domingo, 16 de abril de 2017

O caça-bombardeiro AMX - um rasante no Planalto


Os bombardeiros carregados com bombas de ética e moral estão sobrevoando a terra da consciência política de nossos líderes e representantes democráticos. Um boato desgraçado de mentiroso invade os céus da internet e quer poluir a atmosfera democrática  com a bomba da intervenção militar. Eu duvido que você se preste ao desfavor de acreditar nesta mentira estapafúrdia. Estamos atravessando um momento de manipulação política com mais denúncias sérias envolvendo nossos digníssimos representantes do paletó engomadinho. Imaginar que esse circo armado que estão pintando pelas telinhas hipnóticas da TV e da NET é a mais pura verdade dos fatos, seria de uma ingenuidade quase beirando a loucura. Desde que a Presidenta Dilma e o coletivo de figurinhas petistas não fizeram nada ou pouco, muito pouco fizeram pra evitar o desastre do impeachment, que paira no ar uma nuvem de conspirações. Uma delas que eu vou batizar como "entreguismo" nos faz crer que houve um acordo filho da puta entre todos os partidos envolvidos em corrupção. Mas como se desenrola mais essa conspiração? O mais certo e mais provável caminho que podemos seguir são os pontos factuais dos acontecimentos que antecederam ao impeachment e alguns fatos que perduraram durante o mesmo. Digamos que houve uma manipulação no marketing da imagem da presidenta principalmente nos seus pronunciamentos onde o que mais se divulgou nas redes sociais foi uma imagem depreciativa com frases pontuais e com cunho ridículo. Provocando na população um descontentamento generalizado de insatisfação. Entenda, meu amigo, que isso poderia ser tido como algo natural partindo de certo despreparo da presidenta e tal, mas se fizermos um levantamento dos discursos anteriores veremos que em nenhum discurso houve esses distractivos. O lance aqui, é sacar que o acordo surge neste contexto, ou seja, ser partícipe, conivente e convincente para a população com a trama maquiavélica. O fato da presidente Dilma aceitar que seu nome vá parar na lata do lixo é um fato muito contundente que desperta certa suspeita. Outro ponto que pode ser considerado como altamente suspeito ocorreu durante o processo de impeachment, em uma sessão no congresso, onde a presidente poderia ou não participar da sessão. O que aconteceu foi que ela voluntariamente dirigiu-se ao congresso e participou na íntegra. Até aí, não tem nada demais. Mas atentem para um detalhe. Durante a sessão a presidenta foi questionada quanto a sua participação na mesa do congresso e se ela tinha conhecimento que sua presença não era obrigatória e a sua resposta nos surpreende e revela a possibilidade de um acordo anterior e estrategicamente pensado dizendo-se voluntária e que estava fazendo parte do processo democrático. Vejam bem, se havia uma "guerra" dos advogados de defesa com os advogados de acusação em adiar ou quiçá anular o processo de impeachment, como pode ser que a vítima do processo queira voluntariamente estar presente? Mais ainda responder que sua presença reafirma um compromisso com o processo democrático. COMO ASSIM, QUE COMPROMISSO, COM OS ARTICULADORES DO ACORDO?  
       Bem, aqui estão expostos os dois pontos factuais que podem estar nos agraciando com a revelação de um golpe megalomaníaco de perpetração de poder.  O primeiro diz que uma estratégia de marketing proposital incumbiu-se de destruir, antes do processo de impeachment, a imagem da presidenta. O segundo ponto é a sua condescendência com o que eu chamaria de "processo democrático", participando de forma voluntária nas sessões do impeachment quando na verdade sua presença nem era obrigatória.
        Mas ainda falta um terceiro ponto de vista, ou melhor, uma conjectura. No ano de 1992 o então presidente da república Fernando Collor, foi impetemado e como consequência ficou inelegível por oito anos. Pois bem, a literatura nos remete a um precedente jurídico. Como um presidente, um líder sindical ou de qualquer outra categoria de sociedade organizada, por causa de um problema fiscal monetário, coisa grave, recebe da mesma justiça dois pareceres distintos? A presidenta Dilma Roussef, eleita pelo voto direto, e impetimada por desvio de finanças, desta vez, não teve seus direitos casados quanto a inelegibilidade. Aqui está o terceiro e não menos importante fato conjectural da possibilidade de construção de mais uma teoria da conspiração. 
       Quanto a veracidade das especulações citadas à cima só nos resta ir fiscalizando mais de perto cada atitude desse fenômeno social, se é que podemos conceituar assim, e não acreditar nas propagandas midiáticas de manipulação que circulam pelas redes sociais.   O que podemos tomar para não adoecermos por completo é mesmo um antiácido para combater mais essa indigestão pública.  

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