sexta-feira, 17 de novembro de 2017

HORA DE EMPUNHAR AS ARMAS

       Vamos esperar mais o que deste governo?
Está mais do que na hora de parar com o diálogo.
Este tipo de gente que aí está só aprende com fogo.
É mais do que necessário se pensar em uma intervenção armada, mas pelos civis.
Nos moldes da guerrilha cubana. Viva Fidel!
Sem desobstruir as vantagens econômicas conquistadas.
Mantendo as alianças e consertando os equívocos.
O grito foi dado.
A possibilidade é real, urgente.
A vontade move montanhas e remove os céus.
A realidade pode ser transformada naquilo que desejamos desde que lutemos "armados" para conquistá-la.
Sem a tomada de poder pelo povo, com o povo, a ideia verterá em névoa.
Uma pequena cidade, uma única e pequena cidade, tomada o poder, implantando-se um governo popular, recuperando todos os sistemas falidos e promovendo a transformação social que queremos, com solidez e competência, servindo de exemplo para toda a nação, será o começo da revolução popular do novo socialismo no mundo e depois para o mundo. 

O BRILHO DO ÁLCOOL

Não quero distribuir bençãos sobre os bebuns. A bebida é um veneno social. Isso é um fato. Mas também não quero desmerecer por completo os amalucados viciados que tremem pelas manhãs sedentos de um gole para controlar seus espíritos enferrujados.
O álcool enferruja as juntas. O álcool também é a seiva do poeta. O álcool é a ruína abandonada repleta de sonhos esquecidos guardadora de um tesouro incomum. Quem entende a dor da falta de uma dose cedinho, em jejum, sabe que a vida tem, em si, algum valor.
Uma vida sem graça é uma vida sóbria sempre.
Não pode haver verdade nas palavras de uma pessoa sóbria o tempo todo de sua vida.
Os sóbrios são cadáveres enlatados.
A única saída capaz de sanar a depressão de uma alma é uma boa garrafa de vinho.
A lucidez é a causa dos delírios da embriaguez.
Se uma mulher lhe convidar para um drinque case-se com ela.
Os olhos de uma criança carregam destilados a vida e o álcool.
Vamos beber todos os dias e melhor faz quem consome sua sagrada bebida produzindo-a em sua casa.
As industrias de bebidas alcoólicas colocaram o veneno da ganância no verso do poeta.
Se uma industria de bebida é correta com a qualidade de seu produto ela não é uma industria, ela é qualquer outra coisa, menos uma industria.
Quando o homem se der conta do vantajoso proceder de em cada estabelecimento de trabalho, escolar, religioso, hospitalar, outros, guardar um espaço para oferecer aos seus uma bebida alcoólica gelada, o mundo estará convertido em um paraíso.     

O Sindicalismo e a Redemocratização no Brasil


       Antes de introduzir um resumo investigativo sobre o movimento sindical no Brasil, é preciso sentar e entender de fato o que vem a ser a redemocratização. Partimos do conceito de democracia, do grego governo do povo ou para o povo onde, assim, redemocratizar trará o significado de tornar algo a alguém, devolver-lhe o que antes foi-lhe subtraído. Como em nosso país existiram duas grandes crises institucionais políticas que geraram insegurança e descontinuidade do processo de democracia, irrompendo em duas fases de governabilidade áridas e antipopulares, as ditaduras, uma com Getúlio Vargas (1930 – 1945) e a outra com os militares (1964 – 1985), esse processo de redemocratização ocorre em duas etapas respectivamente. Sendo assim, a redemocratização ou também, como lhe atribuem a chamada “Abertura Política” é o processo de tornar ao povo, segundo as leis, neste caso a carta magna, a constituição brasileira, o seu direito de poder.Resultado de imagem para lutas sindicais     


       Uma vez que entendemos o processo de redemocratização passemos a discorrer sobre seus tentáculos sociais. Um deles é o Movimento Sindical. Instituição formada por operários descontentes, conscientes de sua condição de classe e absolutamente gerada em seio industrial e depois rural com status de luta contra as opressões, escassez de direitos e precariedades no ambiente de trabalho promovidas pelo empregador, também chamado de burguês ou patrão.
       O movimento sindical surge com a industrialização em terras mundiais e não é diferente aqui nas terras tupiniquins. Os primeiros sindicatos datam de 1800 com a chegada das fabricas têxteis. Os escravos prestes a serem libertos passariam a viver ao lado de imigrantes italianos entre outros na construção da etapa industrial em nosso país. Com isso, os primeiros uivos sindicais destacam-se entre os pensamentos anarquistas com enfrentamentos e lutas. Na era de Getúlio Vargas os sindicatos sofreram uma perseguição ferrenha e ao mesmo tempo foram enxertados ao governo. Todos os avanços sociais em forma de conquistas trabalhistas proporcionadas pelo governo getulista foram fruto de uma longa história de lutas e greves que os sindicatos proporcionaram.
       Mas quanto a redemocratização, qual o papel do movimento Sindical nestas duas etapas, nos anos pós 1945 e depois da Ditadura Militar, a partir de 1985?
       Quando Getúlio Vargas renuncia ao cargo de Presidente e o Estado Novo se organiza com a eleição do General Dutra, os sindicatos ainda atrelados aos ditames do governo passam a participar mais dos assuntos políticos exigindo do governo reinvindicações de cunho social e político. Uma das medidas exigidas pelo movimento sindical foi a revogação do AI-5. Outra medida reivindicatória do Movimento Sindical que embalou esse primeiro período de redemocratização foi revogação do bipartidarismo. Partidos como o Partido Comunista puderam sair da clandestinidade.  É verdade que por bem pouco tempo. A contribuição do Movimento Sindical como um Tentáculo das Lutas Sociais sofrerá mais uma derrota com o Golpe Militar a partir de 1964. As perseguições, intervenções e a cumplicidade dos patrões durante o regime militar transforma radicalmente a esfera sindical. Com o descontentamento da população com as práticas governistas da população, envolvendo um movimento de donas de casas, o MCV (Movimento pelo Custo de Vida) meio que infiltrados os sindicalistas rompem com o silêncio e passam a fazer eco nas manifestações. Mas ainda não se ouvia realmente a voz do trabalhador. Algumas reivindicações foram feitas e já pelos idos dos anos 80 a “Abertura Política” começava a germinar mais uma vez.
       A partir de 1985 iniciou-se nos Movimentos Sindicais, Igreja Católica, Classe Artística, Intelectuais de um modo geral, uma campanha pelas Diretas Já! Personagens como o teólogo Leonardo Boff, fundador da Teologia da Libertação, movimento carismático oriundo da igreja católica com variáveis sociais, Dom Evaristo Arns, entre outros, contribuíram para que acortina de ferro da ditadura militar fosse a baixo.
       A relevante contribuição do Movimento Sindical entre outros na luta pela redemocratização foi o de revogar de uma vez por todas o AI-5.
       Hoje a luta sindical entre os operários está com baixa representatividade. A constatação mais recente é o baixo índice de adesão das categorias as suas respectivas associações. E mais recente ainda temos a retirada do Imposto Sindical, polêmico, mas visto como um alento aos sindicatos de luta com baixa cartilha de filiação. 

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

02:18

Meus dedos. Eu ouço a madrugada perfeita estranha. Não posso rezar hoje. 
Meus dedos.

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

UM DIA DE PAZ COM SEU MONSTRO DE ESTIMAÇÃO

despejei veneno pela casa...
os insetos chegaram para a festa...
sentamos no sofá...
comendo pipocas de micro-ondas
e ligamos a tv
Domingo de mio dia
o veneno era o suficiente
Maradona batia um bolão
e o café esfriava no fogão
o sol lá fora
e nós aqui...
trancados quase sem ar
as bolinhas brancas desfilam pelo teto
são nossas amigas
enquanto alguém liga


Muddy Waters - Live Dortmund, Germany 29/10/1976

eu desligo a tv
e corro pro banheiro trocar o cartaz da festa
agora é uma sessão de jazz e blues
Domingo de tarde
o sol sumindo
e as velhas amizades envenenadas 
sempre com pipocas de micro-ondas

DE COSTAS EU TE AMO BEM MAIS

Nos nossos tempos atuais em que a porra da velhice se apoderou das velhas histórias eu encontrei Linda, uma dessas caçadoras de aventura. Sua estrela era mesmo de liberdade e seu sorriso me abraçava com o tesão de uma adolescente. Eu estava mesmo sem sexo naqueles dias. Ansiava por uma coroa de cinquenta anos que morava do outro lado da ponte e não vinha tendo tempo bom com a saúde, coisas nos ossos e embaixo no pé. Uma tarde ou talvez tenha sido mesmo em uma dessas manhãs despretensiosas, eu fuçava as redes sociais, lançava as redes na rede. De repente um convite de amizade. Eu estava tentando convencer uma ex amante casada a sair comigo para um almoço em um motel, quando Linda se jogou no meio da conversa. 
Parei por uns instantes e fiquei passeando pela sua rede social. As fotos que vi eram agradáveis, uma mulher branca, sorridente, pra mim se a mulher tem foto sorrindo ela tem histórico de foder bem. O que deve ser uma verdade. Demorei um pouco pra aceitar seu convite de amizade. Mas a tara era bem maior que o medo e o maldito orgulho. Ficamos de conversa mole um tempo. Queria saber se ela era conhecida dessa tal amante casada, mas ela se mostrou apreensiva, logo saquei que não era. Na verdade ela perguntou se eu era casado e quando eu disse que não era ela fez justamente isso "Uuuuu"  eu sorri e compreendi que eu estava sendo caçado. QUE MASSA.
(...)

sábado, 7 de outubro de 2017

SEM SALVAÇÃO

Estava lendo um poema do velho safado "ninguém além de você" e acho que esse poema não me ensina porra nenhuma. Primeiro que eu não preciso de salvação. Depois que o que eu sou nem eu mesmo sei. Acho esse poema uma bosta. Parece auto-ajuda. E esse papo de ajudar a outro é duvidoso demais. Ninguém se importa com o outro. Uma coisa é eu aqui sem nada pra fazer e sem ninguém pra me encher o saco, a outra coisa é eu aqui e ter que me rebolar para uma pessoa que nunca estendeu a mão nem para me empurrar na frente de um carro. Todos andam afogados em suas desilusões e torturas individuais, nem servem de adubo, nem servem pra destruir.

NOSSO PLANO DE SAÚDE

meus dedos trêmulos coçando a cabeça cheia
meus dedos trêmulos 
inchados pelo álcool consumido com prazer
meus dedos trêmulos
imigrantes em minhas mãos vacilantes
as mãos de um homem triste
as mãos de um desgraçado 
meus dedos trêmulos esticados ao vento
desconfigurados e sem cor 
a cor que antes era da vida
hoje remete ao fim
um fim delicioso
sem dor e sem medo
aonde o destino
será o rei da senzala e a solidão sua rainha
amo essa desgraça
que seja ela sempre a minha realidade
eu sinto muito nunca ter sido o melhor homem
mas meus dedos trêmulos insistem
em ser cada um seus amigos viciados
em cada garrafa de bebida sem fim
é como se a vida fosse uma base líquida
ninguém tem nada com isso.
A bebida que eu bebi
envenenada a minha alma
foi a sorte de uns poucos
e a falência de tantos outros.

NOSSO DIABO CORTEZ

NOSSO DIABO CORTEZ



um brado apenas
submerso 
noutra voz pequena
bem somos 
reflexo
espelho desfeito
encoberto
---
Quem realçou o Deus da vida
é impossível não coabitar com esse ser
Parece que quem quer que seja
homem, mulher ou bicho
quer ser um com esse ser
é no mínimo curioso
---
tive medo de acordar dentro de uma caixa fechada
sem ar
e todos ao meu redor 
comentar
morreu
---
as palmas estendidas
reflexo de uma não vida
os calos
a sujeira
as unhas sujas
sempre 
causando 
---



TODO MUNDO ODEIA O LULA - SÓ QUE NÃO

Quem foi que disse que bala de rifle não mata ninguém? 
Quem disse isso está redondamente enganado. Por isso devemos saber bem, pelo menos duas coisas: Saber que bala de rifle mata é uma delas e a outra é saber ouvir bem as pessoas. Imagine se eu não parasse para prestar atenção nas palavras de um professor que me diz claramente que a terra é plana e não mais esférica e redonda como antes, ou se eu apenas não desse mais atenção aos dogmas me nos são impostos pelas instituições religiosas? Ou que um partido político, qualquer um, surgisse como o salvador da pátria em tempos de crise? Pois bem, se eu não paro em frente ao semáforo e presto atenção as cores que me avisam do perigo, das regras que devo obedecer, eu certamente causaria um acidente. Portanto é deste modo que devemos saber ouvir as pessoas, as instituições, e principalmente as estrelas. 

terça-feira, 26 de setembro de 2017

UMA MÃE

Dona Terezinha criava seus dois meninos e uma menina. A menina era sua neta. Cuidou deles todos levando comida na boquinha. Muitas vezes doente, saia de casa pra comprar comida e ou trocar um par de calções que fora comprado no tamanho menor. Não tinha jeito. Ela fazia o que toda pessoa do bem faria, só que nem sempre os meninos se sentiam bem com isso. Mas foi assim que ela os criou. Tinha um toque por lavar roupa. Bem, o gato na água facilitava seu empenho. Se não fosse isso, eu acredito que as roupas eram lavadas de duas em duas semanas. Mas o almoço estava sempre quentinho.  É bom salientar que os meninos de dona Terezinha estão com 48/45/21 respectivamente. 

UM ROMANCE TRISTE DEMAIS PARA TER UM FINAL

A segunda grande guerra entre os invasores da liberdade e os reacionários da segurança explodiu. Uma bomba sem poesia esticada ao rolo de sangue jovem e imaturo. Uma manhã de 1935 em que as flores de bom dia resolveram não abrir. Ficamos deitados na rede ouvindo as músicas sertanejas no rádio. O dia amanheceu sem o sol quente de costume e as galinhas ainda estavam empoleiradas. O café posto na chaleira esperava somente aquele ponto de ebulição para despertar a coragem de levantar e correr para que não derramasse e sujasse o fogão, na verdade molhasse a lenha. O rádio toca músicas regionais, nacionais e também devido o intensivo doutrinamento estadunidense somos bombardeados com as pérolas do rock. O que influenciou muito jabuti por aí. Desci da rede correndo que o café tava cheirando já e ia derramar, por sorte nenhuma gotinha se perdeu. arrumo as canecas sobre a mesa e vou enchendo de café, forte, doce enquanto Mirian balança na rede. Ela amanheceu linda - como habitual - ela cada vez que me olha sempre me arranca um pedaço, seus olhos compreendem minha loucura, somos desligados da urgência de viver... apenas vivemos. O sorriso dela diz o que todo homem quer escutar de uma mulher... sou sua, sou toda e totalmente sua e sou livre... Miriam é uma dessas mulheres que paixão nenhuma romperá seu caso com a liberdade. Miriam me acompanhou com seus olhos felinos até a mesa peguei minha caneca de café e bebi uma golada encarando sua beleza jovial e cheia de harmonia ouvíamos Francisco Alves "nem é bom falar" apanhei sua caneca e nos sentamos na beira da rede.Nada do sol e a casa parecia também não querer acordar. Eu estava apaixonado por aquela mulher. A música foi interrompida para mais uma notícia sobre a guerra. Paramos de beber o café. Acendi um cigarro e levantei. Meu amor continuou na rede. Apanhei a garrafa de conhaque e me sentei à mesa levei o rádio. Sete horas da manhã. Miriam passou para o banheiro. Jovens brasileiros seriam alistados para fazer parte da guerra noticiava o repórter Esso. (continua)

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

NADA DEU CERTO - NADA

Aos poucos anos de vida que já vivi. 
Uma dor escorre do meu olho em um precipício flamejante e inóspito. Feito um corredor de hospital. 
Quem segura as pedras que despencam no desfiladeiro, no barranco, 
é como costumamos chamar. 
As pedras carinhosamente cumprem seu papel e não podem voar. Elas não podem cantar. E se cantam ou desfilam sob o espelho dàgua é por que lhes foi dado uma dinamite em seus sonhos mais promíscuos. Sonhos. Eu não quero sonhar. 
Uma cortina é o que são os sonhos. Uma cama encharcada de lama é o que são os sonhos. Prefiro me embriagar agora. Chorar minhas pedras. Enormes pedras que destruí dentro de mim. A civilização me destruiu. As dores surgiram depois que eu me tornei um civilizado. Deveria ter seguido meu caminho... Inútil e desgraçado, hoje teria menos complicações. Mas resolvi desafiar minha estrela de Davi, seja lá o que for isso, (sempre quis escrever isso). Detesto os que sonham... amo desesperadamente os que se perderam dos seus sonhos reais... que mendigam suas vidas e respiram sem precisar de força...
são nossos fracassos que nos enchem de força
são nossos demônios que nos erguem sempre pela manhã 
famintos
sedentos 
em destruir outra manhã dos pássaros cantando
dos corações apaixonados
dos cordeiros da salvação
danen-se seus filhos da puta
vou brindar na profundeza do Hades com suas mães 
e gozar meu sangue dentro de suas vaginas 
mesmo que eu seja condenado
mais um demônio enfim...
serei eu finalmente.

RASTROS IMPRESTÁVEIS

Nunca vamos nos encontrar de novo. Meu medo era que isso acontecesse comigo como de fato aconteceu. O que nos aguarda depois daquela esquina além de mais terra ou a sorte?  nunca saberemos. Nunca. Bem, ao menos estamos desfrutando dessa magia que ainda tentamos explicar. Quando as coisas não estão bem, voltamos ao bar, quando as coisas estão bem, não queremos sair do bar. Mas em tudo isso podemos dizer que nem isso é garantidor de nossa existência. Esfrego minhas costas com os dedos e sempre tiro grude, poeira que me adoece. A dor de ter perdido você é misturada com a minha esquizofrenia de me sentir livre... uma liberdade piegas. Uma maldita liberdade. Você pode me ouvir quando eu penso em você? Pode?

O pedaço de nós que largamos durante a jornada de alguma maneira terá seu fim. Mesmo que a poeira sirva para apagar os nossos rastros imprestáveis ela também encontrará uma cessação. Desculpas. 

domingo, 24 de setembro de 2017

DEUS - PRODUTO DE CONSUMO PRODUZIDO PELO CAPITALISMO

A humanidade, esse aglomerado de seres que habitam um pequeno planeta na imensidão do universo. Bem poucos devem prestar atenção nesta frase infeliz carregada de muitas intensões e interesses. O planeta nem sempre foi visto como um pequeno ponto de luz imerso no universo. 
Vamos lembrar do GEOCENTRISMO, ou do universo geocêntrico, teoria defendida por ninguém menos que o camarada ARISTÓTELES. 
Um certo Cláudio Ptolomeu foi quem, sabiamente, concluiu que a terra era realmente o centro do universo. 
Mas esse papo sempre começa com os viados gregos, seus delírios, suas drogas nem sempre mencionadas, e todo um manto de doutrinas banais. E o outro lado do mundo, como pensavam? 
sempre somos levados a pensar que o mundo aconteceu do gozo de um deus grego, viado e cheio de pudor. Uma boneca que pensa... uma Barbie que pede pra mamar - se fosse hoje em dia - 




Créditos:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Geocentrismo
https://www.google.com.br/search?biw=1366&bih=662&tbm=isch&sa=1&q=arist%C3%B3teles+&oq=arist%C3%B3teles+&gs_l=psy-ab.3..0l4.29055.29974.0.31105.6.6.0.0.0.0.168.500.3j3.6.0....0...1.1.64.psy-ab..0.3.456...0i24k1j0i30k1j0i8i30k1.0.1X3hAti-T0E#imgdii=r6VljGcMijMmFM:&imgrc=42H7xh4AV2FQxM:
https://mundoestranho.abril.com.br/geografia/como-foram-erguidas-as-piramides-do-egito/
http://antigoegito.org/referencias-bibliograficas/

sábado, 23 de setembro de 2017

A PARTEIRA 1 parte 2

Os gatos apareceram do nada naquela noite. Muitos gatos em cima do muro, pelas calçadas e alguns gatos caminhavam entre as pessoas, poucas pessoas na verdade. As sete da noite eu me dirigia para mais uma noite fria e solitária. Uma fugitiva sozinha e com fome. Ouvi uma sirene ao longe que me recortou a sirene do abrigo. Parecia a Universidade que recebia os corpos dos meninos. O que aqueles corpos fariam ali?

Desculpe senhora, existe uma lei que nos permite saber o nome das crianças que foram trazidas para estudo. O senhor me desculpe, mas depois que é feito a doação ou até mesmo o recolhimento e se o prazo estiver vencido, o senhor deve saber, três dias, este é o prazo, então, me desculpe. Nada de nomes. Mas senhora, pode ser o meu filho. Eu fui entrando na salinha de recepção e fui ouvindo aquela ladainha. Me aproximei e perguntei por Boris. Boris? Eu disse, sim o Boris está? A velha gorda me reconheceu e sorriu, fez com os olhos o gesto para eu ir para a direita. A ladainha continuou. Entrei em uma sala e lá estava o meu amigo Boris, sentado em frente ao seu velho notbook pornográfico comendo uma coxa de frango. O que faz aqui sua maluca assassina? Eu estou com fome, fugi faz dez dias e ainda não comi e nem dormi direito, o que você pode fazer  por mim? Venha, vamos fazer um sexo gostoso. Depois que eu chupei aquele desgraçado e ele me enrabou ele me deixou tomar um banho na pia e dormir na mesa gelada dos cadáveres. Fiquei ali até amanhecer. Antes da troca de turno ele me serviu um café com bolachas... foi a última refeição que aquele porco me serviu. Sentada naquela mesa de mármore fria abri minhas pernas e ele veio me chupar... bati com toda força sua cabeça contra a pedra... seu sangue ensopou minha vagina... quase gozei... pulei pra cima dele e bati sua cabeça três, quatro, cinco vezes até sentir que a sua respiração havia parado. Agora era sair dali o mais rápido possível. O corredor ia dar em uma escadaria que dava pros fundos da Universidade, logo alguém iria chegar para render aquele porco. Eu subi no muro, espantei os gatos e pulei fora.

Amanheci em uma sacada enrolada com jornais velhos. Dois mendigos estavam ao meu lado. Ei moça, seus cabelos estão sujos de sangue. Não ligue velho tolo. Ela está menstruada. Rimos juntos e um dos idiotas me serviu uma garrafa de cachaça, bebi. Sentamos esperando o sol amadurecer as frutas para o café da manhã. Alguém abriu uma lanchonete e aquele cheiro de café invadiu o meu juízo, não me contive, levantei e fui até a lanchonete. Bebi um café pequeno. O jovem veio me cobrar mas parou estatelado olhando para meus cabelos sujos, quer um boquete garoto? Ele consentiu e eu o chupei por trás do balcão. Ainda era cedo quando a polícia deixou a universidade. O corpo do porco ainda sangrava. Eu pude ver aquele nojento comedor de rabo se foder indo para o inferno. Era lá o seu lugar. Vi o diabo acenando para mim me agradecendo enquanto chicoteava o corpo do porco com seu rabo em chamas... uma cena agradável.

 Os velhos estavam sentados em um banco desses quebrados, que servem somente para os mendigos. Eu ainda era uma fugitiva, eles não sabiam, e eram presas fáceis e de certa forma um bom álibi para me manter escondida, entre os velhos mendigos, bêbados e mau cheirosos. Eram gente como eu. Loucos e assassinos de uma realidade... a dos outros. Vocês, velhos bêbados, comem o que durante o dia? Sempre jogam o lixo do restaurante popular as duas, se der tempo, e a gente ainda tiver sóbrios sempre comemos nesse horário. Eram dez pras nove.  Teria que fazer alguma coisa até lá. Lembrei do menino da lanchonete... fiz outro boquete nele, dessa vez ele demorou a gozar, estava com câimbras no maxilar de tanto socar aquela pica dentro, mais e mais  dentro de mim,  ele finalmente gozou e me deu uma torrada com uma grande xícara de café. Eu te abençoou garoto gozador... espero que você viva mais do que eu...Eu saiu daqui as três horas. Eu vou te esperar garoto. Depois do lixo do restaurante popular ser colocado nas vasilhas, nós, os mendigos corremos para juntar nossa refeição. Comemos peixe com batatas naquela tarde. Os gatos nos desafiavam e sempre conseguiam roubar mais do que nós. Descansava embaixo de uma escadaria e fumava um cigarro... aquele rapaz saia da lanchonete de bicicleta e passou sem me ver. Resolvi ir por um atalho e encontrei-o em uma praça com bastante árvores... ele sorriu e foi o seu último sorriso. Pulei no pescoço dele com uma lâmina de espelho corteio certeiramente entre a jugular e a aorta seu sangue espirrou em minha boca... ele não teve chance de respirar. Caiu quieto. Bebi sua porra e agora seu sangue. Filho de uma puta. Corri dali. Uma criança suja me viu. Desapareceu entre as árvores. A polícia logo chegaria ali.

Depois que minha irmã foi levada para a delegacia nunca mais eu a veria de novo. Ela ficou sob a custódia de uma vizinha que a maltratava muito. Bem, como eu soube disso? Escute a história e se faça de bonzinho. Quem sabe eu consiga ter compaixão de você.

A PARTEIRA 1

Acorda.
Tá na hora... você vai se atrasar de novo.

Revirou-se na cama, puxou o lençol e cobriu a cabeça.

Hoje é feriado, meu feriado.

Feriado? de que? Deixe de preguiça e cuide

Ah, não me amole... eu matei uma pessoa ontem.


Virou-se e fez cara de espanto...

É isso mesmo... depois que ele saiu do quarto... eu a mandei pro inferno... seu filho ainda amamentava.


A velha rua continuava suja. Latas de tintas velhas, móveis velhos, restos de comida, ratos, esgoto e água escorrendo pelos aceiro da calçada. Os meninos corriam de um lado para o outro. Nada mudou por ali. Nada. Cheguei em frente ao antigo barracão onde costumávamos jogar futebol de salão. A ruína tem seus herdeiros, é verdade, e aquelas crianças estavam herdando todo aquele luxo. O sol daquele dia estava se despedindo. Ouvi gritos de mulheres velhas, negras, chamando seus meninos afortunados para o banho. Alguns meninos atendiam ao chamado... outros sentavam nas calçadas molhando os pés na lama. Soltei minha maleta na calçada perto de um desses meninos. Um deles veio por trás de mim, sorrateiro, eu me virei e fiz cara de espantada. Ele sorriu, baixou a cabeça e perguntou quem eu era. Respondi sorrindo... me diga garoto, aonde estão as pessoas que moravam ali na casa verde? A senhora é a dona? Não. Ela deve ser a louca que fugiu do abrigo. Não diga isso. Meninos, eu sou a louca que fugiu do abrigo... Todos se levantaram e correram até dobrar a esquina.

A noite chegou. Fria e suja. Lixo pra todo lado. Poucas luzes restavam. Um quadro estranho e familiar ainda respirava naquele ambiente. As janelas fechadas deixavam a rua mais solitária. Apenas alguns meninos e eu. Sentados com os pés na lama, mais rala agora, escorrendo pra um ralo na esquina. Alguns ratos zonzeiam a calçada a procura de restos. O frio foi aumentando e a molecada da rua foi desaparecendo entre as sombras e esquinas. Fiquei só. Meu primeiro dia como fugitiva. De volta a cena de onde tudo havia começado. Tudo que plantaram contra mim. Tudo que me fizeram acreditar. Lembrei de uma canção que minha mãe cantarolava antes de sua agonia para a morte. A voz dela roía minha cabeça como um serrote na madeira verde, infinito, tosco, doía, doía. Eu a calei. Ela me olhou pela última vez agradecida, sua lágrima era de felicidade, eu sei, ela parou com aquela música infeliz... Jesus vem nos salvar, o cordeiro de deus vem nos salvar, - Encontrei um menino deitado embaixo de uma choupana ele respirava calmamente. Me aproximei e deitei ao seu lado.


Quantos policiais na frente da casa da dona França. Três viaturas. Uma samu. um rabecão. Tem muita gente ao redor. Disseram que a dona França foi assassinada. Estão levando Deise para dentro do camburão. Ela sabe de alguma coisa. A mais velha não apareceu, dizem que durante a noite, ela pegou um táxi e sumiu. Com certeza vão encontrá-la. Raquel, a mais velha, será?


Acordei antes do sol clarear. Minhas mãos estavam congeladas. A criança ao meu lado parou de respirar. Soltei um suspiro e me sentei, acendi um cigarro... vi um garoto de longe que me olhava assustado. Eu o chamei ofereci um cigarro ele se aproximou. Conhece esse infeliz? Sim senhora. Quem era ele? O tintin era filho do açougueiro. Hum, sei. e agora o que farão com ele? Eles chamam a polícia e levam pra universidade. A gente sempre recebe uma grana quando um de nós morre de frio. A senhora viu que ele morreu de frio, né? Claro. Claro, eu não toquei nele a noite inteira. A barra do dia despontava por trás das casas velhas, úmidas de sereno, pichadas, sem rebocos, cheias de mofo, algumas luzes se apagavam e um cheiro desgraçado de café começava a fazer raiva. Era preciso sair dali, logo os policiais estariam para recolher o corpo do menino... fui indo em direção da praça da estação aonde eu havia chegado. O bar ao lado do barracão abriu. O velho barrigudo colocou a garrafa de café sobre o balcão bem na hora que eu entrei... Um café senhora? Sim, dos grandes. Uma sombra branca passou diante dos meus olhos. olhei pro alto e não vi nada. Essas coisas de novo. Não sou de crer em vida depois da morte. Morreu acabou. Lembro bem de quando fui socorrer a prima de minha tia, sua casa velha, sem iluminação, de barro, coisa muito ruim. Ela estava com três dias que chorava e sangrava sem deixar o menino sair. Eu fui ver aquilo de perto. Tinha só doze anos. Mas eu estava curiosa. O café senhora. Sim, obrigado. Quando cheguei lá tinha umas duas mulheres segurando suas pernas ela gritava, gritava, gritava... teve um momento em que ela diminuiu a voz e eu aproveitei para me encostar na cama... ela me olhou triste e feliz... eu entendi o que ela queria, o que ela me pedia, com os olhos, olhos vermelhos e secos de dor, ACABE COM ISSO DE UMA VEZ,  era isso que ela me pedia. As mulheres continuaram lá fora, rezando, cantando... eu sai correndo bem no meio delas... elas pararam de cantar e começaram a rezar e a rezar... uma delas se levantou e entrou no quarto, a criança estava deitada sob o corpo da mãe de olhos arregalados e sem vida. A polícia foi chegando. Eu estava olhando o menino falando com uma moça policial. Ele apontou para a esquina e depois para a praça. A policial nem se virou. Tomou nota e entrou no carro. Alguns minutos depois uma camionete com um adesivo da Universidade Campinas do Sul, chegou e levou o corpo do moleque.


 


quarta-feira, 20 de setembro de 2017

FODER É VIDA






NO INÍCIO...
Bem no início, mas bem no início mesmo... onde nenhuma merda havia sido feita ainda...
fez-se.
E passamos a existir.
gente de toda cor, forma, cheiro, tamanho e gente muito feia, puta merda, como tem gente feia nessa bagaça...
Se não fosse as trepadinhas que ocasionalmente vamos descolando por aí, essa história ia ser foda de encarar.
Acordar e olhar o mundo do jeito que desenharam, pronto, sem poder dar nenhum pitaco, nem mexer na tinta, puta merda... 
A merda toda é que vamos trepando e logo, logo, essa porra tá cheia de gente que também quer trepar, trepar e trepar.
A porra da concorrência só aumenta.
Mas tem coisa melhor?
Vamos foder gente
Vamos foder sem medo
vamos foder com todo mundo

ALHO - O BOM SENSO RECOMENDA - A CIÊNCIA VALIDA

O consumo de alho é um hábito milenar. 
Consta na literatura que civilizações antes
 do suposto Cristo 
já o consumiam. 
Enumerei alguns benefícios, segundo o senso comum, que o consumo de alho cru ou cozido em forma de chá trás para nossa vida.   
Vamos lá:
1. Faz um bem danado ao coração. 
2. Diminui a porra da pressão arterial.
3. Emagrece, por que controla o maldito colesterol ruim. Mas esse papo de colesterol é cheio de picuinha, tipo o consumo de ovo, ora é bom outra ora é um inferno. 
Vamos ao que interessa...
4. Reduz a inflamação. 
5. Fortalece o nosso sistema de defesa natural do corpo, aquele que combate as doenças... vixe! vamos viver eternamente.😋
6. Combate a tosse, deve ser bom pra quem fuma, fica a dica.
7. Acelera a recuperação de gripes e resfriados, aqui é hora de beber aquele chazinho de ALHO COM LIMÃO. Mas tem gente que gosta de beber conhaque de alcatrão com mel... a dica é fazer do alho o tira-gosto.
8. Combate as lombrigas e melhora a respiração.
9. MAIS IMPORTANTE  melhora, previne, faz reagir e dá mais desempenho na hora do "vamo ver" da "trepadinha" - o lance é comer bem o ALHO  e a patroa. Ou o patrão. 🙌🙌

O BARATO MESMO É CONCILIAR ESSA PORRA DO ALHO COM HÁBITOS SAUDÁVEIS
NÃO FUME
CAMINHE
COMA MENOS AÇÚCAR
EVITE O CONSUMO DA CARNE VERMELHA(MENOS A CARNE MIJADA)
COMA AVEIA
E FAÇA SEXO.
COM A PATROA, A VIZINHA, A TIA, A MÃE, A VÓ, A GALINHA... IMPORTANTE É FAZER.

Fonte que me ajudou nessa lista: 
https://melhorcomsaude.com/7-beneficios-alho-mel-em-jejum/
http://www.saudedica.com.br/3-beneficios-do-alho-para-homens/
OBRIGADO. 

Blog do Renatão: A resenha-prêmio

Blog do Renatão: A resenha-prêmio: Com considerável atraso, pela dificuldade em encontrar o livro, segue aqui a resenha com que foi premiada, na promoção do blog, a seguidora ...

domingo, 17 de setembro de 2017

FOUCAULT - A HERMENÊUTICA DO SUJEITO

Os prefácios:
Nota: A palavra "hermenêutica" trás o significado de "arte ou técnica de interpretar e explicar um texto ou discurso", entretanto, em uma analogia superficial, podemos inquirir que o autor pretende interpretar e explicar o objeto de sua investigação, que é o homem, de uma maneira historicista. 

  • Apresentam-se de forma bastante clara e de fácil compreensão a metodologia e o procedimento da maneira como foi escrito o livro. 
  • Proporcionado pelo uso dos gravadores enquanto as aulas foram proferidas, assim foi produzido o livro, do uso das gravações do seu discurso.
  • Michel Foucault ensinou no "College de France" e onde teve seus últimos dias de vida.
  • A disciplina ministrada por Foucault era a "história dos sistemas de pensamento".
  • Foucault passou suas aulas falando para "ouvintes" em vez de "alunos registrados", e nem por isso, seus discípulos eram em menor número.
  • O jornalista Gerard Petitjean descreve o professor como um homem "dinâmico, decidido, como alguém que se lança nas águas, salta algumas pessoas para chegar à sua cadeira, afasta os gravadores para colocar os papéis, tira o paletó, acende uma lâmpada e sai a cem por hora".
  •  Foucault sente falta das perguntas durante as suas aulas, mas o tempo é pouco para suas tantas informações. 
  • Para Foucault a arte de ensinar é ser e estar sendo sempre um pesquisador. Assim conduzia seus ensinamentos.
  • Página 4 - Foucaut se refere à uma reflexão realizada sobre o tema das "relações entre subjetividade e verdade" em que usou o "regime de comportamentos e prazeres sexuais na antiguidade": O regime dos Aphrodísia. 
  • Era realmente no regime dos Aphrodísia e de modo algum na moral chamada cristã, ou pior ainda, chamada judaico-cristã, que se encontrava o arcabouço fundamental da moral sexual europeia moderna.
  • O que vamos tratar é em que forma de história foram tramadas, no Ocidente, as relações, que não estão suscitadas pela prática ou pela análise histórica habitual, entre estes dois elementos, o "sujeito" e a "verdade".
  • A noção do "cuidado de si mesmo" - noção grega muito complexa "Epimeléia heautoû" para os Latinos "cura sui".
  • Epimeléia heautoû é o cuidado de si mesmo, o fato de ocupar-se consigo, de preocupar-se consigo.
  • Para estudar as relações entre "sujeito e verdade" usando o Epimeléia heautoû, que a comunidade filosófica não deu tanto crédito, é no mínimo paradoxal e sofisticado.
  • Por que a questão do conhecimento, do conhecimento por ele mesmo, o sujeito, foi originariamente formada da prescrição Délfica "Gnôth seautón" - conhece-te a ti mesmo. 

fonte:


  • https://www.significados.com.br/hermeneutica/ (18/09/2017) 12:59
  • http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1809-68672008000200008 (17/09/2017) 10:33




sexta-feira, 15 de setembro de 2017

A Invenção do Trabalhismo - Sinais da Modernidade na Era Vargas - O Estado Novo, o que trouxe de novo?


A INVENÇÃO DO TRABALHISMO
Ângela da Castro


  • É justificável falar da República Velha - A Questão Social  vista como caso de polícia - o Governo era controlado pelos burgos agrários - violência contra todos os movimentos Sociais e Sindicatos - Os sindicatos cooperativistas.
  • Grupo político apoiador dos Sindicatos eram Socialistas - Franceses e Alemães - Defesa dos Operários nas Eleições.
  • Os Anarquistas inicialmente e depois os Comunistas vistos como inimigos do País.
  • A repressão aos movimentos operários não estava surtindo efeito - Cria-se a necessidade de repensar o modelo de Governo em relação ao Movimento Operário.
  • A revolução (Golpe) de 30 - A mudança no tratamento das Questões Sociais - O reconhecimento por parte do Governo dos "Direitos Trabalhistas e Sociais (Previdenciários)"
  • O controle ao Movimento Operário: Criação do MTIC, Os Sindicatos controlados pelo Governo, os Benefícios Sociais atrelados ao ingresso no sindicato, expulsão de líderes sindicais "comunistas", o imposto sindical.
  • O "Pacto trabalhista" estava criado e sendo satisfatoriamente posto em prática. 
  • A lógica e o contexto político do Estado trabalhista - o pacto da classe trabalhadora com o estado.
  • A ideia central: A adesão da Classe trabalhadora - Através de uma política Social de Produção - Implementação de Leis no Mercado de Trabalho.
  • A ideologia do Estado Novo: Novo  +  Nacional - Modernização + tradição - Uma cultura política na qual os intelectuais se destacaram (o Estado como Pai e Orientador) 


SINAIS DA MODERNIDADE NA ERA VARGAS:
VIDA LITERÁRIA, CINEMA E RÁDIO 
Lúcia Lippi


  • Os três campos de atividade cultural: 
  • 1930 até 1940 um sinal dessa modernidade durante todo o processo político foi a ampliação do público aderindo ao percurso.
  • O povo agora era compreendido como "massa de manobra".
  • A VIDA LITERÁRIA: 
  • Os Intelectuais aproveitaram o momento político para contribuir COM SUAS OBRAS com diagnósticos e projetos de salvação da nação.
  • Os livros Nacionais ganham competitividade com os estrangeiros.
  • José Lins do Rêgo - Ciclo da cana de açúcar - A decadência da velha aristocracia rural.
  • As editoras florescem - Com a revolução (golpe) e a nova classe média preocupada com o país e seus problemas criaram um mercado novo.
  • O pagamento antecipado dos direitos autorais visto com ousadia pela editora José Olimpyo, superou a crise que se abatia.
  • A obra de Getúlio Vargas - A nova Política do Brasil - onze volumes - 1938/1947
  • A censura - os livros comunistas - A comissão nacional de repressão ao comunismo.
  • Pós-30 - O jogo de disputa sobre qual o regionalismo daria base a melhor sociedade brasileira.
  • Os livros de Jorge Amado, bahiano - regionalista que valoriza o homem mestiço.
  • As obras de Érico Veríssimo, gaúcho; Carlos Drumond de Andrade, mineiro; Cândido Portinari, paulista; seguiam na disputa.  
  • CINEMA:
  • Foi bem recebido no Brasil.
  • Os filmes mudos eram acompanhados por música ao vivo.
  • 1920 o filme falado. Fundada a Cinédia companhia de cinema.
  • Carta de Monteiro Lobato para Anísio Teixeira relatando o cinema falado, sua esposa comenta: "somos tão atrasados, que pena não termos a inteligência do povo de lá" (o povo rejeitava a língua inglesa)
  • O Estado ainda não interferia.
  • Pós-30 o governo reconhece a atividade e nacionaliza a CENSURA - antes praticada somente nos municípios.
  • Os filmes brasileiros agora teriam uma metragem de filmes obrigados a estar na programação.
  • Roquete Pinto - Decreto de curtas - direito a dois filmes.
  • 1934 a Comissão de Censura passa para o Ministério da Justiça e negócios Interiores - É criado o Departamento de Política e Difusão Cultural DPDC - O DPDC vira o DIP ligado exclusivamente ao Presidente da República. 
  • Getúlio e a importância do Cinema:"É um fator de instrução, elemento de cultura, o livro das imagens luminosas, onde o povo aprenderá a amar o Brasil, para os analfabetos disciplina pedagógica perfeita, para os letrados admirável escola de aprendizagem".
  • Após 1934 as duas linhas de propor o cinema se separam - A educativa e a Propaganda.
  • RÁDIO:
  • 1922 - O rádio - Transmissão do discurso do Presidente Epitácio Pessoa e a ópera O Guarani.
  • Os proprietários dos primeiros rádios deveriam registrar os aparelhos e o Estado deveria controlar as transmissões.
  • 1923 - Primeira emissora - A rádio Sociedade do Rio de Janeiro.
  • 1930 - As pessoas eram tidas como sócias das emissoras
  • Racionamento de energia - 1930, 1940, 1950.
  • Primeira mobilização Politica - 1932 - Revolução constitucionalista em São Paulo.
  • 1931/1932 - O Governo profissionalizou o rádio.
  • O rádio como meio sistemático de vendas.
  • As pessoas tiveram seus hábitos alterados.
  • As partidas de futebol transmitidas pelo rádio Educativa.
  • A novidade se deu sem permissão prévia do governo para as propagandas comercial no rádio.
  •  O rádio muda sua programação: Música, programas de utilidade pública e humor.
  • Transmissão dos comícios de primeiro de Maio. 
  • O rádio realizava um trabalho fundamental de propaganda do Governo criando uma identidade nacional simbólica.
  • O programa de rádio repórter ESSO,  transmitido pela rádio Nacional, "o primeiro a dar as últimas" e "testemunha ocular da história"
COMO NOS TORNAMOS AMERICANOS
  • As transformações na sociedade brasileira do governo Vargas e o impacto da segunda guerra mundial foram significativos para alterar a noção que tínhamos de nação
  • Havia uma rejeição ao modelo norte-americano de ser - França x EUA. Disputavam-se entre si e entre os brasileiros. Artistas sofreram com isso.
  • A POLÍTICA DE BOA VIZINHANÇA - Aproximação com os EUA - No governo Roosevelt.
  •  O americanismo, ideologia para combater o fascismo (Italiano) e o Germanismo (Alemão)
  • Foi o cinema que impulsionou o progresso do Americanismo nas Américas e no mundo.
  • Foi preciso mudar a maneira de pensar sobre os vizinhos - para os EUA nós éramos "bandoleiros" - para os latinos os EUA  eram arrogantes. 
  • A criação do Office of the cordinator of inter-American affair marca esse momento da cultura EUA no continente Latino.
O ESTADO NOVO - O QUE TROUXE DE NOVO?
Maria Helena Capellato


FONTE:

http://blogln.ning.com/forum/topics/o-governo-vargas-e-a-invencao
SINAIS DA MODERNIDADE NA ERA VARGAS:VIDA LITERÁRIA, CINEMA E RÁDIO 
Lúcia Lippi pdf SIGAA UFRN 2017.1

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

SOCIAL 2 - os porcos invasores da América Latina

Frutos de um colonialismo selvagem ainda hoje somos desmerecidos, desrespeitados, humilhados, escravizados pelo resto do mundo. 
Somos em vinte países.
Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, El Salvador, Equador, Guatemala, Haiti, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana, Uruguai e  Venezuela.
Temos por nossos colonizadores:
 Portugal, Espanha e França.
Essa colonização selvagem desencadeou a língua materna que cada País possui.
Mesmo que você questione sobre as pessoas em regime de escravidão, estas e suas culturas foram suprimidas, banidas da vida social, prevalecendo a cultura colonialista predominantemente selvagem.
O que enxergamos nos dias de hoje que possamos remeter aos dias do passado? 
Poucos avanços sociais são percebidos, ainda sofremos uma invasão colonial cultural selvagem que dificulta nosso povo, mestiço, de desenvolver a cultura "nativa" em nosso meio. Somos ainda uma geração subserviente, capaz de adotar as mazelas e maus costumes do branco europeu, do branco estadunidense como sendo costumes super desenvolvidos, evoluídos, sagrados e generalizadamente aceitos e praticados. Um mal exemplo são as roupas, digo, o estilo das roupas, veste-se como o outro, um tempo atrás vestia-se como um moderno francês, atualmente vestimos jeans, camisetas, e tênis. Um modelo estadunidense clássico e medíocre. A evolução do Latinos parou de vez com os arranjados políticos, as medidas de desenvolvimento e de urbanização; as investidas sagradas com os missionários cristãos; os grandes golpes políticos, os engôdos que até hoje sofremos com o bombardeio midiático nos enlouquecendo e nos aprisionando. Uma hora somos a sétima nação em desenvolvimento no mundo, ou quase isso, depois despencamos para trigésima quinta ou mais que isso, em um momento somos a nação do povo do futebol, atualmente sentimos vergonha de afirmar isso, nossa arte nunca foi tão destacada assim, é fato, salvo os copiadores europeus dos clássicos e ou os copiadores estadunidenses com seus estilos musicais. Nisso eu sou chato, temos coisa bem melhor por aqui. Mas fomos literalmente castrados em nossos desejos e criatividades. 

Fontes: http://www.suapesquisa.com/geografia/america_latina.htm 

O GRANDE IDIOTA - O X-9 DA VEZ

Vamos ser fortes! 
O denunciante está de brincadeira, só pode. 
Vamos entender o espírito dessa delação, digamos, oportunista. 
O nobre denunciante Antonio Palloci, antes um estimado líder do partido dos trabalhadores, agora um mero boneco de totó na bancada dos tucanos, está muito equivocado em suas palavras recentes em depoimento ao senhor Juiz Moro. Mas isso é apenas a minha opinião. 
E como eu não sou ninguém no jogo das opiniões formadas 
- nem vou ser -
 apenas manifesto a minha indignação.
Pois bem, em resumo, estamos pondo a roupa suja para lavar em casa. Toda a "sujeira" está sendo retirada debaixo dos tapetes, louvável, mas o que me "Encuca" é se não estamos deixando de investigar com maior rigor, mais profundidade, mais minunciosamente, os fatos que estão acontecendo agora.Hoje. 
Bem, vejamos, imaginem que sou o denunciante e que bem antes da minha primeira delação eu sabia de coisas que me livrariam de uma pena mais complicada, por que, então, eu não as usei para me ver livre de todo esse tempo preso?  
Parece que houve um sugestivo acordo entre as partes interessadas para favorecer ao lado "negro" da força. 
Eu não quero ser o porta-voz de teorias da conspiração, não, não quero, mas que é muito estranho que o Senhor denunciante só venha querer revelar seus conhecimentos agora, ah! isso é.
 Concordam?  

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

"the old Nick" - O Pateta

INSPIRADO EM "O PRÍNCIPE" DE MAQUIAVEL

Conta a minha doce mãe a história de um caboclo matuto e preguiçoso que de tanto azar que tinha um dia a peste da sorte lhe sorriu descaradamente. Pois casou com a filha de um Rei 
e viveu os restos dos dias na bonança. 
Mas como mesmo em uma história assim, fantasiosa e cheia de lições, este matuto teve que fazer uma aventura para poder chegar aos portões do castelo, 
aonde a filha do Rei, adoecida, esperava por um príncipe que a tornasse a saúde e a vida. 
Pois bem, esse foi o matuto que se deu bem, e a história dele, 
que vou ter que introduzir aqui 
será o pretexto para introduzir também a patética 
história do "The old Nick". 
Saí de casa com massa e Pita. Pita matou sete. Dos sete escolhi o melhor. Atirei no que vi e matei o que não vi. 
Com as palavras santas, assei e comi. 
Esta é a aventura do matuto, resumida, é claro. 
O que chamo a atenção dos senhores (as) como introdução ao que pretendo vos dizer está no trecho 
"Atirei no que vi e matei o que não vi." 
Faço uma ponte com a biografia do florentino Pateta. Somente no período em que ele esteve preso e exilado, justamente no tempo que resolveu escrever o seu livro suborno "O Príncipe". (continua)




fontes:
http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2013/02/130215_maquiavel_prisao_pai.shtml (08:15) 31/08/2017
https://passeiosnatoscana.com/2013/12/08/maquiavel-e-seu-livro-o-principe/ (08:39) 31/08/2017
http://biomania.com.br/artigo/nicolau-maquiavel (08:48) 31/082017
http://heiime.blogspot.com.br/2013/11/a-obra-de-nicolau-maquiavel.html#.WagEKciGPIU ( 09:43) 31/08/2017

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

RAÇA E PROGRESSO - FRANZ BOAS - UM SEMINÁRIO

UFRN, 2017.1 - 2º SEMESTRE


       A antropologia de Franz Boas é considerada uma antropologia histórica. Mas a antropologia, em seu início, viveu por um longo período pregando o evolucionismo cultural, baseando sua doutrina na classificação biológica. Os séculos 19 e 20 são o berço dessa doutrina. O problema com a biologia está em determinar sua exclusividade para as investigações e experiências. 
       No texto que vamos tratar aqui, Raça e progresso, o professor Franz Boas tece críticas à esta doutrina.  Primeiro o professor Boas aponta três aspectos fundamentais como problemas doutrinais. São eles as implicações sociais e econômicas; os aspectos biológicos e psicológicos; e ainda uma terceira questão que é a motivação social daquilo que está acontecendo.
       O professor abaliza o fato social norte americano ocorrido entre os negros africanos que foram submetidos a trabalhos escravos em plantações de tabaco, café, os chamados produtos tropicais como causa exemplar de sua pesquisa desmistificando a doutrina biológica do evolucionismo. O ocorrido se dava pela mistura entre senhores brancos e as mulheres negras escravas ocasionando uma diminuição no número de negros puros. (cont) 

sábado, 26 de agosto de 2017

NO MAIS, NADA.

Nada, talvez, me alegre hoje. E você, meu amigo leitor, o que lhe alegra hoje? Uma chuvinha na hora da caminhada na beira da praia seria ótimo, mas nem isso acontece. O sol resolveu sair da caixa de pandora. Feito a esperança, eu me escondi debaixo dos cobertores nesse Motel barato. Nada me alegra hoje, talvez. Se eu continuo na areia esperando a chuva ou se me privo do sol nessa barraca bebendo uma cerveja gelada, nem isso me ajudaria na hora de socorrer a minha angústia. Você pode estar se perguntando o que eu quero escrever ou ainda se eu não tenho nada para escrever o que eu estou fazendo aqui e pior, tomando seu tempo com uma pá de encheção de linguiça que não tem mais tamanho? Qual seria a sua resposta, meu amigo, que numa manhã de tédio, resolveu ou por infelicidade encontrou este texto miserável de ruim e não conseguiu se desprender dele por achar que em algum momento ele vai dar uma guinada de 180 graus e melhorar em algum aspecto. Impossível, sabe por que? Não me aconteceu nada de bom nesses últimos dias. Nem de ruim. Bem, a floresta incendiou, mas os bichos, ah! esses ainda estão sendo bancados pelos bicheiros. Tô te dizendo, é melhor você desistir dessa leitura. No mais, nada. 

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

SOCIAL 1

Os deuses, a filosofia, a ciência, os céus, os mares, a esfera terrestre... As pessoas.

Finco a pedra fundamental de um tratado sobre a vida contemporânea, sobre a civilização Latina, sobre a nação de muitas culturas, sobre o Brasil. Mas um Brasil que vem misturado. Um Brasil que vem ao longo dos anos, mal tratado pelos governantes, eu me refiro ao Brasil das pessoas que realmente sentem na pele o desserviço do seu governo. Sim, finco hoje a pedra fundamental de uma odisseia de contos e artigos onde espero ter condições de contemplar um fio ou parte desse fio no emaranhado complexo de uma sociedade em ebulição. 
A época é compreendida entre os anos 80 e 2017. Em plena década de 80 eu consegui abrir os olhos para uma parcela da vida além do muro da minha casa. Uma libertação masculina. Algo impensável para o universo feminino. Com os meus olhos se abrindo vi o mundo crescendo a minha frente, pra cima, pra baixo, pros lados e vi também os horizontes. Cada avenida me levava a uma ilha. Para chegar a estas ilhas eu precisava vencer os obstáculos. A vida se apresentava para mim com seus tentáculos destruidores confundindo meus sonhos, mas me fazendo crescer. 
As ruas de um interior do nordeste em 1980 ainda causavam poeira no sapato. As festas eram chamadas de domingueiras e as sessões mais cedo eram chamadas de matinês. As festas sempre começavam com as músicas da discoteca internacional, em seguida as discotecas nacionais, e por fim as clássicas músicas lentas internacionais, onde no meio do salão, os grupos que dançavam soltos, enamoravam-se e passavam a dançar juntos, coladinhos, cheirando o cangote um do outro. Havia um bar dentro do ambiente que facilitava a embriaguez dos mocinhos e das mocinhas. (continua)  

sábado, 19 de agosto de 2017

VEM CÁ FICAR COMIGO

O ralo é escuro. É mentira, uma luz quase azul me deu a direção. Vamos caminhar esta manhã na beira da praia, chuva, saia, e ambos descalços...
A imensa cortina escura que cobria o sol se abriu e as brechas antes cintilantes invadiram meus neurônios com a força de uma explosão...
Agora eu me descuido um pouco e nem percebo se a terra conspira mesmo para uma catástrofe ou simplesmente isso ainda é a guerra fria...
Acordei de um sono em que um sonho se fez meu labuto em consequência de uma piada, piadas sempre denunciam quem é o humilhado...