sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Um sinal do Reino!


Ouvi uma música antiga na minha mocidade que dizia quase chorando esta frase: "Esta noite eu queria que o mundo acabasse e para o inferno o Senhor me mandasse para pagar todos os pecados meus" nem me lembro ao certo quem a cantava nem muito menos quem a escreveu, mas a felicidade é quase um instante parecido com essa sensação de desconforto e entrega radical, e eu queria falar de felicidade. Se é que existe, se é que se pode tê-la. Assim como o poeta aqui descreve seu tempo chegou ao fim, é a hora de arrumar as malas e partir. Entrar no táxi lunar e rumar poesia à fora desnovelando a magia e o encantamento do Criador. Ser é o bastante, por que o amor a gente inventa... E nesse tempo de inercia desconfortável entrego-me a poesia do ato. Feliz. E grito alto. "louco é quem me diz". Eterno aprendiz de coisa nenhuma e andarilho das calçadas sujas... Trabalhando em poemas que mais exalam à cama suja de falidos bordeis entreguei minha alma ao fogo gélido dos hotéis luxuosos desvirginando as flores à sombra da cruz... Gozei!!! Voei! Corri de tanto querer correr. Nem me atrevi a ser santo, e seria inútil, as velas rezariam para eu nem aparecer nos quadros... mas criei meu canteiro de amêndoas e leguminosas... E louco ao vento desfilei minha loucura entre seus seios meios e suas coxas até mais.

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