sexta-feira, 28 de abril de 2017

28 DE ABRIL - O DIA DA GREVE GERAL - visto de casa

Em Natal as mobilizações iniciaram cedo. A população ocupou as ruas e decretou sua indignação com as medidas monstruosas que o governo golpista de "nem é bom falar o nome" vem implementando e quer fazer mais em nosso país contra os trabalhadores e principalmente contra as mulheres. 
O que nos chamou a atenção no dia de hoje, já que cobrimos a mobilização pelo olhar do olhar da grande mídia, e em especial da tv de canais abertos, foi uma retaliação aos verdadeiros acontecimentos e uma tentativa de marginalizar e incriminar as manifestações legítimas e democráticas. Ouvi um ou outro jornalista a favor do movimento, bem discreto, seguindo muito bem a cartilha do editoriado conservador e anti social.
Sites como uol.com, Terra, fizeram coberturas parciais com uma pequena manchete sobre a mobilização. Sim, foi o dia todo e não poderia ser diferente dado o tamanho do evento.As tvs abertas Globo e Sbt limitaram-se a flashes entre as reportagens. A tv record não foi analisada. As redes sociais cumpriram seu papel, mas o facebook parece ter radicalizado em dois pontos. O primeiro, conjecturo, foi a retirada inexplicável do botão compartilhar de algumas postagens. As pessoas que denunciaram também não obtiveram respostas sobre o que teria acontecido. Outro ponto foi que, mesmo com essa suposta represália, os vídeos da manifestação ao vivo bombaram. Em uma análise superficial, vista apenas por esses poucos fatos constatados, concluo que mesmo depois do pronunciamento do governo caracterizando o dia de luta popular como sem significado nem causador de um possível retrocesso nas decisões sobre as medidas a ser votadas em breve no congresso nacional, vejo que houve sim, e muito, uma relevância para reverter este processo desumano do projeto impopular desse governo golpista. Esperamos que o desenrolar dessa história seja de satisfação para o povo, que sofre, apanha, vai pras ruas, é xingado de vagabundo, perdem seus empregos, mas NÃO DESISTEM DA LUTA.
 

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