domingo, 9 de abril de 2017

ACORDAR ABUSADO

Uso imoderado do poder, segundo o google. É uma definição que ao meu ver não representa a chatice expressada nas correntes sanguíneas da vida. Assim, talvez e bem provável, que este texto seja mesmo um porre. Você não merece ler algo assim, mude essa merda. Vá procurar um blog de auto ajuda e encontre as palavras certas que estimularam seus neurônios e lhe farão sentir-se bem. O melhor remédio para combater um abuso crônico é manter o abuso sob a mira dos conceitos. Estes nem sempre são eficazes. O corpo reflete estes conceitos como quem demora pra cagar. Fica muito inchado. Chega a feder pelos poros. O mau hálito que sai da boca parece uma fossa aberta. O cú dói, mas não caga. Isso é mesmo um abuso. Mas tem quem diga que abuso pode ser de autoridade. Pode ser outra coisa, menos abuso. Dane-se. A bosta da vida, essa desgraça, permanece ali. A gente precisa passar por isso? Parece que o abuso é uma fobia do espírito. Se eu acreditasse que espírito existe, é claro. Você ainda está comigo? Pois bem, relaxe um pouco e vamos tentar entender essa mandinga dos infernos. O primeiro conceito trata de um tipo de abuso, o abuso de poder, esse deve se referir ao caricatura do chefe, do pai, do padre, do político, do irmão mais velho, do professor, de deus, verdadeiros abusadores de poder. Talvez essa prática sirva para preencher o saco que é viver. Você impõe seus desejos e os outros inconscientemente e voluntariamente resolvem obedecer. Triste aqui é saber que o obedecer é voluntário. Ou involuntário. Ordens são sempre arbitrárias. A segunda bosta e é essa que eu quero melhorar o conceito trata-se de um sentimento. Nada parece ir bem. O mundo é uma bosta. As vezes fede. Nem a garota mais deliciosa da escola te faz mudar. A vontade que se tem é de se isolar do mundo, das pessoas, dos barulhos, das cores, dos cheiros, emfim, dos corredores da vida. Esse sentimento que eu classifico como abuso de tudo, merece ser mesmo pensado. Abuso tem origem no  Latim ABUTI, “usar mal”, de AB-, “fora”, mais UTI, “usar”. Mas no senso comum, no dia a dia das pessoas comuns, o abuso se transformou em sentimento. A pessoa que vive abusada. O abusado de sentimento não caga. Nem peida. Talvez peide, mas com certeza esse peido não fede. É um chato. Não faz piada. Não come ninguém. Não bebe nem fuma. Ainda se diz religioso, na maioria das vezes é um crente fanático. Mas ainda não sei ao certo quem fodeu com essa merda toda. Vou me despedir agora. Deu uma pontada no pé da barriga. Acho que vou cagar. Inté. 

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