quinta-feira, 3 de novembro de 2011

TÚNEL SEM LUZ

   
 Encontramos muitos artigos que aproximam os nossos anseios sobre a morte e realmente nos confortam e nos dão consolo. Tenho certeza que tais escritos aliviam a dor e cicatrizam a ferida da solidão em muitos corações. Disso eu não tenho dúvidas. Acordei hoje com a sensação de jamais ter vivido a minha vida como minha mesmo, entendem? Como se a minha vida toda, até aqui são quarenta e dois anos, fosse apenas uma leitura de cordel, um filme, uma ida na bodega de seu Paulo, Mas sinto que falta dizer algo. E quando queremos dizer algo é por que estamos cheios dessa verdade e enquanto a gente não vomita-la aos ouvidos e olhos de alguém, não descansaremos em paz. Pois eis, que a morte é um picadeiro. E venerar seu ato é ir ao seu encontro. A cada segundo. A cada dia. Numa carona com os poetas. Nas aventuras dos inquietos. Diabos, nos encontramos no meio da praça da piedade!!!

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

A MORTE, O AMOR, O CONHAQUE E A SOBRA DO JANTAR

As minhas cabeçadas no muro em plena madrugada....

Minha sensação de escrever neste momento é a mesma de não ter nada o que escrever. Mas hoje é dia de finados, um feriado nacional. O homem sempre honrou os que partiram antes para a jornada desconhecida. E pelos aspectos do amor duradouro de uma vitrine de sonhos encontramos possíveis caminhos que nos fazem embriagados como sugere o título com conhaque. Pois nos sobram comida da mesa do jantar, e encontramos descoberta a noite em nosso quarto escuro. O sol acordou a noite e em lugar de agito a paz se ergueu sem dor contemplando a leveza das cores que enunciaram o diluvio das luzes,   e o amor cresceu... Assim, em papeis distintos, e sempre incompreendido, mas é amor.