quarta-feira, 26 de julho de 2017

DIGA ISSO AOS 16, que eu quero ver.

O que é mesmo o conflito de gerações? Uma observação atenta nos faz pensar que vamos ficando cada vez mais cansados e velhos. Será mesmo que podemos pensar assim? Uma garota de dezesseis anos alimenta os pensamentos perversos de um coroa de quarenta e até onde nos deixamos contagiar por essa mágica? Uma garrafa de cachaça, um baseado aos dezesseis nos apresenta uma fórmula mágica para desvendar os mistérios da vida, da sexualidade, dos prazeres, dos descobrimentos, das angústias e isso acaba aos quarenta? Dentro dessa garrafa há um gênio que também envelhece?
Ou ele vai sucumbindo aos preconceitos preestabelecidos por nossa conduta ao longo dos nossos caminhos? 
Quantos anos você tem? Ainda me pergunto sempre quando me olho dentro desse maldito espelho. Mas nem tudo é efeito da angústia efervescente dentro desse espírito despedaçado e perdido. Eu descobri dentro de minhas dores e calores que a idade é um sentimento. Os mais "velhos" sentem-se apropriados para aconselhar e os mais "jovens" querem receber conselhos, sempre os que os satisfaçam. Isso pode ser verdade. Mas e os conflitos? O que significam esses conselhos? Afinal, somos cobaias de Deus, obras inacabadas e em construção dentro de uma cultura que nos serve e nos condicionamos a tal. Bem podemos construir algo que não nos inferiorize. Que nos abrace de vez como naturais. Sem essas limitações e regras; sem essas lacunas de gerações que nos moldam aos ditames de uma cultura subserviente e exclusivista. Eu sei que isso soa como utopia, é fato, mas então se não nos comportarmos assim, em busca desse ser natural, incrível, super, harmonioso, latinos, fortes, iguais e diversos, o que queremos? Manter essa crise? Bem, fica a pergunta.

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