segunda-feira, 1 de maio de 2017

CLT - Em Obras (até revogação completa)


       É fato. Há uma necessidade gritante de readequar a legislação trabalhista aos novos moldes do trabalho no Brasil. Desde sua instituição, em 1943 no governo de Getúlio Vargas,  a Consolidação das Leis Trabalhistas vem sofrendo ataques por parte dos grandes empresários que veem nesta carta um atraso e desvantagem para suas práticas puramente capitalistas. Pequenas reformas foram feitas ao longo de sua vida. O acelerado mundo virtual faz eco neste processo de mudanças e readequamento logístico. Entretanto, com as propostas recentes por parte de parlamentares inescrupulosos e envolvidos em escândalos de corrupção como o senhor relator, Rogério Marinho, acusado de desvio de dinheiro em empresas de terceirização que levam seu nome, comprometem as tão necessárias observações. O que está ora posto com o texto apresentado é o que disse o presidente do Partido da Causa Operária Rui Costa Pimenta que também apresenta um programa semanal exibido aos Sábados chamado Causa Operária TV, onde destacou o verdadeiro desastre das intransigentes reformas propostas ao compendio de leis trabalhistas: 
"A terceirização coloca o trabalhador em nome de empresas fictícias, que não têm patrimônio e podem desaparecer do mapa deixando centenas de trabalhadores sem pagamento e sem nada. Tudo isso ai é negativo, inclusive algumas pessoas tem falado isso, a ‘terceirização é a revogação da CLT'”.

Mas a grande questão da terceirização, que está por trás de tudo, é que ela acaba com os sindicatos".

       O fato é que estamos, querendo ou não, alimentando o processo de um golpe instituído nas fileiras do retrocesso histórico nas leis que garantem um mínimo de dignidade e que condenam milhares de brasileiros ao regime de escravidão. Não podemos espuir simplesmente este momento crítico que atravessamos. Urge uma mobilização das bases de todas as camadas sociais, dos setores, dos movimentos sociais, dos estudantes, das classes trabalhadoras, tal como nunca vista nesse País. Um levante popular estratégico e articulado capaz de romper com os poderes midiáticos e empresariais que, como abutres famintos, pretendem dilacerar as ruínas restantes do povo brasileiro, digo povo, sim, porque somos um povo com características próprias e voltados para a luta. "Nenhum direito a menos"; Fora Temer.  











Nenhum comentário: