segunda-feira, 31 de julho de 2017

O CAOS NOSSO DE CADA DIA

       De fato nossa geração vive a mais embaraçada das transições na desenvoltura de sua vida social. Se bem que estávamos nos arrastando pelo chão quando se resolveu, e não mesmo com pouca luta, libertar os seres humanos que foram classificados inferiores, nem muito menos ainda quando nos apercebemos que as mulheres, sim, as mulheres mães, irmãs, tias, avós, primas, amigas, estas verdadeiramente existiam e, incrivelmente, poderiam fazer parte nas tomadas de decisão, mais aberrante é pensar que as crianças - seus filhos e meus filhos - eram tratados como adultos, pequenos adultos, que deveriam cumprir com todas as obrigações possíveis tal e qual um adulto formado. Atualmente estamos na fronteira dos gêneros e também contemplando um hiper-espaço de incríveis possibilidades. 

        Desde quando nos envolveram com as falácias e as estratégias de dominação das massas transformando-nos  em meras marionetes adestradas e bestializadas, assistimos ao mesmo filme de exclusão, humilhação, abandono, e exploração em cada um dos próprios sistemas criados e preparados para sustentar esse regime demoníaco. Mas de vez em quando rompem-se as barreiras do conformismo e da subserviência adestrada e respira-se uma mísera partícula de liberdade. Falo aqui das considerações do movimento LGBT e não somente desse movimento que insurge na sociedade com suas posições formadas e seus canhões de Navarone  apontados para a baía dos preconceitos, mas de todo movimento legítimo e organizado que se rebela contra o Leviatã.. Neste exato momento em que escrevo este pequeno texto tenho certeza que a luta está sendo travada e ampliada nas trincheiras do campo social pelos seus líderes e representantes e também pelos seus simpatizantes. A grande maioria de nossa sociedade que se auto intitula conservadora não coaduna com a ideia promissora desta boa nova. Esta crise que envolve o cume dos montes das ideias e dos conceitos nos remete aos vales da intransigência e do preconceito. Atravessar o vale de bandeira em punho e de cabeça erguida se faz necessário e é o reflexo desse tempo que será registrado em todos os arquivos de história, de nossa história, para que se justifiquem mediante os apontamentos que a humanidade se fez natural em sua essência e sempre se posicionou pela diversidade e unidade. 

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