terça-feira, 11 de abril de 2017

ROTA DA CHUVA

Um dia de chuva no sertão do nordeste é como um dia de chuva no sertão do nordeste. Me digam vocês que postam lindas imagens da chuva caindo, cantam a poesia do velho Raul Seixas, me digam vocês como é sentir a chuva caindo, molhando o corpo, esfriando o clima, se aninhando na cama embaixo do lençol, me digam vocês que gostam de pensar em deus quando a chuva começa a molhar, me digam como é morar na cidade grande e acordar com a chuva tão linda e abençoada  invadindo sua casa, abrindo crateras no meio da rua, inundando as ruas, destruindo os telhados, me digam aonde estão vocês que se enganam com esta catástrofe?  Se fosse para depender da misericórdia de seres divinos para melhorar a vida das pessoas e dos animais que morrem a míngua com sede, nós estaríamos realmente fodidos. Mas não se engane também com essa outra falácia, de certo que somos realmente culpados por toda essa tragédia. A falta de vontade política e a lepra da corrupção aliada a ganância do ser humano descontrolam todos os ciclos de evolução da indefesa humanidade. A chuva não é benção, não é uma vontade de deus, nem é se quer uma coisa natural. A chuva é uma tempestade formada pelos gases no ar e pode destruir qualquer coisa.  Quando reivindicamos medidas definitivas que reparem este flagelo secular entre os povos e animais do sertão do nordeste com relação a seca é porque existe a possibilidade de consertar essa situação e acabar de uma vez por todas com esse sofrimento. A seca é o resultado direto da ação irresponsável do homem.  Do homem que tem o poder financeiro para resolver o problema e não resolve.




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