quinta-feira, 7 de agosto de 2014

PoEtAs a MARGEM DO CAMINHO.

PENSO, LOGO MORREREI.
Abutres e colibris pintam minha paisagem rebuscada
e merda e sangue borram minha privada
o que eu leio nas trevas nem sempre me trás a porra da luz

o que eu penso, pensando bem, nem me importa,sempre dá em merda!
o que eu fiz foi sob efeito das drogas sociais e ilegais
o que se quer? 

viver é uma cagada!
as vezes dói, as vezes é maravilhosa
morrer é sempre dar (puxar) a descarga.
sempre tem gente querendo algo de alguém
o que eu quero de você, que me lê?
você poderia pensar um pouco...
reler tudo de novo...
ou não... (isso não importa)

o que você quer?
definitivamente podemos parar por aqui...
mas ainda estamos vivos...
e eu ainda sinto que vou conversar mais um pouco com você...
então, não desista de dar a descarga na vida
ou sempre haverá alguém para reclamar do fedor de todas as vidas desprezíveis...
o que eu quero com uma vida assim?
as vezes encontramos espelhos no banheiro que nos alegram timidamente
como se houvesse uma canção do Pink Floyd, uma agulha, e uma navalha...
uma navalha dilacerando as notas musicais e alucinógenas
tolas e coloridas e saltitantes... sujas da água que escorre no ralo do banheiro...
morreremos certamente...

é um convite que a alucinação desperta...
pelas ruas, nos corredores dos hospitais, em casa, no trabalho, trepando, caminhando, em algum lugar...
haveremos de nos encontrar com a toda poderosa descarga...
pensou assim?
o que importa?
me diga?
absolutamente nada, eu pre suponho...

então, sejamos o que somos... sejamos o que queremos ser...
uma bosta
uma mijada
uma diarreia
uma gozada
uma caganeira
uma rezada
kkkkkkkkkkkkkkkkk
(não pensei em mais nada)
se não penso, vivo.
se penso...
logo morrerei.
...

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