sexta-feira, 17 de novembro de 2017

O BRILHO DO ÁLCOOL

Não quero distribuir bençãos sobre os bebuns. A bebida é um veneno social. Isso é um fato. Mas também não quero desmerecer por completo os amalucados viciados que tremem pelas manhãs sedentos de um gole para controlar seus espíritos enferrujados.
O álcool enferruja as juntas. O álcool também é a seiva do poeta. O álcool é a ruína abandonada repleta de sonhos esquecidos guardadora de um tesouro incomum. Quem entende a dor da falta de uma dose cedinho, em jejum, sabe que a vida tem, em si, algum valor.
Uma vida sem graça é uma vida sóbria sempre.
Não pode haver verdade nas palavras de uma pessoa sóbria o tempo todo de sua vida.
Os sóbrios são cadáveres enlatados.
A única saída capaz de sanar a depressão de uma alma é uma boa garrafa de vinho.
A lucidez é a causa dos delírios da embriaguez.
Se uma mulher lhe convidar para um drinque case-se com ela.
Os olhos de uma criança carregam destilados a vida e o álcool.
Vamos beber todos os dias e melhor faz quem consome sua sagrada bebida produzindo-a em sua casa.
As industrias de bebidas alcoólicas colocaram o veneno da ganância no verso do poeta.
Se uma industria de bebida é correta com a qualidade de seu produto ela não é uma industria, ela é qualquer outra coisa, menos uma industria.
Quando o homem se der conta do vantajoso proceder de em cada estabelecimento de trabalho, escolar, religioso, hospitalar, outros, guardar um espaço para oferecer aos seus uma bebida alcoólica gelada, o mundo estará convertido em um paraíso.     

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