sábado, 24 de setembro de 2011

LEONARDO BOFF - SÉCULO XXI

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Século XXI, Século da Espiritualidade?

A característica básica do século XXI será a consolidação do processo de globalização. Esse fenômeno deve ser corretamente entendido. Ele não é apenas um dado econômico, político e cultural, afetando os seres humanos. Ele tem a ver com a história da própria Terra como Planeta. Mais e mais ganha adesão na consciência coletiva que a Terra é um superorganismo vivo que tem bilhões de anos de evolução e de história. A Terra é parte da história do universo; vida é parte da história da Terra e a vida humana é parte da história da vida. Cosmos, Terra, vida e humanidade não são realidades justapostas mas formam um todo orgânico.Como humanos, somos filhos e filhas da Terra, melhor ainda, somos a própria Terra que chegou ao seu momento de consciência, de sentimento, de liberdade e de responsabilidade. A globalização se insere dentro desta perspectiva universal. Os seres humanos que estavam dispersos em suas culturas, confinados em suas linguas e estados-nações, agora estão voltando de seu longo exílio rumo à casa comum que é o Planeta Terra. A globalização representa esse momento novo da Terra e da espécie humana. Todos se encontram como num único lugar: no Planeta Terra. A partir de agora não haverá tanto a história da Alemanha ou do Brasil, mas a história da humanidade unificada e globalizada, unida com a história da Terra.

Esse fenômeno novo foi detectado com grande impacto emocional pelos astronautas em suas naves espaciais ou da Lua. Muitos deles, pasmados, confessaram: "daqui da Lua não há distinção entre russos e norte-americanos, entre brancos e negros, entre Terra e humanidade; somos uma única realidade viva, irradiante e frágil como uma bola de Natal dependurada no fundo negro do universo; temos o mesmo destino comum; devemos aprender a amar a Terra como a nossa Casa Comum".

A globalização traz consigo uma consciência planetária. Temos apenas esse Planeta para morar. Importa cuidar dele como cuidamos de nossas casas e de nossos corpos. E estamos todos ameaçados seja pelo arsenal de armas nucleares e químicas já construidas e armazenadas que podem destruir a biosfera, seja pela sistemática agressão aos ecosistemas que colocam em risco o futuro do Planeta. Desta vez não haverá uma arca de Noé que salve alguns e deixe pereceber os demais. Ou nos salvamos todos, biosfera e humanos, ou pereceremos todos.

Essa consciência coletiva forçará a criação de orgnismos internacionais destinados a gerenciar os interesses coletivos destinados a garantir um destino comum para todos e para o Planeta. Mais e mais nos sentiremos como uma única sociedade mundial, una pelas convergências comuns e diversa pelas expressões culturais diferentes de realizar essa unidade. Sentir-nos-emos como uma única família, a família dos humanos. Esse sentimento de família irá criar uma nova solidariedade. O escândalo de dois terços da humanidade, feita de pobres e marginalizados será tido como intolerável. Far-se-ão políticas globais para criar um tipo de sociedade mundial na qual todos possam caber com um mínimo de dignidade. Haverá mais justiça societária e menos violência no mundo.

O fenômeno da globalização e de sua correspondente consciência planetária dão origem a um outro paradigma civilizacional. Ele se caracteriza por um novo modo de relacionar-se com a natureza e com os povos, por uma nova forma de produção, por uma redefinição da subjetividade humana e do trabalho. Vamos considerar alguns destes pontos.

Na medida em que cresce a consciência planetária cresce também a convicção de que a questão do meio-ambiente, da ecologia, é o contexto de tudo, das políticas públicas, da indústria, da educação e das relações internacionais. Os recursos não renováveis estão se exaurindo e o equilíbrio físico-químico do Planeta está profundamente afetado. Ou mudamos de padrão de comportamento para com a natureza ou vamos ao encontro do pior. Por isso a sociedade do século XXI consumirá com mais responsabilidade. Fará uma nova aliança de respeito e de veneração com a natureza. O desenvolvimento se fará com a natureza e não contra ela ou à custa dela, como se fez durante séculos.

Haverá um pacto social mundial entre os povos baseado em três valores fundamentais que todos assumirão: (1) salvaguardar as condições para que o Planeta Terra possa continuar a existir e a co-evoluir; (2) garantir o futuro da espécie humana como um todo e as condições de seu ulterior desenvolvimento;(3) preservar a paz perpétua entre os povos como um meio de solução de todos os conflitos que sempre existirão.

A sociedade do século XXI será profundamente uma sociedade do conhecimento, da informação e da automação. Terá incorporado socialmente a nova natureza do processo tecnológico. A tecnologia inaugura uma nova história. Até agora as sociedades se construiram sobre a força do trabalho humano, completado e potenciado pela máquina. O trabalho construíu tudo, modificiou a natureza e originou a cultura. Agora o robot e os computadores substituem o ser humano. Milhões de trabalhadores são dispensados. Nem sequer entram a compor o exército de reserva de mão de obra a serviço do capital. São excluidos do processo produtivo.

Como ocupá-los com sentido? Como passar do pleno emprego para a plena atividade? Os trabalhadores deverão ser flexíveis, mostrar habilidade para trabalhos e atividades produtivas não vinculadas ao mercado. Possivelmente o ministério da cultura e do desporto será um dos ministérios mais importantes dos governos futuros, pois eles deverão criar alternativas de ocupação para milhões que estarão fora do mercado do trabalho assalariado. Por outra parte, o trabalho, libertado do regime de salário, assumirá seu sentido originário de atividade plasmadora da natureza a partir da criatividade humana. Os autômatos libertarão o ser humano do regime da necessidade de ter que trabalhar para viver. Eles inauguram o regime de liberdade que permite ao ser humano expressar-se de uma forma que somente ele, sujeito livre e criativo, poderá fazer.

A nova relação para com a natureza no sentido de um reencantamento e de maior benevolência fará que milhões trocarão as cidades pela vida no campo ou em cidades menores integradas ecologicamente com o meio-ambiente. A preocupação pela qualidade de vida fará que as megalópoles sejam transformadas profundamente pela recuperação dos rios, das paisagens, da pureza da atmosfera e de sua riqueza cultural.

A automação do processo produtivo que aludimos acima abrirá um espaço muito grande para a liberdade humana, para o tempo livre e para o lazer. O encontro das culturas mostrará formas diferentes de sermos humanos O homem terá menos coações sociais e mais liberdade para decidir seu projeto pessoal. Os valores da subjetividade, a singularidade de cada pessoa, suas preferências e filosofias de vida serão vistos positivamente como riqueza e não como ameaça à unidade humana. O ser humano, devido à educação ecológica incorporada em todas as instâncias, será mais sensível, mais compassivo, mas respeitoso e mais cooperativo.

A liberdade conquistada redefinirá o estatuto da família. Ela não se ordena, primeiramente, à procriação. Ela será o espaço onde a experiência do amor e da intimidade poderá ganhar estabilidade e se transformar num projeto a dois. As coações sociais e legais continuarão, pois a história da desigualdade e até de guerra entre os sexos possui milhares de anos e se cristalizou em arquétipos do inconsciente coletivo e em certos padrões de comportamento social. Mas de forma crescente os parceiros organizam suas relações de forma mais igualitária e democrática como expressão criativa de seus sentimentos e menos como ajustamento a imposições sociais.

Talvez uma das transformações culturais mais importantes no século XXI será a volta da dimensão espiritual na vida humana. O ser humano não é somente corpo que é parte do universo material. Não é também apenas psiqué, expressão da complexidade da vida que se sente a si mesmo, se torna consciente e responsável. O ser humano é também espírito, aquele momento da consciência no qual ele se sente parte e parcela do Todo, ligado e re-ligado a todas as coisas. É próprio do espírito colocar questões radicais sobre nossa origem e nosso destino e se perguntar pelo nosso lugar e pela nossa missão no conjunto dos seres do universo. Pelo espírito o ser humano decifra o sentido da seta do tempo ascendente e se inclina, reverente, face Àquele mistério que tudo colocou em marcha. Ousa chamá-lo por mil nomes ou simplesmente diz Deus.

Mais do que religião o ser humano busca espiritualidade. A religião codifica uma experiência de Deus e dá-lhe a forma de poder religioso, doutrinário, moral e ritual A espiritualidade se orienta pela experiência de encontro vivo com Deus, prescindo do poder religioso. Esse encontro é vivido como gerador de grande sentido e de entusiasmo para viver.

O século XXI será um século espiritual que valorizará os muitos caminhos espirituais e religiosos da humanidade ou criará novos. Essa espiritualidade ajudará a humanidade a ser mais corresponsável com seu destino e com o destino da Terra, mais reverente face ao mistério do mundo e mais solidária para com aqueles que sofrem. A espiritualidade dará leveza à vida e fará que os seres humanos não se sintam condenados a um vale de lágrimas mas se sintam filhos e filhas da alegria de viver juntos nesse mundo.


http://www.leonardoboff.com/

A Terra é quadrada.


29/08/2011, 00:00:00
Pastor prega que a Terra é quadrada, que o sol gira em torno dela e tenta provar

A Terra é quadrada e o sol gira em torno dela, diz pastor utilizando versículos bíblicos

O pastor Carlos da cidade de Goianésia (GO) diz que a Bíblia afirma que a Terra é quadrada quando se refere aos quatro cantos da Terra.

“A palavra do Senhor diz que a Terra é quadrada, porque a palavra diz que enquanto o evangelho não for pregado nos quatro cantos da Terra não virá o fim”, diz ele.

Não há informações sobre qual a denominação que esse pastor representa, o vídeo foi postado no Youtube e gerou muita polêmica nos comentários.

Outra tese levantada pelo pastor Carlos é que a Terra não gira, e sim o Sol. “A Terra também não gira, quem gira é o Sol”, diz ele citando Eclesiastes 1:5 e também o capítulo Josué 10:12 que fala da oração que parou o Sol.

Os rapazes que filmaram o vídeo o questionam sobre a gravidade, querendo entender como estamos firmados na Terra se ela não gira e não é redonda, o pastor desconversa e tenta levantar outra polêmica: “O papagaio fala, mas o macaco não. Pela ciência diz que o homem veio do macaco, mas eu digo pra você e provo na Bíblia que Deus abre o bico do papagaio, mas não abre a boca do macaco”.

Link: http://www.youtube.com/embed/5nFIjalesDw?showinfo=0

Fonte: GOSPEL+
Contribuição: Fellyp Cranudo

Malafaia suspeito de desvio de dízimo.


21/09/2011, 00:00:00
Receita e MP já investigaram Malafaia por suspeita de desvio de dízimo

O pastor Silas Malafaia admitiu erro nas contas de sua igreja, mas não por culpa dele, e sim, do seu contador, que deixou de recolher um tributo.

O pastor Silas Malafaia, 53, da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, foi investigado em 2007 cinco vezes – duas pela Receita Federal e três pelo Ministério Público Federal -- por suspeita de ter desviado dinheiro arrecadado com o dízimo e por ter se aproveitado da crendice popular.

Malafaia admitiu ter havido erro nas contas de sua igreja – mas não por culpa de dele, e sim, do seu contador, que, disse, deixou de recolher um tributo.

“Paguei tudo [o tributo devido] no outro dia sem contestar”, disse ele à jornalista Daniela Pinheiro, que escreveu para a revista Piauí uma longa reportagem sobre o pastor, entrevistando-o, inclusive. Não foi revelada a quantia envolvida no suposto erro do contador.

Na entrevista, Malafaia se vangloriou de conseguir doações de alto valor. Contou que em abril pediu oferta de R$ 100 mil para pagar uma promissória de R$ 1,5 milhão que ia vencer e em menos de uma semana obteve a soma. “Ralé que doa R$ 100 mil... As pessoas não têm ideia do que está acontecendo no meio evangélico”, disse.

Dublado em inglês, o programa de TV do pastor passa em uma rede evangélica internacional, atingindo cerca de 200 países via satélite. No Brasil, é transmitido pela Rede TV!, Band e CNT.

A Vitória em Cristo capta em oferta e doações de fiéis R$ 40 milhões por ano. O pastor disse que faz questão de não receber salário da igreja, nem usar verbas para despesas pessoais.

Afirmou que vive do dinheiro de sua empresa, a Editora Central Gospel, cujo catálogo tem cerca de 600 títulos, entre livros (incluindo Bíblias), CDs e DVDs. O próprio Malafaia é autor da maioria dos livros. Recentemente, a Avon comprou 400 mil exemplares para vendê-los de porta em porta, juntamente com seus produtos de beleza. Mas é o programa do pastor que garante as vendas da editora.

Não é bem verdade que Malafaia não use verbas da igreja, porque ele e sua família viajam pelo Brasil e exterior no avião que a Vitória em Cristo comprou de segunda mão nos Estados Unidos em 2010 por US$ 4 milhões (R$ 6,8 milhões). Trata-se de um jato Gulfstream III. Tem autonomia para oito horas de voo, doze lugares, sofá, cozinha, sistema individual de entretenimento. É um “favor de Deus”, conforme está escrito em inglês na fuselagem.

A Associação Vitória em Cristo, que é a administradora da igreja, e a Editora Central Gospel funcionam em um mesmo prédio de 40 mil metros quadrados em Jacarepaguá, bairro da zona norte do Rio. Os diretores de uma e outra são da família de Malafaia.

Os fiscais da Receita Federal, que estiveram no prédio em 2007, provavelmente tiveram alguma dificuldade em saber onde termina a igreja e começa empresa Central Gospel.

Fonte: Paulopes
Contribuição: Silvia Saron

Igreja Universal é condenada


11/09/2011, 00:00:00
Igreja Universal é condenada a indenizar ex-pastor acusado de roubar o dízimo

O Tribunal Superior do Trabalho condenou a Igreja Universal do Reino de Deus a indenizar um ex-pastor acusado, sem provas, de roubar o dízimo oferecido pelos fiéis durante os cultos.

A 7º Turma do TST manteve a decisão que condenou a igreja a de indenizar o pastor em R$ 70 mil, por danos morais.

Na inicial da reclamação trabalhista ajuizada contra a Universal, o pastor pedia verbas rescisórias, vínculo de emprego e danos morais, pela situação vexatória a que tinha sido submetido. O pastor, afirmou que foi contratado em 1º de setembro de 1992 como operador de áudio e demitido no dia 30 do mesmo mês. No mesmo dia ele foi recontratado e passou a exercer a função de pastor evangélico, até 2005, época em que foi acusado pela Igreja.

Além da atividade junto aos fiéis, o pastor descreveu que, era também responsável “pela arrecadação, contabilização dos dízimos arrecadados na igreja em que atuava, e transporte dos valores recolhidos em toda região, de Campinas (SP) até o departamento financeiro da igreja, em São Paulo (SP).

Desconfiados de que ele estivesse desviando dinheiro dos dízimos, a Universal teria “plantado” diversas notas marcadas durante o culto. No dia seguinte, porém, após a contagem, os seguranças teriam comunicado ao bispo que não constataram a ausência de nenhuma das notas marcadas.

O bispo teria mandado os seguranças até o imóvel onde o pastor morava, alugado pela igreja, com o propósito de "localizar algum dinheiro escondido”, mas nada foi encontrado.

A igreja, ainda segundo a inicial, teria determinado a expulsão do pastor e divulgado em reunião com os pastores da região, auxiliares de pastores e obreiros da igreja, que ele “havia furtado dinheiro proveniente dos dízimos” e ordenado a todos os pastores que divulgassem aos fiéis tal informação.

Ao analisar o recurso, o relator, ministro Ives Gandra da Silva Martins Filho, manteve a decisão da 12ª Vara do Trabalho de Campinas, que rejeitou o pedido de vínculo empregatício, porém fixou a indenização por danos morais, causado ao pastor.

Número do processo: AIRR – 168300-34.2007.5.15.0131

Fonte: Última Instância
Contribuição: Silvia Saron

http://www.irmaos.com/noticias/?id=4950


PARTIMOS DE UM PONTO!!!

De onde partimos? Partimos sempre de algum lugar! Da palavra criadora ou da poeira cósmica. Pensar a partir deste ponto nos permite divagar ou ficar acoados? Um dia nos encontramos com tantos questionamentos que o mundo não mais parece um circulo e sim um acento de interrogação. Mas, em tudo o que pensarmos estaremos partindo de um ponto. Alienado ou não, cientifico ou não, saberemos que as correntes se unem por que completam a volta. Formam o caminho. Servem para prender. Deixam de servir para libertar. O que queremos fazer é pensar que encontraremos respostas para tais perguntas ingênuas e populares, pois quando as encontrarmos teremos pensado nisso a vida toda. A vida toda é uma eternidade fictícia de contos de fadas sempre real para quem crer nesta vida que o final aqui não é e nunca será a morte. A morte falece os sonhos e o sorriso. Faz brotar a flor turva da dor. Mas cria a profundeza do mistério no cérebro humano que é a esperança. A morte não aponta caminho. Nem se diz o caminho. Nem quer ser o caminho. A morte alimenta os sonhos. Uma criança nem precisa sonhar com a morte. Um velho vê. O que incomoda é a demasiada insistência em descobrir o que há depois. Ela. Na Grécia pensou-se em ciclos da vida. Entre os Hebreus contou-se linear a história. Nosso ocidente desconhece a autonomia do pensamento. E quando se presenciou uma fagulha da luz, o combustível é trocado e a brasa vira carvão. Que se torna mais rico e ninguém atenta. O risco do carvão se perde na história. Alimentar o fogo é tarefa de poucos. De suma importância é reconhecer que a roda já foi inventada e que sua desenvoltura se dá, não, se deu na extração da floresta. Na destruição do casebre divino escolhido para abrigar pensamentos e fontes de energia capazes de imaginar Deus. De todas as maneiras e gostos. E a venda ou troca de sua personalidade é descaradamente oportunista. O quê? Apenas voltamos ao ponto inicial. Em que tudo explodiu por uma só palavra.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

DILMA NA ONU? NUA?

Me digam as más línguas se uma mulher é bela por ser forte ou é forte por ser bela? Nem em uma obra de aquarela Dilma seria tão bela quanto a foi nesta semana, estava linda, séria, capaz de apaixonar qualquer "sentido vago de razão", iluminada, desfilou sua política pública socialista de esquerda em bom tom, lembrei de CHE, emocionei a minha tv e presenciei outro tempo, hoje o mundo Árabe é o espírito do terrorismo, é o mal e os enfadonhos e mesquinhos capitalistas de sempre, os bons mocinhos. Na ONU é assim. E a mídia se apressa em apresentar essa face da moeda como a única que deve ser dirigida a Cezar. Por mim, um mero brasileiro, de pais semi analfabetos, empregado numa prefeitura de interior, me resguardo ao comentário da beleza da mulher brasileira, sua sensibilidade feminina, seu encantamento nativo e brilho próprio de mulher e de mulher latina, traços arredondados que transfiguram a lua beijando nossos rios, cabelos curtos em reflexo com a modernidade globalizante, sorriso contido de mulher tímida, largos vincos que refletem o sofrimento e os raios do sol calhiente bem em baixo do Equador, olhar de menina que brinca de boneca sozinha e sonha com a casa arrumada e seu pai ou marido chegando cansado e aliviado do trabalho e servindo a janta, esse mesmo olhar se ergue aos céus em tom de agradecimento e de súplica:"quero ir mais além" e encontramos a menina mulher que feito a primavera que ajuda a transformar a natureza abre bem os olhos e os ouvidos e entende que nessa história cabe uma vírgula, cabe algo mais que arrumar uma sala e um bom almoço, e sem ofensas, aliais comida boa não se rejeita se aprecia, neste Brasil de tantas desigualdades e de tanta fome... Miséria... Humilhação... É uma honra saber que a caneta oficial do Estado veste a saia que a minha mãe tanto honrou. Entre tantas mães, que seja esta, uma sonora homenagem. Ousemos pedir Dilma nossa mussa? Nua numa capa de revista? Seria demais. E a isso lhe digo incapaz e não por falta de vaidade e ou de corpo e de beleza mas, por sua trajetória fiel aos sentimentos femininos de sua geração, da geração de mamãe, e a isso vale certo dizer sem ofensas, cada mundo tem a rainha ao seu tempo.

Um sinal do Reino!


Ouvi uma música antiga na minha mocidade que dizia quase chorando esta frase: "Esta noite eu queria que o mundo acabasse e para o inferno o Senhor me mandasse para pagar todos os pecados meus" nem me lembro ao certo quem a cantava nem muito menos quem a escreveu, mas a felicidade é quase um instante parecido com essa sensação de desconforto e entrega radical, e eu queria falar de felicidade. Se é que existe, se é que se pode tê-la. Assim como o poeta aqui descreve seu tempo chegou ao fim, é a hora de arrumar as malas e partir. Entrar no táxi lunar e rumar poesia à fora desnovelando a magia e o encantamento do Criador. Ser é o bastante, por que o amor a gente inventa... E nesse tempo de inercia desconfortável entrego-me a poesia do ato. Feliz. E grito alto. "louco é quem me diz". Eterno aprendiz de coisa nenhuma e andarilho das calçadas sujas... Trabalhando em poemas que mais exalam à cama suja de falidos bordeis entreguei minha alma ao fogo gélido dos hotéis luxuosos desvirginando as flores à sombra da cruz... Gozei!!! Voei! Corri de tanto querer correr. Nem me atrevi a ser santo, e seria inútil, as velas rezariam para eu nem aparecer nos quadros... mas criei meu canteiro de amêndoas e leguminosas... E louco ao vento desfilei minha loucura entre seus seios meios e suas coxas até mais.