sábado, 8 de abril de 2017

NÓS ENTRAMOS PELO CANO



       O desespero parece que vai tomando conta do sofrido coraçãozinho desse povo brasileiro quando se para para observar o que vem acontecendo nestes últimos dias. Acontecimentos bizarros na avenida política em plena capital da corrupção. Se alguém vai tomar conta dessa esculhambação, não se sabe como se dará isso. O fato é que estamos muito enrolados com essa corja que está atualmente dirigindo o nosso país. Como se não bastasse estipular uma idade limite para os benefícios de prestações continuadas, 65 anos, ainda querem nos obrigar a trabalhar até os ovos despencarem murchos e sem pelos. Trabalhar 49 anos para me aposentar é como esticar meu olho no óleo fervendo da frigideira e sacudir sal e depois sorrir feito quem recebeu um presente. Na verdade entramos pelo cano. Sim, entramos pelo cano, quando elegemos uma corja de santos para administrar esse terreno da capela lusitana. Entramos pelo cano quando deixamos de valorizar o voto. Entramos pelo cano quando nos distanciamos dos problemas e creditamos aos santos nossas preocupações para que eles consertem as coisas. Entramos pelo cano quando nos desviamos do assunto principal na Casa Branca e gastamos uma hora, doze horas, dois dias, um mês, quatro meses  discando para eliminar alguém pela televisão, entramos pelo cano por que os nossos santos estão atuando em prol dos direitos dos "supra santos", dos "quase deuses", os ditos empresários, políticos, sacerdotes, latifundiários, esses santos de carteirinha e enquanto isso, as causas dos "menos" ou "quase nada" santos pode esperar.  Mais uma vez estamos tendo a prova circunstancial da qualidade moral de nossa gente, minha e sua, à medida em que somos pessoas do bem e cristãs. Isto é um absurdo. 







TODOS TEMOS UM PREÇO



                                                          E não é à pagar. Todos nós temos um preço. Mas por que eu afirmo tal premissa sem ao menos citar um teórico reconhecido que possa me respaldar nesta argumentação tão polêmica e totalmente descabida? 
                                    Bem, sugiro que você pesquise no googlinself e revisite seus (pré)conceitos autorais e os julgue como casualmente você vem fazendo com os sentenciados e inescrupulosos corruptos de plantão. Sugiro ainda que você não se denuncie logo de cara, espere um pouco mais e analise cada sentença detectada. Depois, bem, depois você tem o direito de fazer o que quiser. Mas antes me acompanhe mais um pouco, serei breve e prometo que não quero lhe levar a conclusões absolutas em nenhuma das enunciadas que eu postar por aqui. Salvo se você concordar comigo. Sugiro que continuemos pensando se realmente temos um preço. Bem, eu já tive um problema com a conta da luz. entendem o que quero dizer, né? Também andei gastando mais do que deveria e me encontrei com um amigo parceiro que me tirou de um atoleiro. Depois ele me atolou mais ainda. Fui comerciante e sempre tinha o lanche dos policiais na madrugada, bem, a lista parece sem fim. Então se um insignificante (mal) escritor de blogs de internet consegue uma proeza destas eu me pergunto e você? A resposta a esta questão eu não quero nem saber. O que eu posso deduzir é simplesmente uma conjectura. Todos temos um preço. Parafraseando o velho rei do baião, "todo mundo tem um preço, pode olhar que tem" onde a letra da música diz "todo jumento tem uma cruz nas costas, pode olhar que tem".  

sexta-feira, 7 de abril de 2017

FALSOS MORALISTAS DE MERDA!





       Ultimamente os falsos moralistas de merda estão se valendo dos cacos de telhas do pensamento moderninho do "politicamente correto" para escoarem seus dejetos em plena praça pública. Serei sincero mesmo. Como se o mundo e as pessoas precisassem de regras, de norminhas escrotas, de gente se dizendo defensora dos animais, de gente que diz ser solidária, e "mimimi" pra lá, e "mimimi" pra cá, ora, ora, ora, isso é um inferno. Lembrem-se dos tempos do programa "Os Trapalhões", todo mundo ria dos trejeitos do Zacarias, das investidas de Didi ironizando o Dedé e virávamos a perna com as piadas de bebum do Musum. Mas o programa acabou, alguns morreram e muito bem, uma nova geração passou a ditar regras no contexto social. Acho correto as lutas de classes, a luta incessante pela reforma agrária, greves gerais, o progresso das ações afirmativas, o professor Leonardo Boff em seu livro "As cores do Arco-Íris" diz que não é preciso ser negro para defender a causa dos negros. Mas entediar o mundo com proibições infantis, como essa da  garota que se ofendeu com as palavras de um alguém e já foi escandalizando pro mundo, isso é coisa da espécie, coisa que qualquer um faz, isso não é motivo para escândalo, eu sei que a mídia aposta nessas coisas e dramatiza muito, mas também não tiro o dever ético de resolver qualquer situação entre duas pessoas ali, na hora, entre os dois. Como boas pessoas civilizadas. As pessoas não são esses marionetes frustrados que cospem direitos e se masturbam, escondidos, bem atrás das  janelas de casa.  Acredito que essa modinha vai passar. Somos bem melhores que isso.  Somos um povo, segundo o historiador Leandro Karnal, de lutas, revolucionários, guerrilheiros do cangaço, digo eu, somos os filhos da revolução, não podemos desvirtuar a trajetória de nossa história. Até briga de galo querem acabar. Não. Assim não. Isso vai ficar muito certinho. Desse jeito vai continuar a esculhambação.