sexta-feira, 17 de novembro de 2017

HORA DE EMPUNHAR AS ARMAS

       Vamos esperar mais o que deste governo?
Está mais do que na hora de parar com o diálogo.
Este tipo de gente que aí está só aprende com fogo.
É mais do que necessário se pensar em uma intervenção armada, mas pelos civis.
Nos moldes da guerrilha cubana. Viva Fidel!
Sem desobstruir as vantagens econômicas conquistadas.
Mantendo as alianças e consertando os equívocos.
O grito foi dado.
A possibilidade é real, urgente.
A vontade move montanhas e remove os céus.
A realidade pode ser transformada naquilo que desejamos desde que lutemos "armados" para conquistá-la.
Sem a tomada de poder pelo povo, com o povo, a ideia verterá em névoa.
Uma pequena cidade, uma única e pequena cidade, tomada o poder, implantando-se um governo popular, recuperando todos os sistemas falidos e promovendo a transformação social que queremos, com solidez e competência, servindo de exemplo para toda a nação, será o começo da revolução popular do novo socialismo no mundo e depois para o mundo. 

O BRILHO DO ÁLCOOL

Não quero distribuir bençãos sobre os bebuns. A bebida é um veneno social. Isso é um fato. Mas também não quero desmerecer por completo os amalucados viciados que tremem pelas manhãs sedentos de um gole para controlar seus espíritos enferrujados.
O álcool enferruja as juntas. O álcool também é a seiva do poeta. O álcool é a ruína abandonada repleta de sonhos esquecidos guardadora de um tesouro incomum. Quem entende a dor da falta de uma dose cedinho, em jejum, sabe que a vida tem, em si, algum valor.
Uma vida sem graça é uma vida sóbria sempre.
Não pode haver verdade nas palavras de uma pessoa sóbria o tempo todo de sua vida.
Os sóbrios são cadáveres enlatados.
A única saída capaz de sanar a depressão de uma alma é uma boa garrafa de vinho.
A lucidez é a causa dos delírios da embriaguez.
Se uma mulher lhe convidar para um drinque case-se com ela.
Os olhos de uma criança carregam destilados a vida e o álcool.
Vamos beber todos os dias e melhor faz quem consome sua sagrada bebida produzindo-a em sua casa.
As industrias de bebidas alcoólicas colocaram o veneno da ganância no verso do poeta.
Se uma industria de bebida é correta com a qualidade de seu produto ela não é uma industria, ela é qualquer outra coisa, menos uma industria.
Quando o homem se der conta do vantajoso proceder de em cada estabelecimento de trabalho, escolar, religioso, hospitalar, outros, guardar um espaço para oferecer aos seus uma bebida alcoólica gelada, o mundo estará convertido em um paraíso.     

O Sindicalismo e a Redemocratização no Brasil


       Antes de introduzir um resumo investigativo sobre o movimento sindical no Brasil, é preciso sentar e entender de fato o que vem a ser a redemocratização. Partimos do conceito de democracia, do grego governo do povo ou para o povo onde, assim, redemocratizar trará o significado de tornar algo a alguém, devolver-lhe o que antes foi-lhe subtraído. Como em nosso país existiram duas grandes crises institucionais políticas que geraram insegurança e descontinuidade do processo de democracia, irrompendo em duas fases de governabilidade áridas e antipopulares, as ditaduras, uma com Getúlio Vargas (1930 – 1945) e a outra com os militares (1964 – 1985), esse processo de redemocratização ocorre em duas etapas respectivamente. Sendo assim, a redemocratização ou também, como lhe atribuem a chamada “Abertura Política” é o processo de tornar ao povo, segundo as leis, neste caso a carta magna, a constituição brasileira, o seu direito de poder.Resultado de imagem para lutas sindicais     


       Uma vez que entendemos o processo de redemocratização passemos a discorrer sobre seus tentáculos sociais. Um deles é o Movimento Sindical. Instituição formada por operários descontentes, conscientes de sua condição de classe e absolutamente gerada em seio industrial e depois rural com status de luta contra as opressões, escassez de direitos e precariedades no ambiente de trabalho promovidas pelo empregador, também chamado de burguês ou patrão.
       O movimento sindical surge com a industrialização em terras mundiais e não é diferente aqui nas terras tupiniquins. Os primeiros sindicatos datam de 1800 com a chegada das fabricas têxteis. Os escravos prestes a serem libertos passariam a viver ao lado de imigrantes italianos entre outros na construção da etapa industrial em nosso país. Com isso, os primeiros uivos sindicais destacam-se entre os pensamentos anarquistas com enfrentamentos e lutas. Na era de Getúlio Vargas os sindicatos sofreram uma perseguição ferrenha e ao mesmo tempo foram enxertados ao governo. Todos os avanços sociais em forma de conquistas trabalhistas proporcionadas pelo governo getulista foram fruto de uma longa história de lutas e greves que os sindicatos proporcionaram.
       Mas quanto a redemocratização, qual o papel do movimento Sindical nestas duas etapas, nos anos pós 1945 e depois da Ditadura Militar, a partir de 1985?
       Quando Getúlio Vargas renuncia ao cargo de Presidente e o Estado Novo se organiza com a eleição do General Dutra, os sindicatos ainda atrelados aos ditames do governo passam a participar mais dos assuntos políticos exigindo do governo reinvindicações de cunho social e político. Uma das medidas exigidas pelo movimento sindical foi a revogação do AI-5. Outra medida reivindicatória do Movimento Sindical que embalou esse primeiro período de redemocratização foi revogação do bipartidarismo. Partidos como o Partido Comunista puderam sair da clandestinidade.  É verdade que por bem pouco tempo. A contribuição do Movimento Sindical como um Tentáculo das Lutas Sociais sofrerá mais uma derrota com o Golpe Militar a partir de 1964. As perseguições, intervenções e a cumplicidade dos patrões durante o regime militar transforma radicalmente a esfera sindical. Com o descontentamento da população com as práticas governistas da população, envolvendo um movimento de donas de casas, o MCV (Movimento pelo Custo de Vida) meio que infiltrados os sindicalistas rompem com o silêncio e passam a fazer eco nas manifestações. Mas ainda não se ouvia realmente a voz do trabalhador. Algumas reivindicações foram feitas e já pelos idos dos anos 80 a “Abertura Política” começava a germinar mais uma vez.
       A partir de 1985 iniciou-se nos Movimentos Sindicais, Igreja Católica, Classe Artística, Intelectuais de um modo geral, uma campanha pelas Diretas Já! Personagens como o teólogo Leonardo Boff, fundador da Teologia da Libertação, movimento carismático oriundo da igreja católica com variáveis sociais, Dom Evaristo Arns, entre outros, contribuíram para que acortina de ferro da ditadura militar fosse a baixo.
       A relevante contribuição do Movimento Sindical entre outros na luta pela redemocratização foi o de revogar de uma vez por todas o AI-5.
       Hoje a luta sindical entre os operários está com baixa representatividade. A constatação mais recente é o baixo índice de adesão das categorias as suas respectivas associações. E mais recente ainda temos a retirada do Imposto Sindical, polêmico, mas visto como um alento aos sindicatos de luta com baixa cartilha de filiação. 

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

02:18

Meus dedos. Eu ouço a madrugada perfeita estranha. Não posso rezar hoje. 
Meus dedos.

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

UM DIA DE PAZ COM SEU MONSTRO DE ESTIMAÇÃO

despejei veneno pela casa...
os insetos chegaram para a festa...
sentamos no sofá...
comendo pipocas de micro-ondas
e ligamos a tv
Domingo de mio dia
o veneno era o suficiente
Maradona batia um bolão
e o café esfriava no fogão
o sol lá fora
e nós aqui...
trancados quase sem ar
as bolinhas brancas desfilam pelo teto
são nossas amigas
enquanto alguém liga


Muddy Waters - Live Dortmund, Germany 29/10/1976

eu desligo a tv
e corro pro banheiro trocar o cartaz da festa
agora é uma sessão de jazz e blues
Domingo de tarde
o sol sumindo
e as velhas amizades envenenadas 
sempre com pipocas de micro-ondas

DE COSTAS EU TE AMO BEM MAIS

Nos nossos tempos atuais em que a porra da velhice se apoderou das velhas histórias eu encontrei Linda, uma dessas caçadoras de aventura. Sua estrela era mesmo de liberdade e seu sorriso me abraçava com o tesão de uma adolescente. Eu estava mesmo sem sexo naqueles dias. Ansiava por uma coroa de cinquenta anos que morava do outro lado da ponte e não vinha tendo tempo bom com a saúde, coisas nos ossos e embaixo no pé. Uma tarde ou talvez tenha sido mesmo em uma dessas manhãs despretensiosas, eu fuçava as redes sociais, lançava as redes na rede. De repente um convite de amizade. Eu estava tentando convencer uma ex amante casada a sair comigo para um almoço em um motel, quando Linda se jogou no meio da conversa. 
Parei por uns instantes e fiquei passeando pela sua rede social. As fotos que vi eram agradáveis, uma mulher branca, sorridente, pra mim se a mulher tem foto sorrindo ela tem histórico de foder bem. O que deve ser uma verdade. Demorei um pouco pra aceitar seu convite de amizade. Mas a tara era bem maior que o medo e o maldito orgulho. Ficamos de conversa mole um tempo. Queria saber se ela era conhecida dessa tal amante casada, mas ela se mostrou apreensiva, logo saquei que não era. Na verdade ela perguntou se eu era casado e quando eu disse que não era ela fez justamente isso "Uuuuu"  eu sorri e compreendi que eu estava sendo caçado. QUE MASSA.
(...)

sábado, 7 de outubro de 2017

SEM SALVAÇÃO

Estava lendo um poema do velho safado "ninguém além de você" e acho que esse poema não me ensina porra nenhuma. Primeiro que eu não preciso de salvação. Depois que o que eu sou nem eu mesmo sei. Acho esse poema uma bosta. Parece auto-ajuda. E esse papo de ajudar a outro é duvidoso demais. Ninguém se importa com o outro. Uma coisa é eu aqui sem nada pra fazer e sem ninguém pra me encher o saco, a outra coisa é eu aqui e ter que me rebolar para uma pessoa que nunca estendeu a mão nem para me empurrar na frente de um carro. Todos andam afogados em suas desilusões e torturas individuais, nem servem de adubo, nem servem pra destruir.