domingo, 16 de julho de 2017

LUZES DE UMA PEDRA

        As cordas de uma viola sustentando o rapel de um entre tantos sonhos apaixonáveis. Se um conto fosse preciso para explicar toda aquela magia teria que ser escrito em  forma de levitação como a bruma. A montanha soube nos recepcionar naquele dia (como sempre)... com aquele típico nevoeiro londrino noturno. Quem não se encantaria com aquela recepção e não ousaria querer morrer ali, ensaboado de paz? 
     Toda aquela estrada enferrujada de borracha no asfalto me conduziria aos lugares altos, onde todos os nossos monstros sentiriam vergonha, desistiriam de incomodar e restringiriam-se aos seus calabouços fétidos. 
          Ninguém queria morrer ali, é bem claro isso para mim, até por que naquela montanha o bom é viver. 
           Realmente nos levantamos cedo antes daquela viagem iniciar, eu teria dormido com minha amada na noite anterior e como o combinado para a saída era em casa de mãe, então, havia planejado ir de trem mas a aventura começou com uma carona numa camioneta de um amigo. E fomos discutindo o desfecho das sacanagens políticas do momento. Rolou uma mala com 500 mil, um áudio planejando um assassinato, o Brasil dos corruptos sendo desmascarado. 
           Paulo passou na hora combinada. Fomos pegar o André em seu apartamento. Logo estávamos na estrada. Rumo à Paraíba. Fomos por Goianinha. O cara das fotos, o Joca, não pôde ir conosco, mas iria no dia seguinte. O clima estava muito agradável e a paisagem toda verdinha dentro do sertão nordestino. Pude observar que o gado estava mais abundante nesta época. Solto na pastagem verde e menos nas cocheiras, sinal de economia e hora de investir. Passamos antes em São José de Mibibú  para uma aulinha de inglês. Paulo tem essa profissão, professor de inglês. Enquanto Paulo se deliciava com seus alunos, eu e o André fomos zanzar pelas ruas. Compramos batata doce numa banquinha no meio da rua. Depois jogamos conversa fora bebendo uma saborosa água mineral. O tempo passou e logo Paulo deveria estar livre do seu ofício, resolvemos ir caminhando ao seu encontro. Passamos por um beco bem no centro da cidade. Um beco que mais se parecia com uma rua. Do lado de uma loja de material de construção, era caminho, e resolvemos ir. Logo tinha uma espécie de portão de ferro, estava muito enferrujado e era da altura do muro. Não vi cadeado e deduzi que a passagem era normal. Talvez um atalho antigo entre as ruas. Hoje quase abandonado. Quem sabe alguns viciados se utilizem daquele beco nas madrugadas, quem sabe. Ficamos encantados com a paisagem suja, muro sem reboco, chão estragado, não vi indícios de drogas pelo chão, André tirou algumas fotos de uma parte do muro que ficou escondida por uma folhas de bananeira. Acho que tirei uma carona numa dessas. Saímos do beco e dobramos a esquina. Lá estava o Paulo manobrando seu Defender. Esperamos sua aproximação e pulamos para dentro.   











UM BRINDE



       Aos bêbados. Hoje a ressaca me atacou de jeito.Nem sei se vou escapar. Mas estou acordado ao ponto de conseguir escrever algumas palavras que, mesmo que pareçam sem nexo, servirão para me manter acordado. Diabos, nós sul-americanos dependemos em certo grau dos escritores norte-americanos para nos basear sobre aquilo que queremos escrever. Porra! Isso é mesmo uma merda fedorenta. Eu mesmo sou um pedaço desse dejeto engaiolado. Portanto este rascunho servirá ao mundo virtual como protesto quanto aos brasileiros que se submetem aos padrões da escrita universal. Fodam-se. Hoje
eu serei um bosta
que escreve errado e sem "coerência" nem conexão nem porra nenhuma
as virgulas eu despejei no meu vaso
os acentos serviram de boca - aberta - para recebê-los
estou muito puto com tudo isso
aos bêbados e drogados que costumam explodir seus espíritos em palavras
somos um
um monte de merda
mas costumo dizer
que toda merda serve [ estrume ]
ha ha ha ha
e eu sou seu fertilizante
um bocado de bosta que a gente cospe de volta pra dentro desse sistema de mortos vivos.




quinta-feira, 11 de maio de 2017

DEUS ESTÁ PRESO 2

       O grande episódio da semana está sendo o depoimento de um senhor conhecido por sua garra pessoal, seu amor pela vida, seu altruísmo, e eternamente reconhecido como um verdadeiro guerreiro, operário, depois, sindicalista o melhor deles, germe do trabalho político de base, o senhor Luís Inácio Brasileiro Lula da Silva. Este texto tem a intenção de escancarar o quanto a maior parte do nosso povo se encontra, se enxerga, se espelha, com a personagem Lula em cada episódio de vida sofrido por cada um ao longo da existência.
       É claro que o período eleitoral está distante e que as especulações estão em embrião, mas existe algo  que supera toda e qualquer opinião mal intencionada que se chama compaixão. Percebo em meu ser os conceitos da TL que por um bom tempo me conduziram a forma de pensar. O olhar daquele povo sofrido, sua redenção está no manejo dos bichos, na plantação, nos encontros do trabalho de base. A redenção de um povo não por um messias, apenasmente, mas pela garra de sub-existirmos e de nos mantermos sempre alertas aos discursos de poder e de dominação.
       É neste contexto de credibilidade ferida e de incertezas que brotam feito ervas daninhas que ergue-se o gladiador demito, quase um deus,
     

terça-feira, 9 de maio de 2017

DEUS PODE SER PRESO

       Era uma vez uma tribo muito aguerrida que morava no planeta chamado utopia e perambulavam sempre dispostos e incansáveis pelas estradas e bosques e cidades confrontando todo tipo de dominação que causasse constrangimento aos seus parias. Esta  tribo empunhava sempre uma flâmula vermelha que se destacava na multidão de flâmulas espalhadas pelo planeta.  De todas as tribos que existiam no planeta utopia, esta destacava-se por seu comprometimento com a história, com a realidade e com o desenvolvimento social. Seu líder, popular, refletia em todos os níveis sociais a essência de seus comandados. A grande lição sempre foi: "Um espírito livre reconhece sua liberdade e a venera sempre que necessário, entretanto, descobre suas limitações em tempo para socorrer a fragilidade de suas pulsões". Desde que resolveram espalhar a boa nova pelo resto do planeta perceberam a hostilidade de alguns grupos adversários, mas sobejaram na receptividade dos companheiros e simpatizantes e também dos críticos, passiveis ou não, com a maestria dos verdadeiros nobres. Uma efervescência mistica. Ao longo dos tempos a grande tribo alcançou o status de soberana e suas lutas por igualdade foram tomando a cara dos discursos falaciosos. Seu lider prestes a ser preso, por causa de denuncias infundadas, sofria, em agonia, mas relutante e encorajado por seus súditos fieis, reclamou seu trono, simbolicamente falando, e o obteve legitimamente. Os membros da grande tribo regozijaram, felizes, por enquanto as vacas continuaram a servir o leite acompanhado de chocolate amargo.

segunda-feira, 1 de maio de 2017

VENDE FRANGO-SE / A visão do homem da placa - Texto para trabalho da disciplina "prática de Leitura e produção de textos" 2017, UFRN

Nota: Este texto encontra-se no seu original no endereço (http://revistadonna.clicrbs.com.br/coluna/martha-medeiros-vende-frango-se/) de autoria de Martha Medeiros.

       O mercadinho estava lotado naquela manhã de feriado. Todas aquelas pessoas esperavam por seu Daniel que era o responsável de entregar o frango abatido no mercadinho de seu Luís Caldas, adorável morador e comerciante do bairro Planalto, que entre uma piada e outra amenizava com seus fregueses a espera por seu Daniel. Sua esposa recostada mais para o  lado do estabelecimento apenas ia despachando as miudezas e como ficava no caixa fazia a cobrança, passava o troco e embalava as mercadorias e ainda tomava nota no caderninho de fiados.  O mercadinho era pequeno e bastante simples, tanto que seu Luís Caldas vendia o frango em cima de uma mesa posta do lado de fora na calçada bem em frente do mercadinho. Ali todos os clientes esperavam com ansiosidade a chegada do frango fresco. Seu Luís Caldas possuía uma balança dessa antigas de marca Filizola, vermelha, que marcava apenas de cinco em cinco quilos até o limite de vinte. Todos confiavam em seu Luís Caldas que era uma pessoa simples, bem humorada, semi-analfabeto, mas virtuoso em suas contas feitas de cabeça. Diz-se assim das pessoas que tem facilidade de realizar com agilidade impressionante problemas aritméticos. Só quem usava a máquina calculadora era sua esposa e mesmo assim ela costumava perguntar, aos berros pra Luís, o quanto deveria passar de troco naquela situação e assim se fez a fama de matemático nato do simpático comerciante. Na parede da frente do pequeno  comércio pintados na parede estavam as propagandas das mercadorias e de algumas promoções, tudo feito com muito carinho por seu Luís Caldas. Tinha de tudo ali, farinha, macarrão, feijão e arroz; verduras e frutas só algumas da promoção, naqueles dias era a vez da manga e da goiaba; bebidas em geral eram tratadas mais internamente e assim também as miudezas. Mas uma placa chamava a atenção de uma moça. Na placa estava escrito: "VENDE FRANGO-SE". Enquanto esperavam por seu Daniel com os frangos só esta moça percebeu e incomodada com o grotesco "erro" adentrou o mercadinho e foi-se ao seu Luís Caldas com ar de gracinha questioná-lo e corrigi-lo antes que este caísse em constrangimento por ser, então, alvo de piadas e galhofas do povo. Surpresa foi a resposta de seu Luís caldas quando, por esta jovem e bela moça, foi questionado, disse ele: Meu bem, veja você que tenho esta plaquinha ali bem pendurada na parede faz uns dois meses e somente duas pessoas com você me vieram questionar sobre o meu "erro". Você é professora? Perguntou o seu Luís Caldas sorrindo enquanto observava que a kombi de seu Daniel chegava com os frangos. Ela prontamente respondeu que era e que não queria constrangê-lo e por isso esquecesse o seu atrevimento. Ele saindo do estabelecimento, passou por ela e foi explicando o motivo de escrever o que escreveu e como escreveu. Daniel descarregou os cestos com os frangos dois embaixo da mesa e um em cima. Arrumou a balança, aferiu com seu peso de bolso e deu o aval para seu Luís caldas que foi pedindo a todos que se organizassem em uma fila pra facilitar o atendimento. Enquanto despachava os seus clientes foi explicando pra professora a sua intenção ao escrever a placa. Seu Daniel lá dentro do mercadinho anotava em um bloquinho a quantidade de quilos que trouxera naquela manhã entregando-a à esposa de Luís "hoje ele tá é falante" disse ele. "ah, essa é uma estória que ele insiste em contar pra mim, mas sempre se lastimando por que ninguém percebe outra coisa que não o tal do "erro" da placa" disse a esposa. Continuava seu Luis Caldas despachando e falando... "e quando eu terminei de pintar a plaquinha de madeira de branco, viu professora, resolvi eu mesmo abrir o letreiro e fui procurar nos livros antigos que eu guardo lá debaixo da pia na garagem e achei num justamente o que eu queria, que era chamar a atenção dos sabidos, e com isso vender meu peixe, quer dizer meus frangos, pois veja, professora, num é que vem dando certo não sei se é por causa da placa, mas eu vendo todo dia três balaios desses. Num é uma beleza?  Me diga quantos quilos quer? A sorridente professora foi atendida e partiu encucada com a leveza da nossa linguista e a riqueza de criatividade de nosso povo tudo muito envolvido na ousada história de seu Luís Caldas, simpático e adorável comerciante do Planalto, lugar de gente comum, que toca a vida e enquanto toca vai cantando: VENDE FRANGO-SE, VIVE-SE, AME-SE, DESVIOLENTIZE-SE,      

CLT - Em Obras (até revogação completa)


       É fato. Há uma necessidade gritante de readequar a legislação trabalhista aos novos moldes do trabalho no Brasil. Desde sua instituição, em 1943 no governo de Getúlio Vargas,  a Consolidação das Leis Trabalhistas vem sofrendo ataques por parte dos grandes empresários que veem nesta carta um atraso e desvantagem para suas práticas puramente capitalistas. Pequenas reformas foram feitas ao longo de sua vida. O acelerado mundo virtual faz eco neste processo de mudanças e readequamento logístico. Entretanto, com as propostas recentes por parte de parlamentares inescrupulosos e envolvidos em escândalos de corrupção como o senhor relator, Rogério Marinho, acusado de desvio de dinheiro em empresas de terceirização que levam seu nome, comprometem as tão necessárias observações. O que está ora posto com o texto apresentado é o que disse o presidente do Partido da Causa Operária Rui Costa Pimenta que também apresenta um programa semanal exibido aos Sábados chamado Causa Operária TV, onde destacou o verdadeiro desastre das intransigentes reformas propostas ao compendio de leis trabalhistas: 
"A terceirização coloca o trabalhador em nome de empresas fictícias, que não têm patrimônio e podem desaparecer do mapa deixando centenas de trabalhadores sem pagamento e sem nada. Tudo isso ai é negativo, inclusive algumas pessoas tem falado isso, a ‘terceirização é a revogação da CLT'”.

Mas a grande questão da terceirização, que está por trás de tudo, é que ela acaba com os sindicatos".

       O fato é que estamos, querendo ou não, alimentando o processo de um golpe instituído nas fileiras do retrocesso histórico nas leis que garantem um mínimo de dignidade e que condenam milhares de brasileiros ao regime de escravidão. Não podemos espuir simplesmente este momento crítico que atravessamos. Urge uma mobilização das bases de todas as camadas sociais, dos setores, dos movimentos sociais, dos estudantes, das classes trabalhadoras, tal como nunca vista nesse País. Um levante popular estratégico e articulado capaz de romper com os poderes midiáticos e empresariais que, como abutres famintos, pretendem dilacerar as ruínas restantes do povo brasileiro, digo povo, sim, porque somos um povo com características próprias e voltados para a luta. "Nenhum direito a menos"; Fora Temer.  











sexta-feira, 28 de abril de 2017

28 DE ABRIL - O DIA DA GREVE GERAL - visto de casa

Em Natal as mobilizações iniciaram cedo. A população ocupou as ruas e decretou sua indignação com as medidas monstruosas que o governo golpista de "nem é bom falar o nome" vem implementando e quer fazer mais em nosso país contra os trabalhadores e principalmente contra as mulheres. 
O que nos chamou a atenção no dia de hoje, já que cobrimos a mobilização pelo olhar do olhar da grande mídia, e em especial da tv de canais abertos, foi uma retaliação aos verdadeiros acontecimentos e uma tentativa de marginalizar e incriminar as manifestações legítimas e democráticas. Ouvi um ou outro jornalista a favor do movimento, bem discreto, seguindo muito bem a cartilha do editoriado conservador e anti social.
Sites como uol.com, Terra, fizeram coberturas parciais com uma pequena manchete sobre a mobilização. Sim, foi o dia todo e não poderia ser diferente dado o tamanho do evento.As tvs abertas Globo e Sbt limitaram-se a flashes entre as reportagens. A tv record não foi analisada. As redes sociais cumpriram seu papel, mas o facebook parece ter radicalizado em dois pontos. O primeiro, conjecturo, foi a retirada inexplicável do botão compartilhar de algumas postagens. As pessoas que denunciaram também não obtiveram respostas sobre o que teria acontecido. Outro ponto foi que, mesmo com essa suposta represália, os vídeos da manifestação ao vivo bombaram. Em uma análise superficial, vista apenas por esses poucos fatos constatados, concluo que mesmo depois do pronunciamento do governo caracterizando o dia de luta popular como sem significado nem causador de um possível retrocesso nas decisões sobre as medidas a ser votadas em breve no congresso nacional, vejo que houve sim, e muito, uma relevância para reverter este processo desumano do projeto impopular desse governo golpista. Esperamos que o desenrolar dessa história seja de satisfação para o povo, que sofre, apanha, vai pras ruas, é xingado de vagabundo, perdem seus empregos, mas NÃO DESISTEM DA LUTA.
 

terça-feira, 25 de abril de 2017

CONTOS - PRIMEIROS BANHEIROS DO NORDESTE.

Hoje resolvi contar uma história verdadeira e que deve, um dia, quem sabe, servir como base de pesquisa para os cientistas da Nasa e cronistas do movimento de descobertas interplanetárias das próximas gerações.
Resolvi conversar com minha mãe, Dona Terezinha (75), filha de Josefa e João (falecidos) moradores de Montanhas, cidade do interior do RN.
Mas o que eu conversei com ela? Ah! coisas de sua infância, precisamente da cidade e do lugar onde ela sonhou, onde ela passou a existir, onde ela morou enquanto criança e também viveu sua juventude e também como sua geração de amigos, namorados, outros irmãos, seus pais, vizinhos, se viravam para fazer as cagadas naquele tempo, sim, nós conversamos sobre os cagadores. Sim, sobre os depósitos de guardar bosta.

Bem, tudo se passa na zona rural de Montanhas, em uma pequena casa de taipa, com chão batido de barro, luz de candeeiro, diz ela: "luz, quando tinha o querosene, quando não tinha queimava sabugo de milho", disse minha mãe. "Tinha uma porta na frente, mas não tinha a porta nos fundos e teve um tempo que a porta da cozinha era de vara". Vara que era tirada e trabalhada direto do mato, das matas virgens dos arredores.
Uma casa baixinha com uma sala, um quarto, uma cozinha e um armazém.
Vamos explicar melhor para você entender bem.
 Cada vão dentro da casa era dividido por meias paredes, estilo antigo de divisão interna de dentro das casas.
Os vãos eram rudimentares, feitos de vara com o barro molhado como se fosse uma massa de cimento, barro crú molhado, o que chamamos de cozinha era um pequeno espaço quadrado que só tinha uma coisa construída, também feito de barro crú molhado e de vara, que era o fogão. Esse fogão era feito com duas paredes paralelas de um metro de altura distantes uma da outra mais ou menos um metro levantadas com barro e vara, feito lá num canto do vão que chamamos de cozinha, sobre elas era estendido mais varas e colocado mais barro, para fazer a base do fogão.
Em cima era feito mais duas pequenas paredes de um palmo de altura que serviam como local de entrada da lenha pra fazer o fogo e para colocar as panelas em cima, diga-se, panelas de barro, e estava aí feito o fogão. O armazém era um vão pequeno que eles usavam pra guardar as sementes dos roçados quando era tempo de safra, geralmente era feijão verde, milho ou batata e os ovos das galinhas caipiras criadas soltas pelo quintal, como eles costumam chamar: "soltas na capoeira". Preste atenção aqui douto leitor, que no final você deverá voltar a este trecho do texto para tirar suas dúvidas e fazer suas conclusões.

Bem, mas até aqui se o leitor atento percebeu, eu ainda não falei do cagador. Sim, do banheiro. Onde esse povo cagava? Diga aí mãe, como era o cagador? "O povo cagava no mato". "porque não tinha banheiro".
Alguns faziam um buraco no meio do tempo e colocavam uma sulipa de madeira, dessas grossas que seguram o trilho do trem.
O buraco era sempre fundo, redondo, ficava descoberto, e só era fechado quando estava cheio.
A sulipa era uma tora de madeira grossa, sabe essas madeiras que ficam na base dos trilhos de ferro? Pois muito bem, era uma tora de madeira dessas que por lá, em Montanhas, eram chamadas de sulipa, e que era colocada do lado do buraco, deixando uma parte pro sujeito, ali acocorado, despejar seus dejetos no buraco.
Tá aí, o primeiro banheiro cagador feito no Nordeste. Obrigado mãe por me fazer conhecer coisas de sua época, de seu sofrimento, de suas lutas, de seus sonhos, imaginamos que sonhar com banheiros arrumadinhos era uma constante, e que hoje, com os dois banheiros que temos, com vasos sanitários, pias, chuveiros e água corrente, tudo isso é um sonho que a senhora conseguiu realizar. Parabéns. Um beijo mãe.

segunda-feira, 24 de abril de 2017

HUMANOS, SEM MAIS, HUMANOS.

O livro de capa preta nos cinge do barro e nos sopra a vida. Os símios conspiram contra todas as graças e veneram a evolução como o princípio  das nossas origens. O que nos desgraça mesmo sem ter absoluta certeza dos fatos é a mediocridade estapafúrdia dos eruditos apologistas e seus cegos imitadores. Não me deixo ser mais um falacioso, somente por ser isso, mas duvido que todos estejam arraigados ao impressionante desejo de apenas descobrir uma verdade. E isso seria mesmo muito pequeno, seria muito mais medíocre que imbecil. Então somos os seres humanos. Biológicos, sociais, culturais. Almas incompletas, espíritos. Despidos ou bem vestidos. Latinos ou Europeus, claros ou escuros, somos ou não somos animais? O que somos afinal? Deuses? Imagens destorcidas de um abstrato das ideias? Afinal por onde andamos que pouco realmente aprendemos, mentimos nossa importância e fingimos amor. Amor, que é isso?   

O MUNDO SEM LULA

O que diriam os livros de história em um futuro desgraçado se o LULA não existisse em sua época?
Os loucos petistas seriam mesmo os loucos petistas?  
Os partidos socialistas, comunistas, os pequenos e periféricos micro-partidos, estes, seriam mesmo o que dizem-se representar?
De fato, uma outra dimensão seria necessário para poder compreender esta dinâmica do provável e do improvável no decorrer do tempo. 
Mas historicamente nada seria igual. Isso é fato. Então podemos conjecturar que houve a necessidade política, social, contemporânea, ente as elites e o proletariado, em construir uma imagem significativa de um combatente dos desesperados sociais. Podemos pensar assim?
O site, digo, o primeiro site que pesquiso, o BBC, me diz que "LULA no exterior não é mais o cara, mas é respeitado pelo seu legado social"(18/08/2015); o site Exame.com trás uma reportagem sobre "o que os jornais dizem de denuncia sobre LULA pelo mundo" (14/09/2016); aqui o que se ressaltava era a mancha em sua imagem para as eleições em 2018. 
Estamos batendo as portas de 2018. O apogeu das denuncias escorre pelo canto da boca dos adversários e dos mantenedores do golpe político. Hoje as delações se inflamam com denuncias voltadas aos anos de 2002 e 2006. As investigações prosseguem. 
Os bastidores estão pulverizados com antídotos contra as ervas daninhas que insistem em mitigar o bom terreno da democracia. O mundo sem LULA, seria somente um descontrole patético dos coxinhas destemperados em suas idiotices esquizofrênicas. VIVA LULA.  

segunda-feira, 17 de abril de 2017

O DRAMA DE UMA SOCIEDADE INVISÍVEL

Um passo dado é um passo rumo à novidade. O dia que usualmente dedicamos para refletir sobe o flagelo social das pessoas invisíveis, as excluídas da sociedade, é o dia 19 de Agosto, mas bem podemos discutir esse assunto sem esperar Agosto. Lembro que na cidade aonde moro o sistema de Assistência Social mantinha um serviço de limpeza étnica todas as semanas com os moradores em situação de rua. Acontecia mais ou menos assim, durante toda a semana a prefeitura alimentava e dava guarida para os necessitados, mas no fim de semana os assistidos eram convidados por livre e espontânea pressão à subir em uma Kombi e ser transferidos para outras praças em outras cidades, de preferência nas cidades circunvizinhas. Aqui está caracterizado um crime. A sociedade hipócrita desfila sua monstruosidade pelas ruas e não quer ser ofendida com imagens de pobreza e sujeira. A invisibilidade dessas pessoas é um atentado aos direitos humanos. Onde todos os seres humanos devem ser respeitados e devidamente lhes garantido liberdade de pensamento e de expressão e igualdade perante a lei. Segundo o IBGE cerca de 1% da população brasileira vive em situação de rua. Estas pessoas invisíveis transitam pelas praças, viadutos e marquises se virando como podem para construir sua cidadania. As políticas públicas que voltam-se para esse público ainda estão muito a mercê de uma decisão política do que propriamente de uma construção social e de direitos iguais perante as leis. Em Natal entre os anos de 2007  e 2008 foram identificados pelo MDS Ministério do Desenvolvimento Social aproximadamente 223 pessoas em situação de rua.  O que representa para a sociedade uma estatística inanimada em uma pesquisa, esconde um câncer social. Quando nos encontramos com o estatuto dos direitos humanos conferimos suas noções básicas de proteção e cuidado atribuídos a deus. Uma questão é de suma importância neste ponto, a que deus se refere este estatuto? Como sugestão pessoal não torno necessário esta discussão. Voltemos aos nossos problemas reais. Os invisíveis estão sempre conosco, entre nós, infectados por nossos preconceitos e por nosso desprezo. A única via que eu conheço que não há mão dupla. Entretanto eu seria um hipócrita se não mencionasse o serviço voluntário  de grupos de assistência como os grupos de ongs, igrejas, voluntários anônimos, e tantos outros. Neste caso, o que é notório, verifica-se apenas que tais grupos apresentam-se como canais emergenciais, que sanam a fome, mas não sanam a desgraça. O que é desgraça para uma sociedade condicionada a criar rótulos para as pessoas se torna uma fuga para os "caridosos" expurgar seus demônios. O que fazer? Pois é. Todas as ações que de alguma forma contribuem para amenizar os sintomas deste câncer são de uma dignidade louvável. Os pontos internos que considero como os interesses pessoais, o que move cada pessoa a este gesto de solidariedade, seja por que motivo for, não deve ser levado em consideração. Assim, se é uma doença terminal, se é uma  doença tratável ou muito rara, não nos permitimos tecer uma crítica destrutiva e ao invés disso, aí sim enaltecer tais atitudes. Façamos dos nossos desafios diários um por excelência. Cuidar do outro.    







domingo, 16 de abril de 2017

O caça-bombardeiro AMX - um rasante no Planalto


Os bombardeiros carregados com bombas de ética e moral estão sobrevoando a terra da consciência política de nossos líderes e representantes democráticos. Um boato desgraçado de mentiroso invade os céus da internet e quer poluir a atmosfera democrática  com a bomba da intervenção militar. Eu duvido que você se preste ao desfavor de acreditar nesta mentira estapafúrdia. Estamos atravessando um momento de manipulação política com mais denúncias sérias envolvendo nossos digníssimos representantes do paletó engomadinho. Imaginar que esse circo armado que estão pintando pelas telinhas hipnóticas da TV e da NET é a mais pura verdade dos fatos, seria de uma ingenuidade quase beirando a loucura. Desde que a Presidenta Dilma e o coletivo de figurinhas petistas não fizeram nada ou pouco, muito pouco fizeram pra evitar o desastre do impeachment, que paira no ar uma nuvem de conspirações. Uma delas que eu vou batizar como "entreguismo" nos faz crer que houve um acordo filho da puta entre todos os partidos envolvidos em corrupção. Mas como se desenrola mais essa conspiração? O mais certo e mais provável caminho que podemos seguir são os pontos factuais dos acontecimentos que antecederam ao impeachment e alguns fatos que perduraram durante o mesmo. Digamos que houve uma manipulação no marketing da imagem da presidenta principalmente nos seus pronunciamentos onde o que mais se divulgou nas redes sociais foi uma imagem depreciativa com frases pontuais e com cunho ridículo. Provocando na população um descontentamento generalizado de insatisfação. Entenda, meu amigo, que isso poderia ser tido como algo natural partindo de certo despreparo da presidenta e tal, mas se fizermos um levantamento dos discursos anteriores veremos que em nenhum discurso houve esses distractivos. O lance aqui, é sacar que o acordo surge neste contexto, ou seja, ser partícipe, conivente e convincente para a população com a trama maquiavélica. O fato da presidente Dilma aceitar que seu nome vá parar na lata do lixo é um fato muito contundente que desperta certa suspeita. Outro ponto que pode ser considerado como altamente suspeito ocorreu durante o processo de impeachment, em uma sessão no congresso, onde a presidente poderia ou não participar da sessão. O que aconteceu foi que ela voluntariamente dirigiu-se ao congresso e participou na íntegra. Até aí, não tem nada demais. Mas atentem para um detalhe. Durante a sessão a presidenta foi questionada quanto a sua participação na mesa do congresso e se ela tinha conhecimento que sua presença não era obrigatória e a sua resposta nos surpreende e revela a possibilidade de um acordo anterior e estrategicamente pensado dizendo-se voluntária e que estava fazendo parte do processo democrático. Vejam bem, se havia uma "guerra" dos advogados de defesa com os advogados de acusação em adiar ou quiçá anular o processo de impeachment, como pode ser que a vítima do processo queira voluntariamente estar presente? Mais ainda responder que sua presença reafirma um compromisso com o processo democrático. COMO ASSIM, QUE COMPROMISSO, COM OS ARTICULADORES DO ACORDO?  
       Bem, aqui estão expostos os dois pontos factuais que podem estar nos agraciando com a revelação de um golpe megalomaníaco de perpetração de poder.  O primeiro diz que uma estratégia de marketing proposital incumbiu-se de destruir, antes do processo de impeachment, a imagem da presidenta. O segundo ponto é a sua condescendência com o que eu chamaria de "processo democrático", participando de forma voluntária nas sessões do impeachment quando na verdade sua presença nem era obrigatória.
        Mas ainda falta um terceiro ponto de vista, ou melhor, uma conjectura. No ano de 1992 o então presidente da república Fernando Collor, foi impetemado e como consequência ficou inelegível por oito anos. Pois bem, a literatura nos remete a um precedente jurídico. Como um presidente, um líder sindical ou de qualquer outra categoria de sociedade organizada, por causa de um problema fiscal monetário, coisa grave, recebe da mesma justiça dois pareceres distintos? A presidenta Dilma Roussef, eleita pelo voto direto, e impetimada por desvio de finanças, desta vez, não teve seus direitos casados quanto a inelegibilidade. Aqui está o terceiro e não menos importante fato conjectural da possibilidade de construção de mais uma teoria da conspiração. 
       Quanto a veracidade das especulações citadas à cima só nos resta ir fiscalizando mais de perto cada atitude desse fenômeno social, se é que podemos conceituar assim, e não acreditar nas propagandas midiáticas de manipulação que circulam pelas redes sociais.   O que podemos tomar para não adoecermos por completo é mesmo um antiácido para combater mais essa indigestão pública.  

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terça-feira, 11 de abril de 2017

ROTA DA CHUVA

Um dia de chuva no sertão do nordeste é como um dia de chuva no sertão do nordeste. Me digam vocês que postam lindas imagens da chuva caindo, cantam a poesia do velho Raul Seixas, me digam vocês como é sentir a chuva caindo, molhando o corpo, esfriando o clima, se aninhando na cama embaixo do lençol, me digam vocês que gostam de pensar em deus quando a chuva começa a molhar, me digam como é morar na cidade grande e acordar com a chuva tão linda e abençoada  invadindo sua casa, abrindo crateras no meio da rua, inundando as ruas, destruindo os telhados, me digam aonde estão vocês que se enganam com esta catástrofe?  Se fosse para depender da misericórdia de seres divinos para melhorar a vida das pessoas e dos animais que morrem a míngua com sede, nós estaríamos realmente fodidos. Mas não se engane também com essa outra falácia, de certo que somos realmente culpados por toda essa tragédia. A falta de vontade política e a lepra da corrupção aliada a ganância do ser humano descontrolam todos os ciclos de evolução da indefesa humanidade. A chuva não é benção, não é uma vontade de deus, nem é se quer uma coisa natural. A chuva é uma tempestade formada pelos gases no ar e pode destruir qualquer coisa.  Quando reivindicamos medidas definitivas que reparem este flagelo secular entre os povos e animais do sertão do nordeste com relação a seca é porque existe a possibilidade de consertar essa situação e acabar de uma vez por todas com esse sofrimento. A seca é o resultado direto da ação irresponsável do homem.  Do homem que tem o poder financeiro para resolver o problema e não resolve.




domingo, 9 de abril de 2017

SEMANA SANTA - FERIADO SANTO

A boa maioria dos trabalhadores brasileiros, pelo menos os que ainda restam de carteira assinada, devem folgar pelo menos um dia nesta semana. Outros trabalhadores que estão vinculados a outras formas e horário de trabalho, tipo por escalas em empresas privadas, ou servidores públicos da saúde, seguranças, estes passarão esse feriadinho santo provavelmente trabalhando. Mas o que fazer, não é mesmo?


Vamos aproveitar um dia santo para folgar. Mas como devemos realmente aproveitar este dia sem trabalho? Eu, se estivesse bebendo, provavelmente tomaria uma boa garrafa de Rum Montilla com coca-cola, gelo e limão. Mas esse não é o caso. O que eu quero conversar com você parece ser trivial, mas não menos importante. Vejamos, questiono primeiro a importância desta data, para os religiosos e para os não religiosos. Para os religiosos o apelativo surpreende pela criatividade de seus pares. Mesmo que para alguns  outros expectadores religiosos, digo, de outra corrente religiosa, esta data sagrada seja apenas mais uma estratégia de marketing.  A combinação parece perfeita, dia sagrado ou semana sagrada e um feriado nacional. Então temos todos os motivos para uma reunião em família, temos motivo para refletir espiritualmente, temos motivo para fazer caridades, e temos motivo para nos aproximar um pouco mais da vida religiosa, sim, temos todos estes motivos. Entretanto para os não religiosos, pessoas comuns que não confessam nenhuma religião, o dia ou a semana sagrada serve mesmo para quê? Em todo caso se aproveita a ocasião para uma reunião em família, entre amigos, uma viagem, um momento de lazer, de reflexão também, sim e por que não, sobre a vida, o foco nos estudos, etc. Se nos comportamos de igual modo nestas mesmas datas reconhecidas por ser sagradas, e em princípio não há assim, tanta diferença, onde está escondida a vertente religiosa desse contexto? Será que somos todos religiosos? Ou será que vamos indo remando com a maré e curtindo cada correnteza que nos impulsione para qualquer destino?  Vamos deixar as questões sem respostas? Quem sabe um dia tudo isso passe. E nossos feriados sejam para celebrar nossas vidas menos estressadas, nossos empregos melhores, nossas amizades, enfim, quem sabe, celebrar a religiosidade humana com o humano como centro de tudo isso sem dever explicações aos céus. Aproveitando para não comer carne na Sexta-Feira. Vamos pescar?

RECORTES DA POLÍTICA tupiniguim

               Começamos por casa, Parnamirim, 2017, o mês é Abril e o dia é nove. Morre o filho da vereadora Kátia Pires. Um jovem desconhecido que sofreu um acidente no trânsito. O prefeito e várias autoridades prestaram sua solidariedade por meio das redes sociais. O também senhor Taveira, prefeito, disse essa semana que seria construído uma base de operações do corpo de bombeiros deve ser instalada em nossa cidade. O posto da polícia no bairro da coabinal foi alvo de tiros nesta noite de Domingo, mas não escutei nada daqui. Moro perto do posto policial, o boato saiu num jornal de facebook. Deu no Diário Municipal de Natal que foi liberado o pagamentos dos aposentados. Ufa! uma notícia boa. O caso vinha se arrastando na câmara dos vereadores mas essa semana a coisa se resolveu. 
              No Brasil, a federação se defende como pode, ou seja, defende os empresários e os hiper ricos como bem quer e entende, a população, indefesa, diante de tantos golpes de facada e de facão, sofre as perdas salariais, o próximo aumento estipulado para o mínimo de 2018 é de 979,00. Hoje ele vale 937,00. Imaginem isso. Bem, seguido a isso temos uma parte da população que quer o Temer fora da cena política. 
                                “recessão e desemprego derrubam inflação e devolvem poder de compra" realmente, podem ter devolvido o poder de compra aos mais ricos. No mais é pedir pra não adoecer, não perder o emprego ou a renda seja qual for, não deixar de gozar, ter comida e água em casa, e um teto pra se abrigar. O resto é conspiração das teorias por aí. Valeu. Obrigado por não ler essa merda e me deixar no vácuo.
Hoje uma repórter do globo news disse que a "

ACORDAR ABUSADO

Uso imoderado do poder, segundo o google. É uma definição que ao meu ver não representa a chatice expressada nas correntes sanguíneas da vida. Assim, talvez e bem provável, que este texto seja mesmo um porre. Você não merece ler algo assim, mude essa merda. Vá procurar um blog de auto ajuda e encontre as palavras certas que estimularam seus neurônios e lhe farão sentir-se bem. O melhor remédio para combater um abuso crônico é manter o abuso sob a mira dos conceitos. Estes nem sempre são eficazes. O corpo reflete estes conceitos como quem demora pra cagar. Fica muito inchado. Chega a feder pelos poros. O mau hálito que sai da boca parece uma fossa aberta. O cú dói, mas não caga. Isso é mesmo um abuso. Mas tem quem diga que abuso pode ser de autoridade. Pode ser outra coisa, menos abuso. Dane-se. A bosta da vida, essa desgraça, permanece ali. A gente precisa passar por isso? Parece que o abuso é uma fobia do espírito. Se eu acreditasse que espírito existe, é claro. Você ainda está comigo? Pois bem, relaxe um pouco e vamos tentar entender essa mandinga dos infernos. O primeiro conceito trata de um tipo de abuso, o abuso de poder, esse deve se referir ao caricatura do chefe, do pai, do padre, do político, do irmão mais velho, do professor, de deus, verdadeiros abusadores de poder. Talvez essa prática sirva para preencher o saco que é viver. Você impõe seus desejos e os outros inconscientemente e voluntariamente resolvem obedecer. Triste aqui é saber que o obedecer é voluntário. Ou involuntário. Ordens são sempre arbitrárias. A segunda bosta e é essa que eu quero melhorar o conceito trata-se de um sentimento. Nada parece ir bem. O mundo é uma bosta. As vezes fede. Nem a garota mais deliciosa da escola te faz mudar. A vontade que se tem é de se isolar do mundo, das pessoas, dos barulhos, das cores, dos cheiros, emfim, dos corredores da vida. Esse sentimento que eu classifico como abuso de tudo, merece ser mesmo pensado. Abuso tem origem no  Latim ABUTI, “usar mal”, de AB-, “fora”, mais UTI, “usar”. Mas no senso comum, no dia a dia das pessoas comuns, o abuso se transformou em sentimento. A pessoa que vive abusada. O abusado de sentimento não caga. Nem peida. Talvez peide, mas com certeza esse peido não fede. É um chato. Não faz piada. Não come ninguém. Não bebe nem fuma. Ainda se diz religioso, na maioria das vezes é um crente fanático. Mas ainda não sei ao certo quem fodeu com essa merda toda. Vou me despedir agora. Deu uma pontada no pé da barriga. Acho que vou cagar. Inté. 

sábado, 8 de abril de 2017

NÓS ENTRAMOS PELO CANO



       O desespero parece que vai tomando conta do sofrido coraçãozinho desse povo brasileiro quando se para para observar o que vem acontecendo nestes últimos dias. Acontecimentos bizarros na avenida política em plena capital da corrupção. Se alguém vai tomar conta dessa esculhambação, não se sabe como se dará isso. O fato é que estamos muito enrolados com essa corja que está atualmente dirigindo o nosso país. Como se não bastasse estipular uma idade limite para os benefícios de prestações continuadas, 65 anos, ainda querem nos obrigar a trabalhar até os ovos despencarem murchos e sem pelos. Trabalhar 49 anos para me aposentar é como esticar meu olho no óleo fervendo da frigideira e sacudir sal e depois sorrir feito quem recebeu um presente. Na verdade entramos pelo cano. Sim, entramos pelo cano, quando elegemos uma corja de santos para administrar esse terreno da capela lusitana. Entramos pelo cano quando deixamos de valorizar o voto. Entramos pelo cano quando nos distanciamos dos problemas e creditamos aos santos nossas preocupações para que eles consertem as coisas. Entramos pelo cano quando nos desviamos do assunto principal na Casa Branca e gastamos uma hora, doze horas, dois dias, um mês, quatro meses  discando para eliminar alguém pela televisão, entramos pelo cano por que os nossos santos estão atuando em prol dos direitos dos "supra santos", dos "quase deuses", os ditos empresários, políticos, sacerdotes, latifundiários, esses santos de carteirinha e enquanto isso, as causas dos "menos" ou "quase nada" santos pode esperar.  Mais uma vez estamos tendo a prova circunstancial da qualidade moral de nossa gente, minha e sua, à medida em que somos pessoas do bem e cristãs. Isto é um absurdo. 







TODOS TEMOS UM PREÇO



                                                          E não é à pagar. Todos nós temos um preço. Mas por que eu afirmo tal premissa sem ao menos citar um teórico reconhecido que possa me respaldar nesta argumentação tão polêmica e totalmente descabida? 
                                    Bem, sugiro que você pesquise no googlinself e revisite seus (pré)conceitos autorais e os julgue como casualmente você vem fazendo com os sentenciados e inescrupulosos corruptos de plantão. Sugiro ainda que você não se denuncie logo de cara, espere um pouco mais e analise cada sentença detectada. Depois, bem, depois você tem o direito de fazer o que quiser. Mas antes me acompanhe mais um pouco, serei breve e prometo que não quero lhe levar a conclusões absolutas em nenhuma das enunciadas que eu postar por aqui. Salvo se você concordar comigo. Sugiro que continuemos pensando se realmente temos um preço. Bem, eu já tive um problema com a conta da luz. entendem o que quero dizer, né? Também andei gastando mais do que deveria e me encontrei com um amigo parceiro que me tirou de um atoleiro. Depois ele me atolou mais ainda. Fui comerciante e sempre tinha o lanche dos policiais na madrugada, bem, a lista parece sem fim. Então se um insignificante (mal) escritor de blogs de internet consegue uma proeza destas eu me pergunto e você? A resposta a esta questão eu não quero nem saber. O que eu posso deduzir é simplesmente uma conjectura. Todos temos um preço. Parafraseando o velho rei do baião, "todo mundo tem um preço, pode olhar que tem" onde a letra da música diz "todo jumento tem uma cruz nas costas, pode olhar que tem".  

sexta-feira, 7 de abril de 2017

FALSOS MORALISTAS DE MERDA!





       Ultimamente os falsos moralistas de merda estão se valendo dos cacos de telhas do pensamento moderninho do "politicamente correto" para escoarem seus dejetos em plena praça pública. Serei sincero mesmo. Como se o mundo e as pessoas precisassem de regras, de norminhas escrotas, de gente se dizendo defensora dos animais, de gente que diz ser solidária, e "mimimi" pra lá, e "mimimi" pra cá, ora, ora, ora, isso é um inferno. Lembrem-se dos tempos do programa "Os Trapalhões", todo mundo ria dos trejeitos do Zacarias, das investidas de Didi ironizando o Dedé e virávamos a perna com as piadas de bebum do Musum. Mas o programa acabou, alguns morreram e muito bem, uma nova geração passou a ditar regras no contexto social. Acho correto as lutas de classes, a luta incessante pela reforma agrária, greves gerais, o progresso das ações afirmativas, o professor Leonardo Boff em seu livro "As cores do Arco-Íris" diz que não é preciso ser negro para defender a causa dos negros. Mas entediar o mundo com proibições infantis, como essa da  garota que se ofendeu com as palavras de um alguém e já foi escandalizando pro mundo, isso é coisa da espécie, coisa que qualquer um faz, isso não é motivo para escândalo, eu sei que a mídia aposta nessas coisas e dramatiza muito, mas também não tiro o dever ético de resolver qualquer situação entre duas pessoas ali, na hora, entre os dois. Como boas pessoas civilizadas. As pessoas não são esses marionetes frustrados que cospem direitos e se masturbam, escondidos, bem atrás das  janelas de casa.  Acredito que essa modinha vai passar. Somos bem melhores que isso.  Somos um povo, segundo o historiador Leandro Karnal, de lutas, revolucionários, guerrilheiros do cangaço, digo eu, somos os filhos da revolução, não podemos desvirtuar a trajetória de nossa história. Até briga de galo querem acabar. Não. Assim não. Isso vai ficar muito certinho. Desse jeito vai continuar a esculhambação.