sábado, 23 de setembro de 2017

A PARTEIRA 1

Acorda.
Tá na hora... você vai se atrasar de novo.

Revirou-se na cama, puxou o lençol e cobriu a cabeça.

Hoje é feriado, meu feriado.

Feriado? de que? Deixe de preguiça e cuide

Ah, não me amole... eu matei uma pessoa ontem.


Virou-se e fez cara de espanto...

É isso mesmo... depois que ele saiu do quarto... eu a mandei pro inferno... seu filho ainda amamentava.


A velha rua continuava suja. Latas de tintas velhas, móveis velhos, restos de comida, ratos, esgoto e água escorrendo pelos aceiro da calçada. Os meninos corriam de um lado para o outro. Nada mudou por ali. Nada. Cheguei em frente ao antigo barracão onde costumávamos jogar futebol de salão. A ruína tem seus herdeiros, é verdade, e aquelas crianças estavam herdando todo aquele luxo. O sol daquele dia estava se despedindo. Ouvi gritos de mulheres velhas, negras, chamando seus meninos afortunados para o banho. Alguns meninos atendiam ao chamado... outros sentavam nas calçadas molhando os pés na lama. Soltei minha maleta na calçada perto de um desses meninos. Um deles veio por trás de mim, sorrateiro, eu me virei e fiz cara de espantada. Ele sorriu, baixou a cabeça e perguntou quem eu era. Respondi sorrindo... me diga garoto, aonde estão as pessoas que moravam ali na casa verde? A senhora é a dona? Não. Ela deve ser a louca que fugiu do abrigo. Não diga isso. Meninos, eu sou a louca que fugiu do abrigo... Todos se levantaram e correram até dobrar a esquina.

A noite chegou. Fria e suja. Lixo pra todo lado. Poucas luzes restavam. Um quadro estranho e familiar ainda respirava naquele ambiente. As janelas fechadas deixavam a rua mais solitária. Apenas alguns meninos e eu. Sentados com os pés na lama, mais rala agora, escorrendo pra um ralo na esquina. Alguns ratos zonzeiam a calçada a procura de restos. O frio foi aumentando e a molecada da rua foi desaparecendo entre as sombras e esquinas. Fiquei só. Meu primeiro dia como fugitiva. De volta a cena de onde tudo havia começado. Tudo que plantaram contra mim. Tudo que me fizeram acreditar. Lembrei de uma canção que minha mãe cantarolava antes de sua agonia para a morte. A voz dela roía minha cabeça como um serrote na madeira verde, infinito, tosco, doía, doía. Eu a calei. Ela me olhou pela última vez agradecida, sua lágrima era de felicidade, eu sei, ela parou com aquela música infeliz... Jesus vem nos salvar, o cordeiro de deus vem nos salvar, - Encontrei um menino deitado embaixo de uma choupana ele respirava calmamente. Me aproximei e deitei ao seu lado.


Quantos policiais na frente da casa da dona França. Três viaturas. Uma samu. um rabecão. Tem muita gente ao redor. Disseram que a dona França foi assassinada. Estão levando Deise para dentro do camburão. Ela sabe de alguma coisa. A mais velha não apareceu, dizem que durante a noite, ela pegou um táxi e sumiu. Com certeza vão encontrá-la. Raquel, a mais velha, será?


Acordei antes do sol clarear. Minhas mãos estavam congeladas. A criança ao meu lado parou de respirar. Soltei um suspiro e me sentei, acendi um cigarro... vi um garoto de longe que me olhava assustado. Eu o chamei ofereci um cigarro ele se aproximou. Conhece esse infeliz? Sim senhora. Quem era ele? O tintin era filho do açougueiro. Hum, sei. e agora o que farão com ele? Eles chamam a polícia e levam pra universidade. A gente sempre recebe uma grana quando um de nós morre de frio. A senhora viu que ele morreu de frio, né? Claro. Claro, eu não toquei nele a noite inteira. A barra do dia despontava por trás das casas velhas, úmidas de sereno, pichadas, sem rebocos, cheias de mofo, algumas luzes se apagavam e um cheiro desgraçado de café começava a fazer raiva. Era preciso sair dali, logo os policiais estariam para recolher o corpo do menino... fui indo em direção da praça da estação aonde eu havia chegado. O bar ao lado do barracão abriu. O velho barrigudo colocou a garrafa de café sobre o balcão bem na hora que eu entrei... Um café senhora? Sim, dos grandes. Uma sombra branca passou diante dos meus olhos. olhei pro alto e não vi nada. Essas coisas de novo. Não sou de crer em vida depois da morte. Morreu acabou. Lembro bem de quando fui socorrer a prima de minha tia, sua casa velha, sem iluminação, de barro, coisa muito ruim. Ela estava com três dias que chorava e sangrava sem deixar o menino sair. Eu fui ver aquilo de perto. Tinha só doze anos. Mas eu estava curiosa. O café senhora. Sim, obrigado. Quando cheguei lá tinha umas duas mulheres segurando suas pernas ela gritava, gritava, gritava... teve um momento em que ela diminuiu a voz e eu aproveitei para me encostar na cama... ela me olhou triste e feliz... eu entendi o que ela queria, o que ela me pedia, com os olhos, olhos vermelhos e secos de dor, ACABE COM ISSO DE UMA VEZ,  era isso que ela me pedia. As mulheres continuaram lá fora, rezando, cantando... eu sai correndo bem no meio delas... elas pararam de cantar e começaram a rezar e a rezar... uma delas se levantou e entrou no quarto, a criança estava deitada sob o corpo da mãe de olhos arregalados e sem vida. A polícia foi chegando. Eu estava olhando o menino falando com uma moça policial. Ele apontou para a esquina e depois para a praça. A policial nem se virou. Tomou nota e entrou no carro. Alguns minutos depois uma camionete com um adesivo da Universidade Campinas do Sul, chegou e levou o corpo do moleque.


 


quarta-feira, 20 de setembro de 2017

FODER É VIDA






NO INÍCIO...
Bem no início, mas bem no início mesmo... onde nenhuma merda havia sido feita ainda...
fez-se.
E passamos a existir.
gente de toda cor, forma, cheiro, tamanho e gente muito feia, puta merda, como tem gente feia nessa bagaça...
Se não fosse as trepadinhas que ocasionalmente vamos descolando por aí, essa história ia ser foda de encarar.
Acordar e olhar o mundo do jeito que desenharam, pronto, sem poder dar nenhum pitaco, nem mexer na tinta, puta merda... 
A merda toda é que vamos trepando e logo, logo, essa porra tá cheia de gente que também quer trepar, trepar e trepar.
A porra da concorrência só aumenta.
Mas tem coisa melhor?
Vamos foder gente
Vamos foder sem medo
vamos foder com todo mundo

ALHO - O BOM SENSO RECOMENDA - A CIÊNCIA VALIDA

O consumo de alho é um hábito milenar. 
Consta na literatura que civilizações antes
 do suposto Cristo 
já o consumiam. 
Enumerei alguns benefícios, segundo o senso comum, que o consumo de alho cru ou cozido em forma de chá trás para nossa vida.   
Vamos lá:
1. Faz um bem danado ao coração. 
2. Diminui a porra da pressão arterial.
3. Emagrece, por que controla o maldito colesterol ruim. Mas esse papo de colesterol é cheio de picuinha, tipo o consumo de ovo, ora é bom outra ora é um inferno. 
Vamos ao que interessa...
4. Reduz a inflamação. 
5. Fortalece o nosso sistema de defesa natural do corpo, aquele que combate as doenças... vixe! vamos viver eternamente.😋
6. Combate a tosse, deve ser bom pra quem fuma, fica a dica.
7. Acelera a recuperação de gripes e resfriados, aqui é hora de beber aquele chazinho de ALHO COM LIMÃO. Mas tem gente que gosta de beber conhaque de alcatrão com mel... a dica é fazer do alho o tira-gosto.
8. Combate as lombrigas e melhora a respiração.
9. MAIS IMPORTANTE  melhora, previne, faz reagir e dá mais desempenho na hora do "vamo ver" da "trepadinha" - o lance é comer bem o ALHO  e a patroa. Ou o patrão. 🙌🙌

O BARATO MESMO É CONCILIAR ESSA PORRA DO ALHO COM HÁBITOS SAUDÁVEIS
NÃO FUME
CAMINHE
COMA MENOS AÇÚCAR
EVITE O CONSUMO DA CARNE VERMELHA(MENOS A CARNE MIJADA)
COMA AVEIA
E FAÇA SEXO.
COM A PATROA, A VIZINHA, A TIA, A MÃE, A VÓ, A GALINHA... IMPORTANTE É FAZER.

Fonte que me ajudou nessa lista: 
https://melhorcomsaude.com/7-beneficios-alho-mel-em-jejum/
http://www.saudedica.com.br/3-beneficios-do-alho-para-homens/
OBRIGADO. 

Blog do Renatão: A resenha-prêmio

Blog do Renatão: A resenha-prêmio: Com considerável atraso, pela dificuldade em encontrar o livro, segue aqui a resenha com que foi premiada, na promoção do blog, a seguidora ...

domingo, 17 de setembro de 2017

FOUCAULT - A HERMENÊUTICA DO SUJEITO

Os prefácios:
Nota: A palavra "hermenêutica" trás o significado de "arte ou técnica de interpretar e explicar um texto ou discurso", entretanto, em uma analogia superficial, podemos inquirir que o autor pretende interpretar e explicar o objeto de sua investigação, que é o homem, de uma maneira historicista. 

  • Apresentam-se de forma bastante clara e de fácil compreensão a metodologia e o procedimento da maneira como foi escrito o livro. 
  • Proporcionado pelo uso dos gravadores enquanto as aulas foram proferidas, assim foi produzido o livro, do uso das gravações do seu discurso.
  • Michel Foucault ensinou no "College de France" e onde teve seus últimos dias de vida.
  • A disciplina ministrada por Foucault era a "história dos sistemas de pensamento".
  • Foucault passou suas aulas falando para "ouvintes" em vez de "alunos registrados", e nem por isso, seus discípulos eram em menor número.
  • O jornalista Gerard Petitjean descreve o professor como um homem "dinâmico, decidido, como alguém que se lança nas águas, salta algumas pessoas para chegar à sua cadeira, afasta os gravadores para colocar os papéis, tira o paletó, acende uma lâmpada e sai a cem por hora".
  •  Foucault sente falta das perguntas durante as suas aulas, mas o tempo é pouco para suas tantas informações. 
  • Para Foucault a arte de ensinar é ser e estar sendo sempre um pesquisador. Assim conduzia seus ensinamentos.
  • Página 4 - Foucaut se refere à uma reflexão realizada sobre o tema das "relações entre subjetividade e verdade" em que usou o "regime de comportamentos e prazeres sexuais na antiguidade": O regime dos Aphrodísia. 
  • Era realmente no regime dos Aphrodísia e de modo algum na moral chamada cristã, ou pior ainda, chamada judaico-cristã, que se encontrava o arcabouço fundamental da moral sexual europeia moderna.
  • O que vamos tratar é em que forma de história foram tramadas, no Ocidente, as relações, que não estão suscitadas pela prática ou pela análise histórica habitual, entre estes dois elementos, o "sujeito" e a "verdade".
  • A noção do "cuidado de si mesmo" - noção grega muito complexa "Epimeléia heautoû" para os Latinos "cura sui".
  • Epimeléia heautoû é o cuidado de si mesmo, o fato de ocupar-se consigo, de preocupar-se consigo.
  • Para estudar as relações entre "sujeito e verdade" usando o Epimeléia heautoû, que a comunidade filosófica não deu tanto crédito, é no mínimo paradoxal e sofisticado.
  • Por que a questão do conhecimento, do conhecimento por ele mesmo, o sujeito, foi originariamente formada da prescrição Délfica "Gnôth seautón" - conhece-te a ti mesmo. 

fonte:


  • https://www.significados.com.br/hermeneutica/ (18/09/2017) 12:59
  • http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1809-68672008000200008 (17/09/2017) 10:33




sexta-feira, 15 de setembro de 2017

A Invenção do Trabalhismo - Sinais da Modernidade na Era Vargas - O Estado Novo, o que trouxe de novo?


A INVENÇÃO DO TRABALHISMO
Ângela da Castro


  • É justificável falar da República Velha - A Questão Social  vista como caso de polícia - o Governo era controlado pelos burgos agrários - violência contra todos os movimentos Sociais e Sindicatos - Os sindicatos cooperativistas.
  • Grupo político apoiador dos Sindicatos eram Socialistas - Franceses e Alemães - Defesa dos Operários nas Eleições.
  • Os Anarquistas inicialmente e depois os Comunistas vistos como inimigos do País.
  • A repressão aos movimentos operários não estava surtindo efeito - Cria-se a necessidade de repensar o modelo de Governo em relação ao Movimento Operário.
  • A revolução (Golpe) de 30 - A mudança no tratamento das Questões Sociais - O reconhecimento por parte do Governo dos "Direitos Trabalhistas e Sociais (Previdenciários)"
  • O controle ao Movimento Operário: Criação do MTIC, Os Sindicatos controlados pelo Governo, os Benefícios Sociais atrelados ao ingresso no sindicato, expulsão de líderes sindicais "comunistas", o imposto sindical.
  • O "Pacto trabalhista" estava criado e sendo satisfatoriamente posto em prática. 
  • A lógica e o contexto político do Estado trabalhista - o pacto da classe trabalhadora com o estado.
  • A ideia central: A adesão da Classe trabalhadora - Através de uma política Social de Produção - Implementação de Leis no Mercado de Trabalho.
  • A ideologia do Estado Novo: Novo  +  Nacional - Modernização + tradição - Uma cultura política na qual os intelectuais se destacaram (o Estado como Pai e Orientador) 


SINAIS DA MODERNIDADE NA ERA VARGAS:
VIDA LITERÁRIA, CINEMA E RÁDIO 
Lúcia Lippi


  • Os três campos de atividade cultural: 
  • 1930 até 1940 um sinal dessa modernidade durante todo o processo político foi a ampliação do público aderindo ao percurso.
  • O povo agora era compreendido como "massa de manobra".
  • A VIDA LITERÁRIA: 
  • Os Intelectuais aproveitaram o momento político para contribuir COM SUAS OBRAS com diagnósticos e projetos de salvação da nação.
  • Os livros Nacionais ganham competitividade com os estrangeiros.
  • José Lins do Rêgo - Ciclo da cana de açúcar - A decadência da velha aristocracia rural.
  • As editoras florescem - Com a revolução (golpe) e a nova classe média preocupada com o país e seus problemas criaram um mercado novo.
  • O pagamento antecipado dos direitos autorais visto com ousadia pela editora José Olimpyo, superou a crise que se abatia.
  • A obra de Getúlio Vargas - A nova Política do Brasil - onze volumes - 1938/1947
  • A censura - os livros comunistas - A comissão nacional de repressão ao comunismo.
  • Pós-30 - O jogo de disputa sobre qual o regionalismo daria base a melhor sociedade brasileira.
  • Os livros de Jorge Amado, bahiano - regionalista que valoriza o homem mestiço.
  • As obras de Érico Veríssimo, gaúcho; Carlos Drumond de Andrade, mineiro; Cândido Portinari, paulista; seguiam na disputa.  
  • CINEMA:
  • Foi bem recebido no Brasil.
  • Os filmes mudos eram acompanhados por música ao vivo.
  • 1920 o filme falado. Fundada a Cinédia companhia de cinema.
  • Carta de Monteiro Lobato para Anísio Teixeira relatando o cinema falado, sua esposa comenta: "somos tão atrasados, que pena não termos a inteligência do povo de lá" (o povo rejeitava a língua inglesa)
  • O Estado ainda não interferia.
  • Pós-30 o governo reconhece a atividade e nacionaliza a CENSURA - antes praticada somente nos municípios.
  • Os filmes brasileiros agora teriam uma metragem de filmes obrigados a estar na programação.
  • Roquete Pinto - Decreto de curtas - direito a dois filmes.
  • 1934 a Comissão de Censura passa para o Ministério da Justiça e negócios Interiores - É criado o Departamento de Política e Difusão Cultural DPDC - O DPDC vira o DIP ligado exclusivamente ao Presidente da República. 
  • Getúlio e a importância do Cinema:"É um fator de instrução, elemento de cultura, o livro das imagens luminosas, onde o povo aprenderá a amar o Brasil, para os analfabetos disciplina pedagógica perfeita, para os letrados admirável escola de aprendizagem".
  • Após 1934 as duas linhas de propor o cinema se separam - A educativa e a Propaganda.
  • RÁDIO:
  • 1922 - O rádio - Transmissão do discurso do Presidente Epitácio Pessoa e a ópera O Guarani.
  • Os proprietários dos primeiros rádios deveriam registrar os aparelhos e o Estado deveria controlar as transmissões.
  • 1923 - Primeira emissora - A rádio Sociedade do Rio de Janeiro.
  • 1930 - As pessoas eram tidas como sócias das emissoras
  • Racionamento de energia - 1930, 1940, 1950.
  • Primeira mobilização Politica - 1932 - Revolução constitucionalista em São Paulo.
  • 1931/1932 - O Governo profissionalizou o rádio.
  • O rádio como meio sistemático de vendas.
  • As pessoas tiveram seus hábitos alterados.
  • As partidas de futebol transmitidas pelo rádio Educativa.
  • A novidade se deu sem permissão prévia do governo para as propagandas comercial no rádio.
  •  O rádio muda sua programação: Música, programas de utilidade pública e humor.
  • Transmissão dos comícios de primeiro de Maio. 
  • O rádio realizava um trabalho fundamental de propaganda do Governo criando uma identidade nacional simbólica.
  • O programa de rádio repórter ESSO,  transmitido pela rádio Nacional, "o primeiro a dar as últimas" e "testemunha ocular da história"
COMO NOS TORNAMOS AMERICANOS
  • As transformações na sociedade brasileira do governo Vargas e o impacto da segunda guerra mundial foram significativos para alterar a noção que tínhamos de nação
  • Havia uma rejeição ao modelo norte-americano de ser - França x EUA. Disputavam-se entre si e entre os brasileiros. Artistas sofreram com isso.
  • A POLÍTICA DE BOA VIZINHANÇA - Aproximação com os EUA - No governo Roosevelt.
  •  O americanismo, ideologia para combater o fascismo (Italiano) e o Germanismo (Alemão)
  • Foi o cinema que impulsionou o progresso do Americanismo nas Américas e no mundo.
  • Foi preciso mudar a maneira de pensar sobre os vizinhos - para os EUA nós éramos "bandoleiros" - para os latinos os EUA  eram arrogantes. 
  • A criação do Office of the cordinator of inter-American affair marca esse momento da cultura EUA no continente Latino.
O ESTADO NOVO - O QUE TROUXE DE NOVO?
Maria Helena Capellato


FONTE:

http://blogln.ning.com/forum/topics/o-governo-vargas-e-a-invencao
SINAIS DA MODERNIDADE NA ERA VARGAS:VIDA LITERÁRIA, CINEMA E RÁDIO 
Lúcia Lippi pdf SIGAA UFRN 2017.1

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

SOCIAL 2 - os porcos invasores da América Latina

Frutos de um colonialismo selvagem ainda hoje somos desmerecidos, desrespeitados, humilhados, escravizados pelo resto do mundo. 
Somos em vinte países.
Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, El Salvador, Equador, Guatemala, Haiti, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana, Uruguai e  Venezuela.
Temos por nossos colonizadores:
 Portugal, Espanha e França.
Essa colonização selvagem desencadeou a língua materna que cada País possui.
Mesmo que você questione sobre as pessoas em regime de escravidão, estas e suas culturas foram suprimidas, banidas da vida social, prevalecendo a cultura colonialista predominantemente selvagem.
O que enxergamos nos dias de hoje que possamos remeter aos dias do passado? 
Poucos avanços sociais são percebidos, ainda sofremos uma invasão colonial cultural selvagem que dificulta nosso povo, mestiço, de desenvolver a cultura "nativa" em nosso meio. Somos ainda uma geração subserviente, capaz de adotar as mazelas e maus costumes do branco europeu, do branco estadunidense como sendo costumes super desenvolvidos, evoluídos, sagrados e generalizadamente aceitos e praticados. Um mal exemplo são as roupas, digo, o estilo das roupas, veste-se como o outro, um tempo atrás vestia-se como um moderno francês, atualmente vestimos jeans, camisetas, e tênis. Um modelo estadunidense clássico e medíocre. A evolução do Latinos parou de vez com os arranjados políticos, as medidas de desenvolvimento e de urbanização; as investidas sagradas com os missionários cristãos; os grandes golpes políticos, os engôdos que até hoje sofremos com o bombardeio midiático nos enlouquecendo e nos aprisionando. Uma hora somos a sétima nação em desenvolvimento no mundo, ou quase isso, depois despencamos para trigésima quinta ou mais que isso, em um momento somos a nação do povo do futebol, atualmente sentimos vergonha de afirmar isso, nossa arte nunca foi tão destacada assim, é fato, salvo os copiadores europeus dos clássicos e ou os copiadores estadunidenses com seus estilos musicais. Nisso eu sou chato, temos coisa bem melhor por aqui. Mas fomos literalmente castrados em nossos desejos e criatividades. 

Fontes: http://www.suapesquisa.com/geografia/america_latina.htm