pedrinhas de craque. Janne pediu um cigarro pra um senhor que veio fazer sua fezinha. Sentei no chão e quebrei a pedra, Janne se ajoelhou com o careta acesso - ela estava suando frio - eu estava com fome, sede e tremendo um pouco... pus a pedrinha no cachimbo e traguei... duas, três, quatro e pimmmmmmmm descansei o corpo e entreguei o cachimbo. Janne tossiu forte, com o careta na mão tacou fogo em outra pedrinha... duas, três, quatro, coff, coff, coff, sentou e sorriu. A fome se foi. A sede sumiu, fumamos a outra pedrinha e nos beijamos. Ela beijava bem demais. Olhei seus olhos verdes e prometi a mim mesmo que lhe daria um jantar romântico qualquer dia desses. Ela sorria e seus olhos acompanhavam o seu estilo e o dia inquieto, quente e maneiro agora,cheirava bem. Saímos do beco e fomos ter com Carlinhos. Me levem essa encomenda no Mercado velho, procurem por Tilas, um relojoeiro de lá e me voltem aqui com a metade do que ele lhes der... só quero a metade, o resto é de vocês. Pegamos o bagulho e fomos andando pelo meio do dia. Chegamos na praça e vimos a viatura do outro lado, nos olhamos, sorrimos e fomos de encontro a ela. Sargento Luis estava limpando sua 45 e fumava um baseado cheiroso. Pra onde vão os pombinhos? Vamos no mercado-velho. Ele esticou o baseado e Janne pegou. Saímos fumando pelo meio do campo de futebol... a areia quente. No mercado-velho o cheiro de almoço e de birita tomava conta de cada canto e parede. Tilas nos recebeu com uma dose de cana, uma não, duas. Eu virei a minha logo. Janne pediu um refrigerante. Tilas trouxe uma latinha de coca-cola e nos deu 30 reais.
Fomos na bodega de Nelson e pegamos quatro pedras... passamos a tarde fumando. De noite eu fui deixar os quinze de Carlinhos. Levei Janne no lava-jato e cumpri o meu prometido... sentamos numa dessas cadeiras de ferro, cadeira de bar, e jantamos pastéis com caldo de cana.   

domingo, 13 de agosto de 2017

CARTAS ABERTAS DE DENTRO DAS MASMORRAS ACADÊMICAS

Praga, 13/08/1817

       Querida Anne Belle meu coração está calmo por saber bem que neste momento ao leres minhas confissões de adolescente, estarás também sentindo todo o meu amor ao qual consigo despejar através desta tinta neste papel em branco. 
         Querida, sinto muitas saudades de nossas conversas no Bar do Antenor, seu tio. Das boas músicas que nós ouvíamos e de quando depois de algumas cervejas sempre cantávamos juntos. Aquela do Chico... como é mesmo o nome dela? 
          Gostaria de estar aí, ao seu lado. Mas o tempo nos pregou uma peça. Veja só, a rotina aqui só pode ser quebrada com muita criatividade ou com meus vícios. As aulas são bem atraentes, confesso, gosto dos desafios que nos são impostos para leitura de textos importantes. Hobbes, Maquiavel, Marx, Bonaccine, Comte, mas desses todos eu escolhi um certo Albert Shurtz que trata da Sociologia explicando como deve se comportar um "Estrangeiro" em uma sociedade alheia. É empolgante. Mesmo que as vezes seja mais um capítulo da rotina. Não lhe escrevo, querida, para reclamar ou encher de sentimentos negativos o vosso caprichoso espírito, ao contrário, quero encontrar e fazer ser sempre o vosso tão estimado nume claro, alvo, cintilante e cheio da mais bela fonte de luz alvoreante. 
       Todas as tardes após minhas leituras e fichamentos banho-me e troco-me para ir à escola. Pontualmente desço a rua que me conduz até a parada do transporte. Lá ainda tenho tempo para reparar em como as pessoas daqui se comportam, acendo um cigarro... eu vejo pequenas e belas crianças, com fardas de camisas claras, bermudas roxas e tênis sempre limpinhos ou as vezes encardidos do barro vermelho predominante nesta área, sendo trazidas dos colégios por seus pais ou irmãos mais velhos, vejo muitas motocicletas com seus condutores entrelaçando-se entre os veículos maiores, vejo pessoas que pelo andar apressadas e aparentemente cansadas, devem vir de seus trabalhos, são enfermeiras, pedreiros, motoristas, pessoas também que fazem exercícios, caminhando ou correndo, com bermudas e camisetas apropriados, o chão neste ponto da cidade é de asfalto escuro, piche do petróleo, propício para quem pratica caminhadas ou cooper. Quando chega o meu transporte sempre estou só, largo meu cigarro antes de entrar bem próximo à porta. Me sento na última cadeira do lado direito e abro bem as janelas. Vou sentindo o vento fresquinho do final da tarde azulada e vermelha e meus cabelos longos vão secando ao vento. Sempre esbarramos na estrada com um engarrafamento por causa das obras, como te mencionei antes, e essa demora é até bem legal. Fico me imaginando, as vezes, do lado de fora do transporte. Olhando para todos aqueles carros parados. Estranhando que uma ou outra pessoa desça e saia caminhando as vezes em frente as vezes voltando, sempre assim, e as vezes, também, eu fico somando os números das placas dos carros  que passam lentamente embaixo de minha janela escancarada. 
       Quando passamos pela obra o trânsito torna-se mais veloz. As pessoas de dentro desligam os celulares e acomodam-se padronizadas. Olham sempre em frente, não se mexem, não conversam, apenas esperam a sua vez de puxar um cordãozinho no teto do transporte que aciona uma sirene e alerta ao motorista para parar o transporte que alguém vai descer. De sorte que este transporte me deixa dentro do pátio da escola. (...)   

A PORRA DO "politicamente correto"

          Ou a bosta do discurso neutro partindo da sacada contra um imaginário racista ou sexista e tantos "istas" que possam haver.
  Só pra ter uma ideia dessa grande merda a gente não vai poder mais pensar da maneira que a gente quer.
Nada é tão chato quanto não poder soltar aquele palavrão, aquela piada sem graça, causar aquele constrangimento, sabe, é como se a gente estivesse acorrentado dentro de uma nuvem

sábado, 12 de agosto de 2017

CARTAS DE DENTRO DAS MASMORRAS ACADÊMICAS - PRIMEIRAS IMPRESSÕES

      Praga, 12 de Agosto de 1817

       Bom dia querida Anna Belle, espero que esta carta lhe chegue em bom tempo e que seus sentimentos estejam todos aguçados e fervorosos para saber as boas novas que estimo muito em vos descrever. Hoje estamos aos décimo segundo dias do mês de Agosto de 1817 e a nossa calorosa e agitada Praga encontra-se sempre linda, limpa e entre o mais belo e enigmático cartão postal deste lado do Hemisfério. As árvores daqui são plantadas nas calçadas e ficam perto das fiações elétricas, uma coisa que me chamou a atenção é que não são muitas as árvores frutíferas. Comigo ainda estão as lembranças de nosso último instante na estação. Seus olhos esverdeados e pequenos como uma joia rara passeiam para mim  dentro deste pequeno cubículo onde moro e fico a escrever-vos na Avenida Pessoa Ramos no bairro das coabinais quase no centro da cidade, mas apenas à quarenta minutos da Faculdade que eu costumo chamar carinhosamente de "escola". As ruas, tanto aqui na cidade quanto na "escola"são de paralelepípedo e as calçadas bem largas, diferentes de nosso querido interior, onde o chão é de barro e não há calçadas. E é sobre ela, a escola, que quero lhe descrever nesta e em outras breves cartinhas meus primeiros olhares, minhas primeiras impressões sobre este novo e revigorante universo. O universo acadêmico público e gratuito. A escola.
        Devo-lhe confessar que na noite que fui para a primeira aula eu estava muito nervoso. Não sei de onde me surgiu aquela sensação de sufocamento, frio nas mãos, uma agitação mental, olhe, eu estava em pânico. Foi em uma Segunda-Feira quente do verão de Fevereiro e como eu havia lhe prometido eu estava em abstinência do álcool. Mas ainda não havia largado o cigarro.
       Na sala de aula haviam duas mulheres de boa aparência sentadas a frente de uma turma de mais ou menos 40 pessoas, jovens e adultos. Elas estavam explicando como funcionavam as micro-instituições que formavam a macro-instituição Universidade, ou seja, elas estavam nos apresentando os departamentos. No nosso caso o departamento seria o de Ciências Sociais. E é claro que depois dessas apresentações a turma foi se apresentando. Nessas alturas eu nem conseguia respirar direito. Pra começar cheguei um pouco atrasado, o ônibus pegou um engarrafamento devido as obras em construção na estrada. Sentei-me em uma pequena carteira de madeira que mal cabia minhas pernas, coisa de escola de ensino médio, sabe aquelas carteiras pequenas com mesa na frente e embaixo um vão para guardar os cadernos, bem, nessas não tinham esse vão, mas eram e são iguaizinhas. Bem conservadas é fato, mas desproporcionais para adultos. Bem, creio que com a minha reeducação alimentar que deve se seguir até Dezembro, eu ainda venha a caber bem em uma dessas mini-carteiras escolares. (...)  

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

#ECORRETOPOLITICAMENTE

     Perdidos estão todos os "sentidos errados" que costumamos adorar e reproduzir. 
         Digo isso pensando nas vozes "politicamente corretas" que se inflamam mundo afora. Não sou contra e nem sou militante - mas costumo pensar no exagero e no fundamentalismo exacerbado de alguns ativistas. 
       Vozes guilhotinando iras liberais e socializadoras do novo sectarismo político e intolerante. Estes são mais de 51 milhões de pessoas que estão e estarão formando e doutrinando um novo tempo dos mesmos e velhos preconceitos, vistos agora com uma roupagem "mais colorida".
    Quando eu penso que os ecorretospoliticamente dominarão o mundo juntos com os religiosos e picaretas de todas as espécies, me pego com medo e aliviado. Com medo por que alguns ainda e já estão invadindo nossas praças com suas bandeiras brancas de paz impondo suas cores de militância. 
         Aliviado, sim, por que não estarei - se estarei, estarei bem quietinho - mais preocupado com a fortuna do Tio Patinhas e/ou com os golpes atrapalhados dos Irmãos Metralhas. 

CRONOLOGIA - ERA VARGAS ATÉ A DEMOCRACIA

       Os livros nacionalistas de história do Brasil nos rotulam de idiotas ou sou eu que não acredito mais naquilo que vem escrito como vem? 
      Sobre a época em questão "a era Vargas" alguns livros nos dizem que houve uma revolução enquanto outros dizem que foi um golpe militar, desencadeando em uma era de ditadura, precisamente a época do Estado Novo. Bem, este governo durou quinze anos sendo distribuídos assim: Governo provisório, Governo constitucional e Estado Novo. Antes disso vingava o governo da república Velha, o "café-com-leite", graças a aliança política entre São Paulo e Minas Gerais. Mesmo que não se use muito o termo "ditadura" para esse governo por parte dos partidos de esquerda - PCB - que aliaram-se na eleição de Getúlio ao lado de Luis Carlos Prestes, seu ícone nacional à época, é mister lembrar que o próprio Prestes foi preso por nove anos e sua esposa exilada na Alemanha e morta durante o governo getulista. Além de que a repressão do Estado Novo foi tão violenta quanto o processo golpista de 1964. Os militares no poder sempre ocultaram a verdade dos fatos, recentemente foi criada a Comissão da Verdade - instituição criada para investigar as atrocidades do governo contra os direitos humanos - o curioso é que não houve investigação na era Vargas.
       O nascimento de nossa "Democracia" ainda precisava esperar algum tempo. 1964 foi o ano do golpe militar. O comunismo era uma ameaça ao nacionalismo. Foram dias e noites aterrorizantes. Entretanto, pelo que a infância de minha mãe, à época com nove anos, nos conta, em seu interior chamado "Montanhas" é que pouco ou quase nada se percebia quanto aos assombros do universo político. Mas dois fatos chamam a atenção, ela me disse: "Ouvíamos dizer que os "comunistas" comiam o "Figo" (Fígado) das criancinhas e que eles iam destruir o país". Viveu naquela época uma senhora senhora por nome Izabel, que também diziam que sofria de uma doença que sua dieta incluía fígado de criancinha e que o desaparecimento de algumas crianças se dava por causa dessa senhora. Mas tudo não passava de "fofocas terroristas" que serviam para causar medo nas pessoas e transformar os militares em heróis. 
       Vinte anos depois nos deparamos com as eleições diretas, um marco democrático na história do Brasil e do Mundo. A democracia surgia envolta em muito sangue e choro e ao lado de pessoas assustadas e desconfiadas de sua existência. Ainda vemos que essa criança engatinha com dificuldade. Cada vez mais nos deparamos com obstáculos que nos remetem, pelo menos poucos desavisados, a um possível regresso ao governo militar. Pelo pouco que vi, até por causa da idade, pude presenciar apenas "ostentação" por parte dos Militares. E por parte da população, medo, somente. Espero que esta criança, que tanto lutou pela vida, que chegou ensanguentada, chorando, que ainda tem dificuldades para andar sozinha, que ela, não caia do berço, nem bata forte demais a cabeça.    

--------------------------------------------
Bibliografia:

  • http://jornalggn.com.br/blog/luisnassif/a-ditadura-de-vargas (16:13 - 05/08/2017)
  • http://www.sohistoria.com.br/ef2/eravargas/  (16:13 - 05/08/2017)


  • http://brasilescola.uol.com.br/politica/primordios-democracia-patria-tupiniquim.htm (16:13 - 11/08/2017)

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

O PRÍNCIPE - NICOLAU MAQUIAVEL

       A imperiosa obra deste jovem italiano natural da cidade de Florença, Niccolo Machiavelli, intitulada de "O Príncipe" foi escrita provavelmente entre os anos de 1513 e 1516. 
Tido dentro do universo literário como um guia político e prático (de não menos relevância) para a iniciação e perpetuação do poder dos jovens governantes.
Esta obra tornou-se um clássico envolvente, contagioso, que ainda perdura e evoca novas reflexões a cada vez que é relido.
Hoje em dia, a estrutura de organização da sociedade do jeitinho que a conhecemos, foi preconizada pelos escritos de "O Príncipe" por seu entendimento do que seria um Estado.
Para tanto, a obra aborda a iniciação ao poder do Estado pelo novo regente real preparando-o para administrar, conservar o poder e  como controlá-lo. 


ENSAIO SOBRE O FILME “RAINHA MARGOT”

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE
ENSAIO SOBRE O FILME “RAINHA MARGOT”
EXIBIDO EM SALA DE AULA NA DISCIPLINA DE TEORIA POLÍTICA I
PROF: JOSÉ ANTÔNIO SPINELE
ALUNO: JOSEMIR MEDEIROS 2017.1

    Estamos em 1572, França, efervescência do mundo monárquico e religioso. Os católicos ressentidos com a quebra de poder proporcionada pelos protestantes. Os reis agora administram o poder celestial e terreno desbancando o poder papal e ocasionando uma derrocada nos tributos, talvez o mais sagrado de todos os princípios morais. Este é o pano de fundo de uma narrativa empolgante e sensual descrita com a energia da época e suas nuances. As tramas políticas, os jogos de poder, os bastidores fétidos de uma classe da nobreza que não coadunava com as aparências. O povo sempre servil, sempre submisso e pronto a dar seu pescoço em prova da fidelidade ao rei deus senhor e soberano absoluto, padecia nos guetos, ruas de lama, sem condições de uma mínima higiene. A história polêmica da rainha Margot com seu casamento de faixada, sua vida libertina, seus amantes envolvem o espectador a conferir muitas reflexões. Uma delas, é óbvio, é o perfil da mulher em sua época, e como a sociedade a vê desde sua mais tenra aparição social. Suas afrontas aos “bons costumes” sua “libertinagem” são comportamentos que não são dados para uma dama. Por outro lado, um espectador atento, mais sensível, poderá enxergar nas aventuras dessa mulher considerada pela sociedade de sua época como uma “depravada moral” uma libertadora, um ícone de sua geração, uma verdadeira e genuína visionária ainda não pronta para viver aquela época, ou ainda mais, uma aprisionada em seu tempo, onde o tempo dela seria outro, enfim, uma mulher a frente de seu tempo. As tramas e o desenrolar do filme só merece sabe-lo quem se interessar em assisti-lo. 

domingo, 6 de agosto de 2017

A GULA

Meus primeiros passos foram dados em direção à uma geladeira com a porta aberta.
Alguém me empurrou para dentro e depois fechou a porta.
Fiquei olhando e olhando...
estava escuro e frio no início.
Senti cheiro de carne fresca, peixe e frango; doces, bolos e frutas e verduras. Mas eu ainda não conseguia ver aonde estavam. A escuridão foi se dissipando e apenas um nevoeiro frio fazia aquele espaço não ser o ideal. Uma garrafa de Gin. As coisas começam a fazer sentido.
Uma travessa com bolo de chocolate e uma bandeja de queijo mussarela estão me convidando para uma conversa séria. 
Vou me encostar aqui.  
                     
A coca-cola está com pouco gás, mas isso é besteira. Assim mesmo ficamos esperando a lua sair naquela noite, mas parece que a preguiça também pegou a lua de jeito. Fomos nos divertindo com bolos e mussarelas enquanto as frutas e os doces negociavam o restante da noite. Tudo certo em poucas horas e um cachorro-quente com fritas habitava uma tigela de vidro com tampa de plástico verde. Nada mal. Vou esperar aqui fora um pouco. A tigela estava cheirosa por dentro. Ah! que cheiro gostoso de frango assado... aonde está? aonde? vou descer aqui um instante na turma das verduras... aqui está você bem esquecidinho... frango assado com coca-cola e uma fatia de bolo sempre tão deliciosos.
Me deixe experimentar seus doces. Claro meu amigo, venha saborear o que guardamos para você. É tudo muito gostoso. Feitos para você. Maravilha de doce. Deus me ajude aqui nesta tigela sem tampa que mais parece uma piscina de açúcar. Doce de jaca, de goiaba e de caju em três tigelas abertas cobertas por um fino plástico fácil de abrir. Agora estou farto. Mas eu não quero ir embora. Vou procurar um local para descansar um pouco. Me acordem se ouvirem alguém se aproximar por que eu não quero mais sair daqui. Vou beber essa coca-cola com esse limão. Boa noite.   

SEMENTES DA FLOR DA IDADE


Sábado de tarde em Parnamirim no Estado do Rio Grande do Norte. O mês de Agosto e precisamente no quinto dia. Uma panela com feijoada, outra com galinha caipira e uma bacia com arroz branco. A cerveja, o refrigerante e a água mineral estavam em uma caixa de isopor com gelo encostadas ao muro lá no quintal. O quintal estava varrido e as mesas e as cadeiras espalhadas embaixo das árvores frondosas. Um tapume de madeira foi jogado no chão e um tapete foi posto sobre ele delimitando o espaço "palco" das apresentações. Os meninos da banda "João sem braço" e os bons velhinho da banda "A máquina" seriam as atrações daquela tarde e eventualmente o espaço estaria disponível para os voluntários. Não se deve subestimar uma organização de eventos de rock. Tudo estava em ordem. Bilheteria, bebidas geladas, tira-gosto free e a maconha. O encontro marca o terceiro ano de ajuntamento dos velhos amigos e dos novos amigos do grupo de whatzap que Ricardo Bezerra é o organizador. Este encontro foi realizado na casa dele. 

O quintal onde ele cria algumas galinhas, patos e um casal de jabutis foi o cenário surreal para esta festa bacana entre os adeptos da boa música. E música não faltou. A surpresa mesmo foi a banda "João sem braço" tocando músicas autorais e na expectativa do primeiro CD. A velha-guarda da banda "A máquina" deu o toque de rock and roll cru com pegadas e riffs do Adriano na guitarra e todas canções de autoria dos três maquinários remanescentes da geração do bom e velho estilo. 

Outra coisa que ocasionou o encontro foi o reencontro com o casal "Joel/Raquel" que vieram dar um rolé entre os amigos e rever a família. Assim foi a tarde e noite daquele dia. E vendo tudo isso e aceitando os sinais de fumaça dispostos no céu concluiu que tudo era bom.