sábado, 5 de janeiro de 2019

OUTROS TONS

Talvez. 
Uma noite quente me faça sentir o quanto preciso sofrer para me tornar alguém na vida. Lá fora a escuridão abraça a desigualdade entre os mais ricos e os miseráveis. 
Eu não os vejo daqui.
Mas os sinto sorrindo das suas labutas.
Também os sinto chorando as suas desgraças.
Eles também se perguntam quem são. Eles também estão incomodados com a tristeza e o desamparo que suas vidas os transformaram.
Desgraçados e malditos, sorrateiam as migalhas do mundo, uns na sarjeta, outros nas casas de luxo.
Quem me dera aprender mais da vida com esses desafortunados e miseráveis.
Uma rodada de birita e tudo mais se mistura em suas vidas.
Não vamos morrer lamentando a sorte ou o azar.
Nesta noite quente - madrugada - qualquer forma de morrer é apenas uma sinfonia melancólica rende às margens do rio Potengi.

sábado, 15 de dezembro de 2018

Nem sempre rola

Foram dias de muitas leituras aqueles na faculdade. O curso de ciências sociais exigia um ritmo frenético de textos para dar conta. Também era exigido uma disciplina de leitura e interpretação de texto. A disciplina foi ministrada por uma louca. Muito competente, mas cheia de furos no quesito frequência e isso a turma novata não perdoou. Logo fizemos um grau de aproximação e de amizade. Uma noite resolvi trocar um conto com ela por e-mail e ela adorou. Na aula seguinte ela comparou meus textos aos de Henry Miller. Eu fiquei muito lisonjeado. Tudo seguia tranquilamente como deveria ser. Até que já no final do semestre consegui uma carona para deixar ela em casa, ela topou. Nosso amigo que proporcionou a carona foi super gentil e não percebeu que eu estava manipulando sua generosidade. Sim, aquela mulher brilhava demais quando respirava. Seu corpo era poesia e sua voz um sarau. Descemos na portaria do seu prédio. Fiz questão de descer para abrir-lhe a porta. Ela agradeceu e eu tomei a voz para nos despedirmos indo em direção a sua boca, seria um beijo que selaria nossa amizade, mas ela virou a cara de lado. Fiquei puto. Mas respeitosamente entendi. Boa noite. Boa noite, até breve. Foram nossas ultimas palavras.  Entrei no carro resmungando. Até hoje meu amigo pergunta o que houve e eu só resmungo. Teria sido um beijo de juventude. Sim, eu torci por um beijo adolescente. Mas não aconteceu. Não foi aceito pelos deuses. Tudo bem, as coisas nem sempre são como planejamos. Isso é bem verdade.

segunda-feira, 26 de novembro de 2018

O engodo sagrado - charlatões profissionais sem doutorado.

Apresento-lhes uma linha dura. Tecida por pessoas inescrupulosas. Uma equipe de malfeitores despreparados e muito bem organizados em suas estratégias de maldade e exploração - disfarçados de protetores e propagadores de uma salvação abstrata e inalcançável - São homens e são também mulheres. Que intitulam-se líderes de uma "manada" de inocentes. Alguns são tão convincentes que se prestam ao papel de conselheiro, pode?
A maior mentira que a humanidade inventou até hoje chama-se religião.
Estes líderes são seus construtores.
Compositores de uma clausura.
Um cativeiro a céu aberto legal. 
Capaz de produzir seguidores fiéis ao ponto de beber veneno em favor da causa.
Uma história mentirosa e muito mal contada que é capaz de fazer homens de bem carregarem seus corpos e explodirem em meio a outros homens e mulheres... Absurdo? Não. Apenas manipulação. 
Um conto pseudo-científico que nos dá falsas esperanças de encontrar com nossos familiares, amigos e conhecidos logo após a morte e ainda ter a chance de voltar para "completar sua missão" e assim evoluir... evoluir em quê?
O cativeiro a céu aberto representa no mundo uma engrenagem do poder. 
Serve a segunda e mais devastadora invenção humana jamais criada, a política governamental, os Estados de direito. 
A religião é subserviente aos governos. Seja qual for. Em muitos casos ela - a religião - manipula o governo, submete-o aos seus desejos e caprichos.
Ambas conseguem controlar a maior parte da humanidade e o que é mais espantoso, ambas conseguem destruir seus seguidores ou seus inimigos apenas com o discurso. Sim, apenas com o discurso.
Karl Marx disse que a religião é o ópio do povo, sim, quando somos levados a pensar no processo de alienação do trabalho, estamos também sendo alienados pelo discurso do sagrado.
Max Weber percebeu que uma classe de religiosos se destacava entre os seus. Os calvinistas. Elitizados e ricos, endeusavam as poses e a educação. Não gastavam. Logo se asseguravam de que a prosperidade era um sinal divino e que a pobreza uma maldição.
Uma tela em branco pronta para a iniciação da pintura capitalista.  
Feurbach atribuiu essa responsabilidade ao homem pela criação de tudo isso. Os atributos divinos nada mais eram do que os atributos humanos endereçados ao ser transcendente, que ora destituído de seus atributos bons, lhe restaria apenas os maus traços, assim também e não menos relevante, seria criado a entidade do mal.
Tudo invenção humana.
É bem verdade que a história conta do jeito dela que alguns primórdios já esboçavam o sentimento religioso, pode ser, nada pode ser descartado, se, claro, fizer sentido.
Acontece que uma vez domesticado este sentimento, percebido sua força, seu poder, e pasmem, poder de aglutinação e de conflito, o grande conflito, (kkkkkkk) e quando alguém super hiper alienado resolve romper com o poder do controle e remar contra a maré, é feito de bobo, a palavra é "excomungado" pois esse não mais segue a doutrina verdadeira. 
Agora me digam: Onde está esta verdade?
Na verdade de quem crer. De quem percebeu que a cortina pode estar rasgada, manchada, trocada, mas jamais deixará de ser mais uma peça fundamental na engrenagem perfeita para o controle total da humanidade.
Assistam ao filme "O livro de Eli".
Desejo que leiam muito e cada vez mais.

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

DIABETES - O CÂNCER DO DOCE (6.244)

Quem tem alguém com diabetes em casa? Começa assim a palestra do Dr. Drauzio Varela  sobre este câncer doce que de doce não tem nada, nadinha mesmo.
É bom que a gente ganhe esse tempo assistindo.
É esclarecedor, é importante e deveria ser obrigatório
 - democraticamente, lógico -
A resposta para a questão do Dr. foi sua colocação depois constatando que todos ali naquele auditório possuíam alguém doente em casa.
Disse ele "parece que eu perguntei quem quer aceitar jesus, né?" 
Todos riram e a tristeza não é a piada com a religião, não, (a religião já é uma piada por si só)  mas a constatação de uma tragédia, a diabetes é viva!
Deixarei o Link  pedindo que você ganhe um tempo assistindo ou indicando para uma outra pessoa. 
https://youtu.be/m8H1gQLWCPM

Os Alternativos

A grande mídia ainda presta auxílio à um público cada vez mais desconfiado. Eu acho que essa desconfiança surge na hora das notícias serem postas em campo pelos seus reprodutores. 
Uma vez eu ouvi num programa de TV (Canal 5 Observatório da Imprensa) que já não se fazem mais jornais como antigamente.  
Bem, retirando de cena o saudosismo que não deve ocupar espaço aqui, por hoje, é bem verdade mesmo que os noticiários não duelam mais entre si, eles se transformaram num cartel de notícias batizadas. 
Se vai dar coelho de tarde no jogo do bicho, todos os noticiários vão reproduzir o mesmo resultado, notem, o resultado será à tarde.
Pois bem, existe num cantinho das salas almofadadas e com ar condicionado, uma revista nova, mas já esquecida, que conta com outra versão dos fatos. 
A propósito, com material muito bom. Para isso, que ocorre em nosso país ainda muito tímidos, o advento da internet tem ajudado e muito. 
São profissionais que geralmente são formados, pessoas que conseguem pensar direito (como já dizia o patrono da educação Paulo Freire) e essa é a real diferença. 
Particularmente eu passo boa parte do tempo assistindo esses canais.
Tv 247 é a que mais desafia a gente a pensar. 
Acredito que tenha para todo gosto.
Eu vou fazer uma sondagem e tentarei encontrar mais coisas boas para divulgar. 
Parabéns aos alternativos periódicos - revolucionários - verdadeiros desencantadores da nossa ignorância.
Nesses tempos de incertezas democráticas, visto termos um louco que receberá a faixa presidencial em alguns dias, será necessário ter toda e qualquer estratégia de enfrentamento à possível onda de "loucuras políticas" em forma de leis arbitrárias que se movam na onda do "Bozolôco".  
https://www.brasil247.com/
https://www.cartacapital.com.br/revista/1029
https://jornalggn.com.br/tag/blogs/midia-alternativa

sábado, 10 de novembro de 2018

distribuição de renda PARA TODOS

todo Mercado gera riqueza.
Todo mercado gera pobreza.
Todo Mercado Gera  Riqueza.
Todo Mercado Gera Pobreza.
Toda nação, por menor que seja, gera sua fortaleza econômica. 
Aqui no Brasil chamamos de PIB - pRODUTO iNTERNO bRUTO.
jÁ imaginou toda essa grana -  
o PIB em 2017 foi de R$ 6,6 trilhões. (fonte:G1)
PIB é a sigla para Produto Interno Bruto, e representa a soma, em valores monetários, de todos os bens e serviços finais produzidos numa determinada região, durante um determinado período.
Eu nem imagino quanto deva ser essa ruma de dinheiro.
Agora, imagine comigo, uma parte dessa grana sendo distribuída para todos os brasileiros. Hein? 
Uma espécie de Bolsa For All.
Mas como seria isso, quem pensou nisso?
"A Renda Básica de Cidadania (RBC) é uma renda suficiente para que uma pessoa possa prover as suas necessidades vitais, como as de alimentação, saúde, educação e outras, que será paga pelo governo a toda e qualquer pessoa residente no país, inclusive às estrangeiras residentes há cinco anos ou mais no Brasil, não importa sua origem, raça, sexo, idade, condição civil ou mesmo socioeconômica. Será um direito à cidadania igual para todas. Refere-se ao direito de todas as pessoas participarem, pelo menos um pouco, da riqueza comum de nossa nação. A ninguém será negado.
Até mesmo para as mais ricas? Sim. Obviamente os que têm mais irão contribuir para que elas próprias e todas as demais venham a receber. Que vantagens há?
Para saber mais acesse http://eduardosuplicy.com.br/renda-basica-de-cidadania/   
Isso seria uma coisa fantástica.
Você produz, colabora com a produção da riqueza, que você nem percebe que tá produzindo, depois recebe uma parte dessa riqueza que você ajudou a produzir... 
Uma grande ideia.
Mas ainda não foi institucionalizada.
Podemos ter esperança? 
pois é, quem sabe, depende de nós.